BJD
33 máx 20 min
BragançaPaulista18 Jan 2018


Cidade de Bragança


Nova era na gestão de aeroportos
Por Giovanni Pengue Filho   Terça-Feira,  18 JUL 2017
Versão para impressão
Tamanho dos carácteres

São Paulo entra esta semana numa nova era na gestão de aeroportos regionais. Nesta terça-feira, o consórcio Voa São Paulo assinou o contrato de concessão e começou a operação assistida de cinco aeroportos paulistas localizados nas cidades de Campinas, Jundiaí, Bragança Paulista, Itanhaém e Ubatuba.

Em 90 dias, o Voa São Paulo assumirá todo controle e a operação destes aeroportos. Este é o primeiro movimento que o Estado faz na concessão à iniciativa privada de aeroportos, seguindo a mesma trilha do sucesso acumulado há duas décadas com o programa de concessão de rodovias, que se iniciou em 1998 e hoje é reconhecido internacionalmente como um modelo de referência.

A concessão prevê que ao longo dos 30 anos de contrato o Voa São Paulo invista ao menos R$ 93,6 milhões em melhorias nos cinco aeroportos concedidos. Uma operação que traz benefícios imediatos para os usuários e também para os municípios. Além das atividades aeroportuárias, a concessionária pode explorar a capacidade imobiliária e de oferta de serviços dos aeroportos, possibilitando a implantação de centros de convenções, hotéis, cafés, restaurantes e lojas, dentre outros.

Não há dúvida que os investimentos dessa natureza potencializam o crescimento regional, atraem novos negócios e impulsionam a geração de empregos, além de proporcionar benefícios diretos para os usuários das aeronaves que realizam mais de 135 mil pousos e decolagens.

Do total de R$ 93,6 milhões exigidos por contrato, ao menos R$ 33,6 milhões serão investidos já nos quatro primeiros anos. Esta é uma cifra significativa. Afinal, o Brasil vive cenário de incertezas marcado pela combinação de recessão econômica, restrição do crédito público e instabilidade política. São Paulo, no entanto, demonstra, mais uma vez, que caminha na contramão da crise, graças a projetos sólidos e respeito aos contratos.

Tal como ocorrera no leilão das rodovias, o leilão dos aeroportos paulistas também teve o condão de atrair novos players para o mercado de infraestrutura do Estado, renovando o capital e abrindo novos horizontes. O Consórcio Voa São Paulo, integrado pela Terracom Construções, MPE Engenharia, ALC Participações, Nova Ubatuba Empreendimentos e Estrutural Concessões Rodoviárias, representa um mix de empresas que atendem exatamente à criação de um novo parâmetro para as concessões públicas.

Na prática, o Consórcio representa a diversidade que a Artesp e o Governo do Estado buscavam para esse modelo de negócio. Imaginando-se um natural crescimento da operação, os investimentos futuros podem chegar ao ponto de capacitar esses aeroportos, que hoje têm perfil para aviação executiva, para aviação comercial com oferta de voos de linha. O que, convenhamos, é uma significativa mudança de patamar no horizonte.

Giovanni Pengue Filho - Diretor geral da Artesp  (Agência de Transporte  do Estado de São Paulo)