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BragançaPaulista21 Fev 2018


Colunistas


Lago do Taboão
Sábado,  27 JAN 2018
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 Atual administração anuncia inicio das obras de desassoreamento do Lago do Taboão. Muito boa a notícia. No entanto devemos ressaltar: a quantidade de terra que assoreia o lago é de aproximadamente 90 mil m³, segundo levantamentos. Seria seguro, segundo o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), de se retirar apenas 50% por questão de segurança do solo.

O contrato com a empresa é de retirar 8.785 m³ ou seja, apenas 10% da quantidade total de terra.

Além do mais, está prevista uma forma de evitar novos assoreamentos através de contenção? Pois do contrário, é tirar 10% da terra, e voltar muito mais.

2 – Tanque do Moinho: assoreado

Com as chuvas, verdadeiro rio de terra escorre para o Tanque do Moinho, vindo das ruas acima do Clube de Regatas Bandeirantes. Lago cada vez mais assoreado. Prefeitura já recebeu várias reclamações (há dois anos) e nada faz.

3 – Resposta da Prefeitura

Na semana passada, nesta coluna, nos manifestamos sobre matéria na internet que acusa a JARI e a Prefeitura local de “retirarem” fora do prazo, multas da empresa de ônibus Sancetur, que fez um inusitado desfile dos veículos em Bragança. Dissemos que não houve qualquer esclarecimento da Prefeitura.

4 – Teor da resposta

Nesta semana recebemos uma resposta da municipalidade, que segundo seus subscritores já havia sido publicada nas redes sociais.

Dizem, em síntese, na resposta:

1 – Que a empresa Sancetur deu ciência da operação (os ônibus em forma de comboio que passariam no município de Bragança) e solicitou acompanhamento de agentes de trânsito;

2 – Que a Secretaria responsável enviou dois agentes, e eles permitiram a passagem dos ônibus no sinal vermelho (de acordo com o art. 89 do CTB);

3 – Que a empresa recebeu as notificações de infração de trânsito com prazo até dia 3/07/2017 para recurso;

4 – Que os recursos foram protocolados via postal, em carta AR, no dia 03/07/2017 (último dia);

5 – Que o JARI é soberano, e considerou as razões do recurso (comunicação à Prefeitura e permissão dos agentes para que os ônibus passassem pelo sinal vermelho, com bloqueamento do cruzamento).

Taí a resposta.

5 – Água: não está sobrando

Conforme já alertamos, a represa Jaguari – Jacareí está com nível baixo para esta época do ano (49,25% de sua capacidade).

Todo o Sistema Cantareira, composto pelas represas de Nazaré, Atibainha e Mairiporã (além da nossa Jaguari – Jacareí) descarrega 31 mil litros por segundo para São Paulo e tem nível preocupante, conforme noticiou a Folha de S. Pulo, na última terça-feira.

Bragança Paulista coleta sua água abaixo da represa, no rio Jaguari.

6 – Gastos com Carnaval

Prefeitura entregou 230 mil reais de subvenção às escolas de samba, através da LIESB. Tal valor representa 70% do total. Mais 30% serão recebidos após os desfiles. O valor total das subvenções chega a 328 mil reais... Isso em plena crise financeira. Nunca concordei com essas subvenções. Agora, nessa crise... menos ainda.

7 – Centro de Convenções

Sem um Centro de Convenções a Prefeitura fica usando Ginásios de Esportes para atividades não esportivas.

Isso estraga os locais, além da ocupação indevida impedir a prática de esportes.

8 – Rápidas

1 – Continua reclamação de pesca com redes no Tanque do Moinho. Avisamos a Secretaria do Meio Ambiente sobre a questão.

2 – Com as últimas chuvas, muitos raios, e com isso residências com aparelhos eletrônicos e elétricos danificados.

3 – Prefeitura, atendendo reclamação, colocou placa de contramão na Rua Santa Clara, subida da Dr. Tosta.

9 – Folclore: onde estava?

Havia uma loja que pertencia ao sr. Almir e a seu filho Rafael. Almir falava demais, era super prolixo. Eu e o Marcelo Pupo entramos na loja, e o Paulinho, filho do Marcelo, escondeu-se atrás do balcão, sendo encontrado pelo sr. Almir.

Ele veio contando:
- “quando eu morava em Santos e o Rafael era pequeno, eu e minha esposa notamos que ele sumiu e saímos a procurar pela casa”.

Nós sabíamos que a história ia se alongar e perguntamos:
- onde ele estava?

Mas Almir contou com detalhes, que procuraram atrás do sofá da sala... e nada, procuraram atrás do móvel da cozinha... e nada, atrás da maquina de lavar... e nada, embaixo das camas dos quartos... e nada.

Marcelo, desesperado, tentava abreviar a história, dizendo:
- e onde estava o Rafael?

E Almir dizia:
- espere pra você ver... espera.
E continuou o relato. Procuraram no quintal... e nada, no quarto da empregada... e nada, até na casinha do cachorro... e nada (todos esses lugares devidamente detalhados pelo Almir).

Depois de uns 15 minutos de narração, ele colocou o final no suspense:
- o Rafael estava no guarda roupa do quarto.

Nós ficamos cansados de ouvir tal história, e resolvemos ir rapidamente embora. Quando saímos, surgiu o Rafael, que ainda não tinha nos visto, e disse:
- ué... já foram atendidos? Já vão embora?

Eu não aguentei e disse:
- Rafael, pelo amor de Deus... vê se da próxima vez você se esconde num lugar mais fácil.
Ele não entendeu nada.