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BragançaPaulista21 Jan 2018


Cidade de Bragança


Cinema: Noé
Por Marina Bonfanti   Quinta-Feira,  24 ABR 2014
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 A história no meio de tantas interpretações, Noé era uma delas. Mas o diretor Darren Aronofsky resolveu mostrar nas telonas uma adaptação para ninguém ficar com dúvidas e ainda tirar uma casquinha de debates sobre os assuntos retratados no filme.



Em toda a sequência, podemos perceber de forma branda que a pesquisa feita para a produção do longa, foi baseada em muitas crenças, não se prendendo só a uma. Além disso, Aronofsky não deixa nenhuma fresta sem explicação, respondendo a algumas dúvidas que sempre tivemos perante a narrativa original, como a construção da arca em tão pouco tempo ou como os animais sobrevivem.



Algumas questões são levantadas, fazendo com que o público tire suas próprias conclusões sobre temas como veganismo, o poder do homem na destruição e o comportamento dele frente ao rito final.

Noé nada mais é do que um blockbuster com um viés contemporâneo, que foi introduzido em todos os cinemas não para contar a história fiel e sim, incrementá-la para uma trama mais energizante e prender a atenção do espectador com o famoso herói e vilão.



E para aproveitar também outros elementos da Bíblia, o cineasta tira do Velho Testamento os anjos caídos e os transforma em vigilantes, oferecendo um tom de fantasia com suas armaduras de pedras à la Harry Potter, mas não deixa pecar em sua explicação.

Criacionismo, religião e interpretação. Três pontos-chave que resumem esse longa-metragem.

FICHA TÉCNICA



Duração: 138 minutos
Estilo: Épico
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Darren Aronofsky, Ari Handel