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BragançaPaulista01 Nov 2014


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“Ainda não há motivo para racionamento de água”, diz superintende de produção da Sabesp
Sábado,  11 JAN 2014
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 “A situação está sob controle. O nível é, historicamente, um dos mais baixos da última década. A economia é necessária em qualquer estação do ano, mas deve ser vista com mais atenção em ocasiões em que as chuvas são reduzidas.

No momento a Sabesp trabalha dentro dos padrões mínimos de abastecimento, com a expectativa de que as chuvas se acentuem no final do mês de janeiro e se estenda por fevereiro e março. Caso isso não ocorra, aí sim, vamos falar em medidas mais severas. Mas ainda assim a região de Bragança Paulista não será atingida”, explicou Marco Antônio Lopes Barros, superintendente da Produção de Água da Região Norte.

A baixo nível de chuvas e o consumo ininterrupto fizeram com que o Reservatório dos rio Jaguari/Jacareí diminua sistematicamente. A redução é diária. No dia 7 de janeiro a represa operava com 26% da capacidade e nessa sexta-feira, 10, com 22, 25%, segundo o monitoramento eletrônico do Comitê PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e 25,8% na avaliação de Marco Antônio.



Uma expedição às margens da represa constatou a situação e arranca expressões de pesar e preocupação de quem viu a represa cheia durante anos e agora a vê com inúmeras áreas secas. Em alguns locais, como por exemplo, em Terra Vermelha, na zona rural do município de Vargem, a água baixou aproximadamente 20 metros.

Com isso, afloraram nas margens, ‘muralhas’ de pedras e terra vermelha. As casas que foram construídas próximo do espelho d’água agora estão distantes. Em alguns pontos sobraram apenas estreitos cursos d’água que alimentam as áreas alagadas mais profundas.

O local mais interessante e que se transformou num ponto de visitação é a ponte sobre a represa que liga os municípios de Joanópolis e Piracaia. A seca acentuada acabou por expor os alicerces da ponte.

Mesmo com este quadro, o superintendente de produção de água Marco Antônio garante que a situação é de atenção, mas não de pânico. O Rio Jaguari, à jusante da represa, também está visualmente impactado com a retenção das águas e hoje o reservatório dispensa 1 m³ de água por segundo em seu leito na base. “Os limites são estabelecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Como já disse, estamos operando no limite e isso não compromete o Rio Jaguari, embora visualmente se conclua o contrário. As probabilidades são de chuvas mais à frente e, se isso se comprovar, o quadro se modificará. Ainda não há motivos para alarde”, reforçou.

O Sistema Cantareira é um dos maiores produtores de água do planeta. “A função do reservatório é exatamente a de guardar água para não racionar o abastecimento no período de estiagem”, finalizou.

O sistema é responsável pelo fornecimento de água a 8,1 milhões de pessoas, moradores das zonas Norte, central e trechos das zonas Leste e Oeste da capital paulista, assim como dos municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba, São Caetano do Sul e parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André. Em 2004, o nível de água no sistema chegou a 20%.