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BragançaPaulista21 Fev 2018


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A forma como aconteceu o georreferenciamento causou-nos surpresa
Sábado,  09 DEZ 2017
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 Deixemos o Temer, o presidente; o Alckmin, o governador; o Sergio Moro, o juiz; o Rodrigo Maia, o cara de bebezão; e a enorme lista de corruptos com caras de malandro, safados, usurpadores, gananciosos, ladrões coletivos. Podemos adjetivá-los mais.

Fiquemos hoje por aqui, na nossa Bragança, querida, amada, reverenciada por nós. Gostaríamos que também fosse reverenciada por todos que aqui usufruem de suas benesses. Parece que não é. Conversemos de fatos que por aqui acontecem:

A FORMA COMO ACONTECEU O GEORREFERENCIAMENTO CAUSOU-NOS SURPRESA

Por certo, essa surpresa atingiu um terço dos contribuintes do IPTU (mais de 21 mil) e também os familiares que passaram a conviver com o problema. E agora?

Agora os cidadãos estão esperando e têm certeza de que a atual administração em primeiro lugar “deverá” atualizar de vez e de fato o cadastro imobiliário municipal e mantê-lo atualizado, após gastar mais de R$ 5 milhões com a empresa que fez esse “serviço”. Foi um contrato do ex-prefeito, firmado em julho de 2016.

Em segundo lugar, espera-se que a atual administração municipal, na pessoa do prefeito, dê uma explicação com as devidas “justificativas”, se é que as têm, para o tamanho transtorno que esse georreferenciamento causou aos contribuintes do IPTU e servidores municipais.

Inacreditável que para o volume de notificações, mais de 21 mil, num primeiro momento fosse estipulado um prazo mínimo para o 1º pagamento em três parcelas a data de 10 de outubro/2017. Como??? Quem foi o autor dessa façanha? Que planejamento (se é que houve) foi esse? Isso prova falta de visão administrativa, ou melhor, falta de competência.

Com certeza, esse fato deve ter causado mal estar nos “bastidores”. Mesmo prorrogado o prazo para 30/nov/2017, ficou provado a insuficiência de tempo, apesar das prorrogações do horário de atendimento e até da desistência de muitos, acompanhada de reclamações bem fundamentadas.

Pois é, com o prazo quase a se findar, com as compridas filas e com o recinto lotado, a prorrogação mudou de nome, passou a se chamar de “agendamento” - quem lá estava começou a ser agendado a partir de 1º/dez/2017. Às 12h00 do dia 30/nov. a agenda já estava em 15/jan/2018.

Toda essa confusão prova que a equipe (secretários, assessores) falhou redondamente. Se houve planejamento, foi totalmente equivocado. Não se fez a previsão de que com as mais de 21.000 notificações, qual seria o percentual de impugnações que gerariam?

Que planejamento foi esse que trouxe para a prefeitura uma “massa humana” de cidadãos que trabalham, de pais e mães que tiveram problemas com a vida de seus filhos, com os compromissos domiciliares, com faltas nos serviços, com gastos em transporte, com desgaste físico, emocional, financeiro.

Ninguém pensou em formas alternativas, como por exemplo, setorizar ou descentralizar o atendimento? Lamentável essa situação que se impôs aos contribuintes.

É de se acreditar que o prefeito Jesus, após esse transtorno, tomará atitude com os responsáveis, que queiram ou não, macularam a sua administração. Vamos ver se o seu feitio não caiu de “moda”.

E a Câmara dos nobres vereadores com os seus salários de R$ 12 mil mensais não teve voz para os cidadãos contribuintes. Se os nobres receberam notificações, é provável que tiveram atendimento diferenciado. A vida é mesmo assim!

Que triste encerrar o primeiro ano de administração municipal com esse fato se arrastando para 2018. Queríamos que fosse diferente. Será que 2018 seguirá a mesma toada?

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !