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BragançaPaulista22 Ago 2017


Cidade


Via é interditada para não prejudicar UTI
Sexta-Feira,  11 AGO 2017
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 O prolongamento da Avenida Artemio Dorsa, localizada na zona sul do Município, foi interditado pela Prefeitura para não comprometer a recuperação dos pacientes que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Universidade São Francisco (HUSF).

A reportagem do BJD, após receber reclamações de leitores e moradores daquela região que utilizavam a via como alternativa, constatou, em visita ao local na manhã dessa quinta-feira, 10 de agosto, que ela foi fechada por tubos de concreto (foto), inviabilizando o tráfego de veículos. O problema é que a via é de terra.

Embora a UTI do Hospital Universitário seja um local fechado, a poeira formada pela travessia de veículos vai toda para o hospital. “Os freis nos pediram para interditar a via para não prejudicar os pacientes da UTI.

Nós achamos o pedido coerente e atendemos. A Secretaria não tem equipamentos suficientes, como caminhão-pipa, para molhar a avenida a cada duas horas, é inviável”, explicou o secretário municipal de Serviços, Aniz Abib Júnior, por telefone, na tarde dessa quinta-feira, 10 de agosto.

Em 2013, o Governo do Estado de São Paulo doou o trecho de 1,2 mil metros de comprimento que fazia parte do terreno que compreendia o Aeroporto Estadual Arthur Siqueira e o Aeroclube de Bragança Paulista, que atualmente possuem acessos distintos.

A área pertencia ao patrimônio estadual e estava sob administração do Departamento Aeroviário de São Paulo, órgão da Secretaria Estadual de Transportes e Logística.

Em 2014, funcionários da Secretaria Municipal de Serviços, sob comando do então secretário e atual vereador Moulfid Doher, iniciaram os trabalhos, mas a obra foi paralisada, para aguardar a elaboração e desenvolvimento de um projeto de drenagem das águas das chuvas.

Até hoje, nenhuma obra de drenagem, sarjetas ou iluminação foi realizada na via. Aniz Abib Júnior afirmou que a Prefeitura não tem verba para executar essas obras neste ano. “No ano que vem, se tivermos dinheiro, poderemos asfaltar. É uma via muito longa e o custo é alto”, esclareceu Aniz.

Além de facilitar o acesso ao aeroporto para os usuários e moradores do Jardim São José, Jardim Europa, Santa Luzia, Avenida D. Pedro I e Rodovia Farmacêutico Francisco de Toledo Leme, a rua seria mais uma alternativa de rota para ambulâncias.