BJD
29 máx 17 min
BragançaPaulista18 Fev 2018


Colunistas


Fim de Ano (I)
Sábado,  09 DEZ 2017
Tamanho dos caracteres

 CÂMARA MUNICIPAL> Teoricamente os órgãos públicos municipais estariam mais próximos dos cidadãos, no entanto, a realidade é outra e vivemos um paradoxo. Eles estão mais distantes e tendemos a conhecer muito pouco sobre a transparência e a alma do Poder Legislativo Municipal.

Na verdade, a Câmara Municipal deveria ser um espaço efetivo de convivência democrática. Compete ao Parlamento Municipal ser instrumento de efetivo debate com a sociedade, notadamente para refletir os anseios da coletividade.

Não percebo nada... Nem mesmo que todos os vereadores tenham a consciência de que a Casa Legislativa deve ser transparente e aberta à participação democrática da sociedade em suas atividades. Indispensável a análise crítica dos vereadores para mensurar a atual situação na nossa Câmara Municipal e ousar com críticas e propostas para diminuir a distância entre o poder da participação e o poder da decisão.

“O Estado é a sociedade organizada e o Município, a base dessa organização em que as pessoas podem participar mais diretamente da vida pública, tornando-se, enfim, campo de aprendizado e exercício cívico.” (in, Ibam- Coordenador Marcos Flávio R. Gonçalves - O Vereador e a Câmara Municipal).

O vereador sempre deve estar mais próximo dos cidadãos, dos problemas da cidade e buscando soluções. Não é o que acontece com a maioria e com salário de R$12.000,00. Não se preocupa com as demandas da sociedade, não a representa politicamente. Vou aguardar 2018!

FIM DE ANO (II)

GOVERNO MUNICIPAL>
Inegável que desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 diversos são os nossos direitos obtidos na batalha pela democratização da gestão pública. Ora, nela está o princípio da gestão descentralizada e participativa. Tudo ao nosso alcance para agir: controle das políticas públicas.

O que significa isso? Direito à participação da população nos vários níveis da gestão administrativa. Não bastam os Conselhos Municipais, há de ser organizações representativas que possam atuar na formulação e principalmente no controle das políticas públicas. Participação cidadã é quando o povo passa a ser a sociedade. POVO! Infelizmente não temos por receio ou desentusiasmo a tradição no controle social das Políticas Públicas.

É uma pena! Apenas para exemplificar> Mobilidade Urbana: não se ignora o fundamental papel que a sociedade possui nesse cenário. Por acaso a questão tem sido debatida com ela? Ora, a administração pública deve sim ampliar o espaço para o cidadão debater a questão.

Não sinto fraqueza para opinar> a participação dos cidadãos comuns (odeio a palavra munícipe) nas análises de decisões políticas, aliás, um processo fundamental para a consolidação da democracia, desgraçadamente virou um conceito pouco preciso e sem objetivo. Muitas vezes é sim utilizado para validar processos irrelevantes e sem o envolvimento dialógico dos nossos cidadãos membros.

O que está acontecendo? Povo quer melhoria na saúde, educação, segurança urbana e que as obras paralisadas sejam concluídas. Povo está cansado de pagar impostos... Será que carnaval e outras festas, em plena época de crise são mais importantes? Não acredito e também não atribuo ao prefeito Jesus Chedid tais escolhas. Ele gosta de festas, porém, não em prejuízo das prioridades. Para 2018 o governo municipal deve ser repensado. Assim espero!!!

Prefeito Jesus Chedid participou na quinta-feira, 7, do II Congresso de Gestão Municipal em São Paulo> Marcelo Palavéri, especialista em Direito Municipal e presidente do IPGM, afirmou: ”A missão é árdua. Até os mais experientes gestores podem fracassar na tarefa, ainda mais considerando a situação geral do cenário econômico e a descrença nos políticos que vivemos hoje no Brasil”.

“Na política é difícil distinguir os homens capazes, dos homens capazes de tudo.”  - 
(Henri Béraud)