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BragançaPaulista11 Dez 2017


Cidade


Faros d’Ajuda promove campanha contra a Leishmaniose
Sábado,  12 AGO 2017
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 A Associação de Proteção aos Animais Faros d’Ajuda está promovendo uma campanha de combate à Leishmaniose e precisa de doações. Em entrevista ao BJD, na última quinta-feira, 10 de agosto, a representante da entidade, Márcia Davanso, comentou sobre a doença e o que eles estão fazendo para prevenir os animais do abrigo.

“A leishmaniose é uma zoonose que vem se alastrando. Antigamente havia casos registrados apenas no norte e nordeste do Brasil, mas agora já chegou ao Sudeste e algumas cidades da região já registram óbitos de animais”, comentou Márcia.

Cidades próximas de Bragança Paulista, como Campinas, Valinhos e Indaiatuba registraram inúmeros casos da doença nos últimos meses. Com o intuito de prevenir os cães e gatos, a Faros d’Ajuda lançou a Campanha “Patrocine um Amiguinho”.

“A leishmaniose não tem cura. Antigamente, o animal diagnosticado com a doença tinha que ser sacrificado. Como temos uma concentração grande de cães, precisamos agir para prevenir, no entanto, a coleira é muito cara”, explicou Márcia.

A coleira inseticida foi comprada em parceria com uma clinica veterinária da cidade. “A coleira dura 6 meses e custou, para nós, R$ 80,00. No mercado custa, em média, R$ 120,00. Estamos fazendo uma campanha para captação de recursos para pagar essas coleiras e adquirir mais, já que o tratamento é de um ano”, explicou Márcia.

A campanha “Patrocine um Amiguinho” consiste em pagar duas coleiras e uma vacina V8 para algum cão do abrigo. O patrocínio anual no valor de R$ 180,00, pode ser parcelado em 12 meses. “Na página da Faros d’Ajuda, no Facebook, há um link com o nome da campanha. Nós estamos fazendo a nossa parte e a população precisa fazer a dela protegendo seus animais”, disse.



Ainda de acordo com Márcia, os gatos ainda não estão prevenidos porque o custo das coleiras é mais alto. “As coleiras para gatos custam, em média, R$ 180,00 e duram cerca de 8 meses. Estamos estudando uma forma para resolver essa questão”, finalizou.

CASOS NO BRASIL EM ANIMAIS

Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral (LV), conhecida como calazar, e a leishmaniose tegumentar (LT). Ambas são consideradas doenças infecciosas e são transmitidas por flebotomíneos infectados de espécies distintas. A LV é caracterizada, principalmente, por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, além de perda de peso acentuada. Já a LT provoca úlceras na pele e mucosas.

Em dez anos, o número de casos de LV no Brasil reduziu 9%, passando de 3.597 casos, em 2005, para 3.289 casos, em 2015. Com relação à LT, nesse período houve uma redução de 27%, passando de 26.685 casos em 2005 para 19.395 casos em 2015.

Em 2015, a região Nordeste registrou o maior número de casos de LV (1.806); seguida pelas regiões Sudeste (538); Norte (469); Centro-Oeste (157); e Sul (5). Em relação à LT, a região Norte registrou o maior número de casos (8.939) dessa doença; seguida do Nordeste (5.152); Centro-Oeste (2.937); Sudeste (1.762); e Sul (493).

TRANSMISSÃO


A transmissão da doença ocorre pela picada de insetos vetores, os flebotomíneos, popularmente chamados de “mosquito-palha” ou “cangalhinha”. Eles são pequenos, de cor clara e pousam de asas abertas. O mosquito se contamina com o sangue de pessoas e/ou animais doentes e transmite o parasita a pessoas e/ou animais sadios.

O Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico e tratamento gratuito para a população contra as duas doenças. O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos e eficazes.

A recomendação para cães infectados com a Leishmaniose é a eutanásia.