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A Organização Mundial de Saúde (OMS) acabou de divulgar um estudo sobre o tabagismo que mostra uma tendência ao aumento do consumo do cigarro entre mulheres jovens da América Latina, Europa e algumas partes da Ásia.
Embora os homens sejam 38% dos fumantes em todo o mundo e as mulheres apenas 10%, representantes da OMS afirmam que a indústria do tabaco se esforça para captar consumidores cada vez mais jovens e também as mulheres, ou seja, grupos que estão abaixo da média nos níveis de consumo.
O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável, segundo a OMS. Aproximadamente um terço da população mundial adulta é fumante, ou seja, 1,2 bilhão de pessoas, e pode causar doenças como hipertensão, úlceras no aparelho digestivo, doenças respiratórias e câncer.
No caso das mulheres, o tabaco favorece ainda o aparecimento de câncer de colo de útero, a menopausa precoce, a osteoporose e a infertilidade, sem contar o risco de sofrer problemas cardiovasculares devido à associação do cigarro com medicamentos anticoncepcionais ou de reposição hormonal que contém estrogênio
De acordo com o Instituto Nacional de Controle do Câncer (INCA), as mulheres que fumam e usam essas medicações têm dez vezes mais chances de ter infarto do miocárdio, embolia pulmonar, tromboflebite (inflamação de veia superficial causada por coágulo) e derrame cerebral.
Ajuda para deixar o cigarro
Em contraponto, as mulheres são as que mais procuram ajuda para deixar de fumar. De acordo com o médico Gualter Santana Pedrini, um dos responsáveis pelo Programa Bragança sem Fumo, no geral, são as mulheres que mais buscam atendimento médico. “Para se livrar do vício do cigarro, não é diferente”, afirma.
Ele revela que entre as pessoas que procuram o Programa, 60% são do sexo feminino e 40% do sexo masculino. “Porém, estatisticamente a mulher tem maior dificuldade para parar de fumar”, ressalta o médico.
Com a recente proibição nacional do uso de sabores e aromas nos cigarros, estratégias usadas pela indústria principalmente para atrair mulheres e jovens, o médico do Programa Bragança Sem Fumo acredita que as mulheres podem ser beneficiadas e incentivadas a deixar o cigarro. “Atualmente temos no programa um índice de 60% a 70% de sucesso de pessoas que conseguem parar de fumar”, comemora.







