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BragançaPaulista18 Fev 2018


Colunistas


Economia de recursos para o bem de todos
Sábado,  20 JAN 2018
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 Os bens da natureza, embora abundantes, são limitados. Daí a necessidade de serem utilizados com parcimônia. Na medida em que a população cresce, maior a necessidade de organização e aproveitamento dos recursos disponíveis. Isso ocorre de forma global no planeta e de forma local em cada cidade ou localidade.

A falta de água habitual no nordeste brasileiro e em muitos países mundo afora, esteve perto de nós há alguns poucos anos. Com certo pavor, víamos o nível da nossa represa baixar dia a dia, sem perspectiva imediata de uma retomada.

Foi então necessário um difícil aprendizado quanto ao uso da água na cozinha, lavanderia, banheiro e limpeza de áreas externas da residência. Muitos de nós já não utilizamos água de forma descuidada como fazíamos há pouco tempo.

Isso é um exercício de economia. Fazer mais com menos recursos. Apertar os cintos quando estes se tornam escassos. Ser criativo na multiplicação de uns poucos pães e peixes, como aconteceu na milagrosa multiplicação evangélica. Muitos pais e mães são grandes economistas. Fazem a proeza de manter todas as despesas da casa com modestos rendimentos de 1, 2 ou 3 salários mínimos.

São capazes de fazer com que uma pequena cesta básica alimente várias pessoas, incluindo crianças e idosos, ao longo do mês. São artistas quando servem almoço e jantar a partir de uma geladeira e de uma despensa que já se encontram vazias.

De outro lado, utilizamos veículos de 1 tonelada, frequentemente de 2 toneladas, para nos deslocarmos individualmente ou em pequenos grupos, inclusive em pequenas distâncias. Todo o material utilizado na fabricação, assim como o combustível fóssil utilizado procedem do solo, no ar são lançados poluentes diversos e nocivos.

Nas grandes aglomerações humanas, o ar se torna muito poluído, com graves ameaças à saúde. Estamos tão acostumados a isso que nos parece natural e inofensivo. Em poucos anos os mesmos se tornam sucatas, de novo são lançados no meio ambiente sob a forma de óleos, plásticos, borrachas e metais de difícil dissolução.

Tanto nas metrópoles quanto nas pequenas cidades o trânsito não anda. Congestionamentos nas horas de pico já não são raros para todos que se locomovem dentro das cidades. Muitas vezes para não caminhar alguns poucos minutos, acionamos o carro. E gastamos mais tempo e ficamos irritados até encontrar uma vaga para estacionar. Neste ponto, de novo, aparece a questão de economia enquanto bom uso dos recursos disponíveis.

Muitas vezes um pequeno automóvel mal estacionado ocupa a vaga de dois. Uma simples motocicleta em vaga de automóvel pode impedir o estacionamento de um ou mais veículos. Vagas reservadas por lei a deficientes e idosos, “apenas por um minutinho” são ocupadas por motoristas que ainda não necessitam desse apoio. Aqui vamos além do bom uso dos recursos disponíveis, já estamos no campo da desobediência legal, sujeita a penalidades.

Em muitas situações do nosso cotidiano, o fato de ocuparmos um espaço comum na cidade requer de cada um de nós essa visão econômica de que os recursos são limitados, necessitam de boa administração e, muitas vezes, de partilha. Precisamos cada vez mais usufruir da vida e, simultaneamente, contribuir para a manutenção de um mundo onde caibam todos.