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BragançaPaulista18 Fev 2018


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Crítica é ato democrático (I)
Sábado,  03 FEV 2018
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 “A qualidade da democracia pode ser medida pelo nível de participação política.” A frase não é minha e a invoco no texto por refletir de maneira inequívoca o direito de ser cidadão. O fim da ditadura militar gerou a sensação otimista de que a democracia renovada fortificaria o sistema político, mesmo diante da ausência de alternativas ideológicas resultantes do governo tão desgastado. Na gestão ditatorial a participação popular foi anulada e enfraqueceu o nível da participação e discussão política.

Diante de tal cenário, faltou sim clareza para redefinir a democracia. Octavio Amorim Neto analisou no artigo «A crise política brasileira de 2015 2016: diagnóstico, sequelas e profilaxia». Amorim escancarou os fatores e os potenciais da crise caracterizada> fragmentação partidária, rigidez orçamentária, economia internacional e os erros de política interna. Na ditadura toda manifestação ideológica contrária era censurada.

CRÍTICA É ATO DEMOCRÁTICO (II)

SISTEMA PARTIDÁRIO sofre de intensa desagregação. Até mesmo o PT que era tido como mais organizado, ora padece de envolvimento que macula sua origem. O que me chama a atenção no oportuno artigo de Amorim Neto, sem nenhuma dúvida é que o “sistema presidencialista brasileiro foi enfraquecido assim como a própria democracia brasileira...”

Ele sustenta que Michel Temer «padece de um déficit democrático». Assim, urge a implementação de reformas urgentes que se enquadram desde a alteração do sistema político até à implementação de transformações no sistema partidário. Pura verdade! Inegável que presenciamos circunstâncias que diminuem a qualidade do regime democrático brasileiro. Para tanto, basta atentar para o poder limitado da população capaz de influir nas decisões do governo. Nada muda!

CRÍTICA É ATO DEMOCRÁTICO (III)

CORRUPÇÃO não se resume a uma única agremiação partidária. Todos os partidos estão contaminados. E o pior> desigualdade social que destroi os direitos de imensa parte da população. O que resta então? Participação política! Crítica necessária e destemor das ameaças dos criticados.

A utilização da internet como ferramenta democrática é uma alternativa capaz de alcançar um número maior de cidadãos dispostos a discutir os problemas da sociedade, que ainda permanece muda por medo das represálias, principalmente nas pequenas e médias cidades. Ainda assim, grupos proliferam em nossa cidade e isso é saudável! Há sim uma crise política no país e há uma crise política em cada cidade. A pergunta que se faz: a democracia não está em risco? Tudo depende nós. Vamos lá... Criticar e exercitar a nossa participação política.

CRÍTICA É ATO DEMOCRÁTICO (IV)

“DEMOCRACIA
não se reduz ao ato eleitoral, mas requer eficiência, transparência e qualidade das instituições públicas, bem como uma cultura que aceite a legitimidade da oposição política e reconheça e advogue pelos direitos de todos” (in, ONU -Relatório das Nações Unidas para o desenvolvimento/2004). Caso contrário, eventuais avanços sociais são insuficientes e distantes de se tornar mecanismos de emancipação democrática.

Em cada cidade é fundamental estabelecer meios de fiscalização que possam surgir da base da cidadania, jamais impostos pelo detentor do poder, e assim construir dispositivos de mudança de rumo. Sem medo e sem receio! Vamos lá...

“NADA TÃO CANSATIVO QUANTO A INDECISÃO E NADA TÃO FÚTIL” - (George Bernard Shaw)

ATÉ A PRÓXIMA!