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Polícia


Policiais militares são presos acusados de envolvimento com o crime local
Por Da redação   Quarta-Feira,  21 MAR 2012
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 Dois policiais militares do 34º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I) foram presos, na última segunda-feira, 19 de março, sob acusação de envolvimento com o crime. Os policiais Bonfim e Cirino eram investigados há aproximadamente sete meses. Eles foram presos e escoltados pela Corregedoria da Polícia Militar ao Presídio Romão Gomes, em São Paulo.

Em entrevista, concedida no mesmo dia da prisão dos policiais militares, João Batista Frattini, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e o delegado adjunto Sandro Montanari Vasconcellos confirmaram que as investigações se desenrolaram durante meses até que chegassem à prisão dos suspeitos de envolvimento em assaltos. Segundo estes, mais investigações serão empreendidas até que todas as questões relacionadas aos policiais envolvidos sejam esclarecidas.

Os policiais Bonfim e Cirino são acusados de ajudar na fuga do casal de assaltantes Adriano Aparecido Barreto, vulgo “Tico” e Lilian Lopes de Souza, da cena de um assalto a um escritório de contabilidade, registrado no mês de julho de 2011. Conforme dados do boletim de ocorrência registrado na época, um dos policiais teria se colocado na condição de vítima, sofrendo um suposto sequestro relâmpago, quando na verdade, depois das investigações, foi constatado que ele era um dos envolvidos e mandantes do crime.

A operação de cumprimento ao mandado de prisão temporária expedida pela Justiça local começou por volta das 4h00 da madrugada de segunda feira, 19 de março. Adriano foi preso na cidade de Pedra Bela e conduzido a DIG para prestar depoimento e em seguida encaminhado para a prisão de Piracaia. A comparsa Lilian está foragida.

A prisão dos policiais militares ocorreu por volta das 7h00 da manhã no 34º Batalhão da Polícia Militar. O Subcomandante do BPM-I Major Marcelo Filogônio, disse que os policiais militares sob seu comando não acompanharam e não sabem dizer o teor das acusações. “A corporação não pode aceitar de seus membros este tipo de comportamento, pois denigre a imagem da Policia Militar”, disse.

O Comandante Luís Alberto Syma declarou que “os fatos em que os policiais estão supostamente envolvidos ainda estão em fase de investigação, até por isto a prisão temporária foi determinada pelo Poder Judiciário. O resultado da investigação indicará a condição dos policiais militares. Em qualquer das hipóteses, é importante deixar claro que a Polícia Militar do Estado de São Paulo não pactua com condutas erradas e qualquer que seja o resultado das investigações, serão adotadas providências adequadas”, finalizou.