BJD
31 máx 19 min
BragançaPaulista17 Jan 2018


Cidade de Bragança


Reflexão: Oh! Happy Day!
Por Sandro Silva Araújo   Terça-Feira,  27 AGO 2013
Versão para impressão
Tamanho dos carácteres

 Dia 16 de Agosto, pela manhã, Grazinha, sua mãe Gê e eu, fomos para o Hospital. Tranquilos, conversando, falando sobre a vida daqui para frente.

Chegando ao hospital, após a grata surpresa da chegada de meus tios paternos, a enfermeira colocou a Grazinha numa maca, com aquela roupa linda de hospital e rumamos para o centro cirúrgico.

Chegando lá, coloquei uma roupa igual àquela usada pelos médicos. Confesso que apesar de estar tenso pelo parto, lembrei-me do episódio do Pica Pau: “Chamando Dr. Hans Chucrute”. Eu aguardava ansiosamente o momento de entrar na sala de parto, inclusive um médico percebendo minha angústia, brincou dizendo: “Ela conseguiu esperar nove meses, você não consegue esperar dez minutos!”.

Inhéeeeeeeeeeee... Inhéeeeeeeeeeee...

Enfim, fui chamado para entrar, já estavam a meio caminho andado, inclusive com anestesia aplicada e primeiras camadas de barriga abertas. Puseram-me atrás de uma cortina verde, ao lado da cabeça da Graziela, e gentilmente uma enfermeira me avisou: “Não olhe por cima da cortina”. Mesmo assim eu olhava os médicos lá no lance do bisturi, corta seca, limpa, etc...

Olhava e ia acariciando o rosto da Graziela, tentando acalmá-la. E assim foi por alguns minutos, até que ouvi: “Tá vindo, tá vindo, prepara tudo, tá vindo, mais um pouquinho, calma, aí!”.

E, veio! A primeira coisa que vi foi uma cabeça cheia de cabelos e que imediatamente fez com que eu dissesse a Graziela: “Nasceu! Tem muito cabelo!”. Não ouvi e nem vi choro, fiquei tenso! O cinegrafista contratado seguiu a pediatra, que havia levado a criança e após alguns segundos: “Inhéeeeeeeeeeee... Inhéeeeeeeeeeee...”, que alívio que senti!

Momentos mágicos e inesquecíveis

Aí a pediatra apareceu e colocou junto ao rosto da Graziela, o rostinho da Serena. Então a mãe coruja disse: “Oi filha, meu amor! É a mamãe!

Como você é linda!”. No mesmo instante a Serena parou de chorar e olhou para a Graziela. Foi incrível. E eu, emocionado, nem via direito o que se passava porque os olhos estavam marejados, mas ali, naquele momento descobri que amar infinitamente é possível! E isso é ser pai!

Como também ser pai é levantar de madrugada para fazer companhia para a mamãe e a filha durante a amamentação! Logo depois, trocar fraldas e o principal, “dançar” com o bebê até ela dormir.

Experiências que se repetiram nos dias e noites seguintes, já em casa, e que certamente irão se repetir ainda muitas noites e dias, no entanto, cada momento é mágico, inesquecível e uma verdadeira lição de vida!