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BragançaPaulista18 Fev 2018


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Que tal uma oração?
Sábado,  06 JAN 2018
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Jesus, rogai pelo Jesus! O novo ano sugere uma reza “braba” para que o prefeito passe a ouvir propostas, sugestões, reclamações; passe a responder os questionamentos dos mais elementares aos complexos; passe a olhar com olhos de “lince” os problemas que estão escancarados para a população; passe a cobrar dos assessores e secretários municipais a materialização de assuntos tratados em reuniões, e ao se fecharem as portas que cada um leve soluções para os problemas.

Um ano se passou e em termos de administração pública municipal, pela projeção esperada, em especial pelos mais de 60 mil eleitores, foi um desapontamento geral. As críticas negativas pipocam nos quatro cantos da cidade e da zona rural. Impossível acreditar que o atual prefeito desconhece as falhas gritantes dos seus secretários. Mais uma vez cobramos o básico: Planejamento Anual de cada secretaria municipal, tornado público, para acompanhamento e avaliação por parte dos cidadãos contribuintes de pesados impostos que corroem os bolsos.

Parece que está se tornando regra os prefeitos povoarem as prefeituras com cidadãos trazidos de fora (modelo PT) para ocuparem os chamados “cargos de confiança”. A atual administração segue esse modelo, num total desprestígio aos cidadãos da nossa Bragança e em especial aos servidores municipais, “os pratas da casa”, com habilitação e capacidade para assumirem postos de comando sem a necessidade de passarem por um período de adaptação na cidade e no novo serviço. Por que será que essas “coisas” acontecem?

A resposta não é difícil, basta conhecer um pouquinho a trama política que se exerce na busca de votos. O problema é que somos nós que pagamos. Até agora, apesar da produção pífia, ninguém foi exonerado ou pediu exoneração, apenas um secretário mudou de cargo, mas permanece sob a mesma tutela.

Pois é, pelas conversas de muitos cidadãos indignados, há secretários que parecem que não sabem bem a que vieram, pois até agora, nada de efetivo, de producente apresentaram, permanecem no estágio de “ensaio e erro”. Continuarão assim em 2018? Os seus vínculos com a administração são de aço? Urge que nossa Bragança saia do marasmo. Nossa Bragança precisa crescer, desenvolver, prosperar, se projetar como sede de região administrativa no contexto Estado/País.

Onde estão sediados os nossos órgãos, as nossas instituições estaduais e federais que nutrem essa importância? Estão em locais facilitadores para os cidadãos? Ou isso não é pensado? Afinal, não é a prefeitura que cede o prédio ou paga aluguel? Qual secretário municipal que responde por isso? Bem, quanta coisa existe para questionar cada secretaria municipal! Um bom assunto para a pauta dos vereadores e dos conselheiros municipais. Por certo, não farão, então façamos nós. Somos os pagantes.

UMA PROPOSTA: DEIXEMOS DE SER SIMPLESMENTE PACIENTES, PASSEMOS A SER AGENTES, PASSEMOS A CUIDAR DO QUE É NOSSO!

Passemos a adotar conceitos matemáticos: comecemos dos mais fáceis para os mais difíceis. Nessa fase “dos mais fáceis”, aparentemente sem valor, estão plantados os feitos, as descobertas, as invenções, as realizações, que se alimentadas geram mudanças. No entanto, tais fatos quase sempre passam despercebidos, são poucos os que querem ativar os seus neurônios. Se dermos asas para a nossa capacidade de análise e de observação, chegaremos longe.

Vai ser muito fácil percebermos o quanto somos desrespeitados, enganados, vilipendiados, extorquidos, e se esse for o elixir milagroso que nos vai impulsionar para as mudanças tão necessárias, podemos começar a vislumbrar nossa Bragança com mil cabeças pensantes, cientes de que são capazes de mudar a omissão pela ação, a passividade pela atividade, o desinteresse pelo interesse, o desgosto pelo gosto. Com toda essa mudança crescendo em ondas concêntricas, como acontece quando se joga uma pedra na mansa lagoa, podemos pensar numa nova Bragança, com cidadãos atuantes, de coluna ereta, cheios de projetos de vida e felizes

A PESQUISA CONTINUA, EMBORA O SITE DA CÂMARA TENHA FICADO INDISPONÍVEL

Prossegue a elaboração pela cidadã Maria Bueno da Silva, do levantamento da produção da Câmara Legislativa de nossa Bragança no exercício de 2017, com informações colhidas na página da Câmara, em Atividades Legislativas. Reproduzimos um trecho: “Atividade Legislativa, de acordo com Legislação maior, consiste em legislar e fiscalizar as ações do Poder Executivo e atuar e praticar atos de administração interna pelos seus órgãos: o Plenário, a Mesa Diretora, as Comissões, os Departamentos de Serviços Internos”. É só montar o organograma.

Pois é, a cidadã Maria Bueno fez uma abertura verdadeira, que se analisada e seguida pelos “nobres” vereadores, viríamos a ter, de fato, uma Câmara Legislativa Municipal independente, representante dos cidadãos, voltada aos interesses da comunidade, cumpridora de suas funções. Vejamos o que ela escreveu:

“Eu sempre acreditei que o Poder Legislativo forte e independente é a força da Administração Pública”. O que equivale dizer que o Poder Executivo precisa sentir que está sendo fiscalizado, acompanhado nos seus atos, avaliado nas suas finalizações. Se a Câmara passar a ser um “cartório de homologações dos Atos do Poder Executivo”, ela se anula, perde sua finalidade. O que faz a nossa Câmara? Parece que a atual Presidente virou assessora do atual Prefeito. Estranho! Muito estranho. Vocês não acham?

Aguardem, logo, logo, o Relatório da cidadã Maria Bueno.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !