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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Nem sempre analisamos a diferença entre o “poderá” e o “deverá”
Sábado,  25 NOV 2017
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 Se de fato existe rombo na previdência, se de fato os cofres públicos estão em baixa, parece que a causa está evidente: os três Poderes, com os seus excessos de gastos, corroem os cofres públicos. E o que nos é cobrado de impostos é uma extorsão sem limites.

Causa-nos grande indignação ter um presidente insensível, extremamente egoísta, cuja preocupação maior é manter-se no “Poder” negociado com deputados da mesma espécie que abafaram suas denúncias. É revoltante ver o “Judiciário” vivendo na “Ilha da Fantasia”.

Que Justiça! O Legislativo e o Executivo seguem a mesma toada. Isso se dá nas três esferas: os altíssimos salários, as mordomias, os desperdícios, as nomeações de apadrinhados. E nós pagamos. Não vemos proposta de racionalização do serviço público; de enxugamento da máquina administrativa, de cortes de supérfluos.

E agora entrou na “moda” a terceirização, até para fazer o que é de rotina. Podemos dizer que terceirizar significa aumentar o quadro de servidores. Esse fato também ocorre aqui na nossa praia. Há necessidade dessas terceirizações? Os nobres vereadores devem responder. Eles são os fiscais.

Pois é, é revoltante vermos servidores públicos tendo salário próximo de R$40 mil, acrescido de ajuda de custo, moradia, carro, motorista, telefone, viagens, assessoria etc. etc. etc. Verificamos também que não há isonomia salarial entre os servidores da mesma categoria ocupantes de cargos em Poderes diferentes. Deveria existir um Plano único de Cargo e Carreira para os servidores públicos.

É uma forma de racionalizar gastos, de conter despesas, para que sobre dinheiro para bens e serviços sociais. É, precisamos eleger pessoas que não tenham por objetivo o “deus dinheiro”, a eternização no poder. Cabe lembrar que o salário do servidor público chamado de menos “categorizado”, que trabalha 8 horas diárias, é ínfimo (regra geral). Ganham bem os servidores do Judiciário e do Legislativo. A fonte dos recursos é a mesma: cofres públicos, porém, não são todos iguais.

NEM SEMPRE ANALISAMOS A DIFERENÇA ENTRE O “PODERÁ” E O “DEVERÁ”


“Poderá” é condicional, não é certeza. “Deverá” é uma imposição, é uma ordem. O que há de igualdade no dicionário político é que tais verbos quase sempre são desrespeitados. O “poderá” não acontece e o “deverá” também não. Já estamos cansados com notícias desse tipo: “Turismo do Estado poderá liberar R$4,3 milhões ao município” (BJD de 11/nov/2017). E nós perguntamos: Quando?

Essas verbinhas são merrecas para o porte do nosso Estado, que tem um orçamento fabuloso. Estamos em pleno ano eleitoral, e pelo total desrespeito que o Alckmin tem para com a nossa Bragança, esperamos que ele não tenha coragem de vir aqui para pedir votos. Só para lembrar: cadê a duplicação da estrada Bragança/Socorro? Da Bragança/Itatiba? Já passou a escritura para a prefeitura da Austin?

Qual a sua atuação junto à SABESP quanto ao contrato? Quais as obras aqui realizadas? Quantas merrecas foram liberadas? Mudaremos de ano com o Lago o Taboão deteriorado, com o antigo Colégio São Luiz ainda mais destruído, sem duplicações de estradas intermunicipais, sem trevos, sem ciclovias. Com promessas e só!

FALAR DE COISAS NOSSAS QUE COMPÕEM O NOSSO MEMORIAL, É REVIVER NOSSOS CAMINHOS

Pois é, o nosso velho Tanque do Moinho enquanto patrimônio municipal (?) fez parte da infância de muitos cidadãos que ainda são arquivos bem vivos, que guardam suas histórias. Lá era um local de lazer aberto à população. Tinha a sua piscina, a sua ducha disputada nas tardes de verão, o trampolim bem alto onde os nadadores mostravam seus talentos, tinha um barco bonito com o nome de Cruzeiro do Sul para passeios, tinha nadadores, esquiadores, pescadores, tinha uma sede, uma arquibancada, suas águas eram límpidas e abasteciam a cidade. Tinha uma frequência constante.

Num dado momento, de público tornou-se particular. Os seus portões se fecharam para aqueles que não tinham condições de se tornarem sócios. E a história do Tanque do Moinho para muitos virou só lembrança. Foi certo privatizá-lo?

E o tradicional Colégio São Luiz, dirigido pelos freis ou padres agostinianos, destinava-se aos adolescentes, tinha uma disciplina rígida e um ensino muito bom. Seu prédio foi construído por um grupo de cidadãos sonhadores para abrigar um teatro, que recebeu o nome de “Theatro Carlos Gomes”.

Não prosperou devido aos altos custos. Com as devidas tratativas, passou para a Câmara Municipal na qualidade de patrimônio público(?). Veio abrigar escolas: como o Colégio São Luiz; o Externato Pio XII; Escola Infantil “Pupy”; “Faculdade de Ciências e Letras de Bragança Paulista”; “Colégio Prof. João Carrozzo”. Foram esses dados e escolas que vieram à nossa memória. Não temos o registro da data em que esse patrimônio, hoje histórico, artístico, cultural, passou para a Mitra Diocesana de Bragança Paulista.

Tornou-se particular. Em junho de 2005 foi adquirido pela administração municipal. Se a intenção era restaurá-lo e transformá-lo num Centro Cultural, após 17 anos da sua aquisição, pela situação em que o prédio se encontra, se não desabar antes, parece que essas intenções levarão muito tempo para se concretizarem. Pois é, administrar “o público” é preciso ser responsável e ser responsabilizado pelos seus atos.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !