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BragançaPaulista22 Jan 2018


Colunistas


O homem... O político (I)
Sábado,  18 NOV 2017
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 RECEBI comentários favoráveis e outros contrários em relação ao RA, RÉ, RI, RÓ, RUA... e que foi tema desta coluna na semana passada. Acolho todas, no entanto, sustento os argumentos introduzidos e retorno à seara da política, afinal, ela está presente em nossa vida desde o nascimento. Assim, mesmo não gostando dela, há de se reconhecer que a política regula a nossa existência.

Hannah Arent (in, Condição Humana) defende que “Todas as atividades humanas são condicionadas pelo fato de que os homens vivem juntos; mas a ação é a única que não pode sequer ser imaginada fora da sociedade dos homens”. Nada mais verdadeiro! É a política o modo essencial que a humanidade possui para alcançar ações de interesse coletivo e até mesmo individual. Vamos imaginar um homem isolado em uma ilha> pode ser tudo, jamais será um ser político. Críticas favoráveis ou contrárias ao que foi publicado vinculam-se às questões sociais e políticas.

Defendi que tais questões não podem ser tratadas como meros problemas técnicos e solucionadas por alguns titulares de cargos que ainda não provaram tal vocação. Nenhuma dúvida> questões sociais e políticas pertencem à sociedade. A ela compete decidir, mediante diálogo, consciência crítica e ação participativa. Fim!

O HOMEM... O POLÍTICO (II)

QUEM ESCOLHE
e nomeia é o responsável... Foi o núcleo maior das críticas. A tese é sim interessante e pode ser combatida. Invoco acontecimentos políticos e deles destaco o engajamento político desvinculado de uma inclinação política determinada pelo Chefe do Poder Executivo. Esclareço que nunca ousei criticar o caráter humano daqueles que exercem quaisquer cargos.

Afinal, o engajamento e responsabilidade política muitas vezes ingressam em conflitos nos métodos que são utilizados diante da realidade enfrentada (crise) e determina a lógica de uma concepção do que é político num plano e uma concepção diversa em outro e, aí não se confunde com o conhecimento. Todos os nomeados merecem respeito e o meu crédito nas suas responsabilidades. Roberto Saturnino Braga: “Há formas e feições desses conflitos que são especificas do funcionamento da democracia representativa que se vai consolidando como sistema político em todas as partes do mundo. É o caso, por exemplo, da promessa política, usada, larga e genericamente, de maneira mais ou menos ética, como meio de conquista do voto, que é a via de legitimação própria do sistema”. Todos os candidatos fizeram promessas e o eleito pretende cumpri-las, principalmente na crise. Acredito!

O HOMEM... O POLÍTICO (III)

ANTECIPO
por conveniência que não estou filiado a nenhum partido. O último vínculo foi o PSOL. Aliás, estimulei o PSOL em Bragança e lá na Regional / São Paulo me filiei e cuidei da sua organização. Ninguém ignora que a vida é resultado de transformação constante, porém, consome, sacrifica e desgasta-a até o inevitável desaparecer.

Jesus Chedid longe está do desaparecimento, quer físico, quer político. Tão somente cuida de problema de saúde que o obriga a afastar-se do cargo. Ao lutar pela candidatura fez uma opção e assumiu um risco: trabalhar para reformar! Risco enorme em época de crise: não conseguir alcançar ou ser vencido. Existe uma máxima em política> quem é eleito não pode pensar em desistir.

Não tem o direito de abandonar e há de, perante ela, procurar desempenhar-se o melhor possível do cargo que lhe confiaram. Ele sabe que está comprometido e asseguro: tudo fará para honrar! Conheço bem o homem Jesus Chedid e o político Jesus Chedid e nada o fará desistir dessa tarefa política.

O HOMEM... O POLÍTICO (IV)

TRABALHEI
com vários prefeitos aqui e em outras cidades de outros estados, sem a exigência do vínculo partidário. A todos me dediquei com seriedade e compromisso. Exatamente como outros, Jesus Chedid me convocou e me confiou a incumbência, o encargo de uma missão que envolveu estreito relacionamento com a figura do político. Tive a chance de conhecer além do político, a figura de um ser humano que me surpreendeu por qualidades que desconhecia.

Tornamo-nos amigos e assim perdura. Não há necessidade de argumentos nem justificativas e vou direto ao destaque da semana> O homem... O político. Mikhail Gorbachev enfatizou em um discurso: “Matar o elefante é fácil. Difícil é remover o cadáver”. Nada mais claro na... Crise!

O HOMEM... O POLÍTICO (V)

BALANÇA DA JUSTIÇA
política na epopeia humana está muito desequilibrada. Ora, é evidente que essa generalizada ideia de que os políticos são corruptos e oportunistas é inacessível. Não concordo.

O que está em moda é a rejeição pascaliana de um fundamento direto da realidade e se torna uma doença natural ao ser humano> acreditar que é dono da verdade! Diante do cenário atual, ele está sempre disposto a negar tudo o que lhe é desfavorável. Ocorre que nem todos atuam dessa maneira.

Felizmente! A essência dos fatos não está no juízo, nem na política. Está no caráter de quem governa. Caso fosse defensor dessa tese de que todos são do mesmo naipe, nem ousaria escrever sobre política, que é algo que me fascina.

Criticar é um direito e digo mais: uma obrigação, porém, inventar fraude ou trapaça capaz de contaminar os alicerces da realidade é germinar ódio. Um absurdo que se opõe à lógica e à razão. Doravante publicarei motivos que também me levaram a defender a eleição de Fernão Dias, bem como a recente eleição de Jesus Chedid. Ambos mereceram as vitórias conquistadas. Até lá!!!

“Não há escudo que nos proteja da maledicência” (Jean-Baptiste Poquelin: Moliére)

ATÉ A PRÓXIMA!