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BragançaPaulista21 Fev 2018


Colunistas


Um ano de administração
Sábado,  16 DEZ 2017
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 Completaremos no final do mês, um ano de administração municipal. Jesus Chedid foi eleito com grande votação (mais de 60% dos votos). Havia enorme expectativa que ele faria uma excelente gestão. Mas observamos que passado ¼ do mandato, não se atendeu as expectativas.

2 – Pouco a se destacar

Como dados positivos, podemos ressaltar que ele foi parcimonioso (econômico) nas nomeações de cargos em confiança e que houve uma melhora na conservação das ruas e estradas (ainda há sérios problemas, mas nota-se uma maior agilidade). O decreto restringindo tráfego de caminhões foi positivo para o trânsito, mas devido a exageros, prejudicou a economia local (restringiu a circulação de caminhões de Bragança).

3 – Muitos erros


Mas há enormes erros em vários setores.

Na saúde os problemas são os mesmos: filas, exames atrasados etc. Na Educação atrasaram kits escolares e uniformes. Nos outros setores, verdadeiro “bate cabeça”: Decretos e Projetos Lei são confeccionados e retirados (vide preços de zona azul e cemitério, prazos de recursos do IPTU complementar, confusão no REFIS, projeto de pagamentos de precatórios etc.). Nenhuma grande obra foi iniciada (só há anúncios incertos).

Licitações são abertas e anuladas constantemente.

Acredito que a ausência do prefeito, em licença médica em boa parte do tempo, gerou esse total descompasso político e administrativo.

4 – Crônica da morte anunciada

Por várias vezes alertamos sobre dois locais perigosíssimos. O cruzamento da Avenida Quinze de Dezembro com a Rua Rinzo Aoki, próximo ao Tanque do Moinho, onde veículos vêm em quatro sentidos; e a faixa de pedestre em frente ao Vitrine do Lago, na Variante do Taboão, onde alguns motoristas obedecem e outros não. Pois é... nas últimas semanas tivemos mais acidentes nesses locais.

Vão esperar morrer alguém?

5 – Muitos presos


O Brasil, ao contrário do que os mal informados dizem, é um dos países que mais têm presos, proporcionalmente à população.

São 727 mil presos, sendo 343 para cada 100 mil habitantes.

Destes, 727 mil, apenas 6,3% (45 mil) são mulheres.

6 – Presos sem condenação

Dos presos (727 mil), 59,8% já estão condenados, mas 40,2% (pasmem) estão presos preventivamente, sem julgamento definitivo (292 mil). Isso mostra que a prisão preventiva que deveria ser medida de exceção, está se tornando banalizada. No entanto, isso não reduz a criminalidade.

7 – Superlotação nos presídios


Para esses 727 mil presos, há apenas 368 mil vagas.

Há superlotação na maioria dos presídios. Eles estão misturados: 28% estão presos por tráfico de entorpecentes; 25% por roubo; 12% por furto; 11% por homicídio; 5% pela lei de armas; 4% por crimes sexuais e 15% por outros crimes.

8 – Pobres e sem estudo

A maioria dos presos é de negros e pardos (64%), 35% de brancos e 1% de índios, amarelos e outros.

4% são analfabetos, 57% não têm sequer o ensino fundamental completo, 29% não têm o ensino médio completo, 9% têm ensino médio e apenas 1% cursou o nível superior (completo ou não).

Como se vê, a enorme maioria sé de pobres e sem estudo.

9 – Jovens predominam


Por idade, os presos são majoritariamente jovens. 30% têm menos de 25 anos; 25% têm de 26 a 30 anos; 38% têm de 31 a 45 anos; 7% têm de 46 a 61 anos e apenas 1% tem mais de 61 anos.

Cerca de 4.500 têm deficiências, 89% deles estão em unidades adaptadas.

10 – Conclusões sobre o sistema


Ante todos esses dados, conclui-se:
1 – a justiça do Brasil prende bastante gente.
2 – há excesso de presos provisórios, sem condenação.
3 – há superlotação, presos são misturados. Recuperação quase impossível sem instrução.
4 – a maioria dos presos são jovens, pobres e acusados de tráfico e roubo. São poucos os presos ricos, e por crimes de colarinho branco (corrupção etc.).
5 – aumento de pena e prisão em massa não reduz criminalidade.

11 – Folclore: O que eu faço?

Anos 80. Eu tinha um amigo que após namoro de dois anos, terminou o relacionamento. Ele ficou “fora do ar”, e a coisa piorou quando a garota arrumou um novo namorado.

O tempo todo ele falava que queria voltar com a antiga namorada, e me pediu “conselhos” de como agir. Certa vez, eu estava em casa quando toca a campainha e fui atender:

Ele me disse:
- Estou com os dois dentro do carro. O que eu faço?

Perplexo, perguntei:
- Que dois?

Ele esclareceu:
- A minha ex-namorada e o namorado dela. Convidei eles para dar uma volta de carro e eles vieram. O que eu faço?

Ainda atônito, respondi:
- Leva eles de volta, ao mesmo lugar onde estavam.