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BragançaPaulista21 Fev 2018


Colunistas


Início das aulas: construção de sonhos
Sábado,  03 FEV 2018
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 Grande parte das famílias vive nestes dias aquela agitação típica do início das aulas. Alguns pais, com o coração apertado, levam seu filhinho ainda muito pequeno pela primeira vez à escola. Outros pais sentem-se aliviados com o retorno das aulas, na medida em que já não sabiam mais o que fazer para entreter seus filhos em casa durante as férias.

Outros ainda comemoram o período em que os alunos permanecem na escola, porque durante esse tempo conseguem trabalhar melhor, cuidar da casa ou realizar pequenas tarefas. Os professores, por sua vez, têm a oportunidade de começar uma nova etapa, possivelmente mais planejada do que as anteriores. Parte dos alunos comemora o retorno das atividades, o reencontro e a convivência com colegas.

Outra parte se reencontra com a dificuldade de estudar, dar conta dos conteúdos ministrados, fazer as lições de casa e submeter-se a avaliações. Também não é pequeno o grupo daqueles que, levados por uma boa dose de timidez, sentem a dificuldade no entrosamento com professores e colegas.

Uma coisa é certa: estudar é cada vez mais necessário para uma vida inserida nas principais dinâmicas de nossa atual sociedade. Apenas o ensino fundamental concluído não é suficiente para acessar a empregos básicos. O ensino médio é na maioria das vezes o mínimo exigido.

O ensino superior é bastante comum como requisito para bons empregos e funções públicas. A pós-graduação é uma condição mínima cada vez mais solicitada em seleções de pessoal. Mas não é suficiente apenas ter o certificado. É necessário demonstrar proficiência em vários tipos de testes. E, também, experiência.

Pais e mestres encontram alguma dificuldade em fazer com que os educandos percebam essa necessidade. Crianças e adolescentes estão cada vez mais habituados a satisfações imediatas. A educação, por sua vez, é uma árvore que demora anos para crescer e oferecer frutos. São necessários anos de dedicação, perseverança e desenvolvimento. É grande a tarefa da família e da escola. As conquistas são sempre saborosas, retribuem generosamente a todos os esforços.

É importante já nestes dias iniciais de atividades escolares, grande empenho conjunto de pais, professores e alunos. A principal tarefa dos pais é criar uma rotina e mantê-la no dia a dia. Passear, ver TV e curtir as mídias sociais fazem bem, mas não podem roubar o tempo necessário para o estudo. Os professores precisam deixar bem claro o percurso a ser feito durante o ano letivo, o que resulta de um planejamento bem feito.

Devem também estar atentos ao ritmo de aprendizagem dos alunos. Nenhum aluno é igual a outro, nenhuma turma é semelhante a outra. Para os alunos, o segredo de um ano proveitoso reside no fato de não deixar acumular matéria. Os conteúdos de hoje devem ser assimilados hoje mesmo. Fazer a lição de casa assim que descansar das aulas. Não deixar para depois. Dessa forma, o estudo não pesa e os resultados são surpreendentes.

Na semana passada mencionei aqui o tipo de educação desenvolvida pelos Padres Agostinianos no antigo Colégio São Luiz. O advogado Dr. José Ricardo Bueno Zappa, emocionado, enviou-me a seguinte mensagem: “Olá, Almeida. Fiquei comovido pela leitura do seu artigo publicado no dia de hoje. Estudei no Colégio São Luiz, de dezembro de 1960 até 1964.

Sou testemunha presencial do que você escreveu. Os agostinianos estavam 50 anos-luz na frente, em matéria educacional. Até aulas de astronomia, tivemos. Ainda hoje, ressoam em minha memória o que lá aprendi. Parabéns pelo resgate de uma época maravilhosa. Aguardemos a restauração do prédio”. Zappa.