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BragançaPaulista22 Jan 2018


Colunistas


Conversa Necessária
Sábado,  11 NOV 2017
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 Reforma da Previdência! Que reforma é essa? É uma reforma manca. Pende só de um lado, o lado da maioria, o lado da força do trabalho, o lado de quem sustenta o país.

E é esse lado que vai para o sacrifício. É aquele trabalhador que, por mérito pessoal, conseguiu galgar cargos com bons salários, recolheu todos os encargos sociais e, ao se aposentar, ao invés de ser premiado é punido, tem o seu salário reduzido drasticamente. Pois é, isso faz com que muitos continuem trabalhando para manterem o seu nível de vida.

Com certeza, esses trabalhadores se sentem injustiçados, após cumprirem uma extensa jornada de trabalho, ao invés do reconhecimento, são desprestigiados, jogados às traças. Pois é, mas a imensa maioria, que vive com o salário mínimo ou com um pouco a mais, se sente abençoada em ter um “emprego” e nem percebe o grau da sua importância no contexto/país.

Essa maioria foi ensinada a ser assim. Falta uma “EDUCAÇÃO” que ensine a prática da cidadania. Só assim aprenderão que todos são importantes na organização da trama social. Não existe o mais e nem o menos importante. Aí está a igualdade social. Está aí o John Lennon com a sua canção “Imagine”. Não deixem de conhecer esta maravilhosa composição. É o hipotético embasando o real.

Enquanto isso, do outro lado, o lado do Brasil diferente, o lado dos menos iguais, o lado dos que se fizeram empoderados, está a classe política voraz, insaciável pelo nosso dinheiro e estão os ocupantes dos altos cargos da cúpula governamental que se vestem de intocáveis, eles são movidos pelo mesmo combustível, pelos altos cifrões. São classes gananciosas por excelência, só conjugam o “venha a nós, só a nós”.

Elaboram projetos de lei, legislam, aprovam, sancionam, tudo em causa própria, tudo que lhes traga altos dividendos. São exploradores oficializados, que se negam a enxergar que são eles os plantadores da grande injustiça social disseminada por todo esse Brasil. São os criadores dos desesperançados, dos sem projetos de vida, dos vivos que só têm o sopro da vida. Essa é a regra, e em toda regra existem exceções que acabam sendo abafadas.

Pois é, existimos nós, você e eu, ou melhor, vocês e nós, que nos localizamos no meio ou entremeio, que enxergamos a nossa nau sem rumo (nós do entremeio), todos vivendo como equilibristas na corda bamba, filhos, netos, parentes, amigos, hoje empregados, amanhã demitidos por justa causa do empregador, ele foi vencido pela crise econômica criada por aqueles a quem demos o poder de mando e que não propomos tirá-los, quem sabe por passividade, subserviência ou por achar “as novelas”, em especial as da Globo, muito atrativas.

Parece que o velho conformismo sempre é ressuscitado - “Jesus, manso e humilde, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”. Quem deu essa classificação a Jesus, que de tão manso, chegou a ser crucificado? E os ladrões-mor continuam com poder de mando. Temer com a sua equipe palaciana denunciada.

Geedel ainda não deu explicação dos R$ 51 milhões encontrados num apartamento baiano. As propinagens que abastecem os bolsos dos governantes, dos legisladores e de outros mais, ninguém sabe o montante. Os depósitos nos paraísos fiscais, os trustes, não deixam de serem falcatruas oficializadas. Instituídos por quem?

Bem, essa nossa conversa, que é também “nossa”, é uma reprodução condensada do que ouvimos nas ruas, nas filas dos bancos, nas salas de espera dos consultórios médicos, nas farmácias na hora da compra de remédios, nos supermercados, na necessidade da eliminação dos supérfluos, nas reuniões informais ou formais.

Realmente o que deixa de fato a todos irritados é ouvir dos governantes que não se tem dinheiro para cumprir suas obrigações para com os contribuintes. Ora! O que fizeram com o nosso dinheiro? Se tudo o que eles nos devem, tudo já foi pré-pago? É uma confissão declarada de desvio de dinheiro público. É acreditar na mediocridade dos ouvintes.

E Jesus voltou. Não o Jesus Cristo, embora pareça que estamos próximos do apocalipse, mas o Jesus prefeito de nossa Bragança, a quem desejamos pleno restabelecimento e força total para colocar nossa cidade, nosso município nos trilhos. Por enquanto até as atividades de rotina estão deixando muito a desejar. Parece que os secretários municipais vindos de fora, ainda por aqui não se aclimataram.

Os vereadores continuam com o régio salário de R$12 mil mensais e continuam com ações miúdas e quando algum vereador pensa no coletivo, é barrado pelos “companheiros”. É um assunto para a próxima “Conversa”.

O óbvio permeia as conversas informais e as de altas envergaduras. As nossas fazem parte das primeiras.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !