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BragançaPaulista21 Fev 2018


Colunistas


Emoção, razão e ação
Sábado,  13 JAN 2018
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 Os últimos dias de dezembro são marcados por um ambiente que leva à avaliação daquilo que foi possível realizar ao longo do ano, assim como daquelas conquistas que ainda não foram possíveis.

Da mesma forma, a chegada do ano novo e, principalmente, as festividades da virada, estimulam a elaboração de vários planos: deixar de fumar, beber menos, iniciar atividades físicas, dar mais atenção à família, conseguir um novo emprego, melhorar a renda familiar, ser mais religioso, inserir mais lazer no dia a dia, cuidar da alimentação, ampliar o negócio próprio, conseguir um emprego, passar num concurso, etc. Há uma forte componente emocional nessa avaliação do que passou e nessas promessas para um novo período anual de vida.

Agora, já são transcorridas duas semanas do ano novo. Grande parte das promessas já vai ficando no passado e alguns planos de melhoria logo são esquecidos. A rotina do dia a dia já não estimula revisões importantes ou a manutenção de promessas portadoras de inovação e seus benefícios. É mais ou menos como uma frase escrita sobre as areias de uma praia, as primeiras ondas de água dão conta de apagá-la.

Sem deixar de lado a emoção, inclusive porque a mesma é sempre necessária em todos os processos humanos, é chegada a hora de racionalizar esse projeto de mudanças. É necessário anotar num papel aquilo que se deseja, que fará diferença na vida caso seja realizada. Não é possível mudar tudo de uma só vez. Portanto, é necessário escolher. Costuma ser mais eficiente duas ou três metas bem definidas do que uma dúzia delas imprecisas. Foco faz diferença. Não é possível focar tudo de uma só vez.

Outra coisa muito importante: é necessário que o objetivo seja específico. Dizer que deseja melhorar de vida não é um objetivo mensurável. É melhor dizer: neste ano, vou trabalhar para melhorar minha renda em 25%. Neste ano, vou aprender informática suficiente para acompanhar todos os processos informatizados de minha empresa.

Neste ano, dedicarei as noites de terça, quinta e sábado para brincar durante 2 horas com meus filhos. Neste ano, farei caminhadas 4 vezes por semana e não permitirei que meu peso corporal ultrapasse 70 Kg. Frequentarei a mais de 90% das aulas e buscarei sempre notas de avaliação superior a 7. Diariamente, lerei a Bíblia durante 15 minutos.

Algumas ações são bem específicas por sua própria natureza. Outras dependem de detalhamento. É fundamental imaginar e escrever quais serão os recursos necessários, como serão conseguidos, quem será indispensável ao longo do processo, onde essas atividades serão realizadas.

Por exemplo: Neste ano, pretendo mudar de uma casa de 2 dormitórios para uma nova de 3 dormitórios. Serão necessários cerca de R$ 80 mil. Poupando mês a mês conseguirei R$ 20 mil. O restante virá de um empréstimo do banco onde sou correntista. Será necessário contato permanente com o gerente fulano de tal. E, ainda, reduzir as atuais despesas mensais em 15%.

Essa é uma fase bem racional. É hora de planejar detalhadamente. E escrever esse plano, divulgando-o junto a todos que participarão ou que se beneficiarão com a realização do mesmo. A emoção, inclusive nessa fase, não pode ficar esquecida. É importante visualizar sempre o tipo de casa que se deseja, já ver ali a família desfrutando de mais conforto.

Ajuda muito conhecer os bairros de interesse, ver casas próximas do padrão desejado. Isso motiva a implementação das ações necessárias. Ameniza possíveis sacrifícios. Atrai boas possibilidades. De repente, as coisas acabam acontecendo antes e melhor do que esperado.

Agora já é tempo de ação; mãos, mente e emoção à obra desejada, escolhida e definida. Uma revisão mensal do plano de ação será muito útil na realização dos objetivos. 2018 será, assim, um ano de realizações relevantes.