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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Raposão e o Sal
Sexta-Feira,  10 NOV 2017
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 Projeto que proíbe saleiros em mesas de restaurantes, lanchonetes, bares, pastelarias, etc, foi aprovado na vizinha cidade de Atibaia. Pelo projeto, o saleiro terá de ficar “guardado” e só “servido” se o consumidor assim pedir. A intenção é diminuir o uso do sal, que tanto mal faz à saúde das pessoas.

Há algum tempo, na legislatura anterior, esse mesmo tipo de projeto, que aliás é lei na Argentina, foi discutido em nossa Câmara Municipal, mas parece que eles (os vereadores na época) não entenderam a importância dessa atitude simples, que até foi alvo de deboche.

Na época, de autoria do atual vereador Paulo Mário de Arruda Vasconcellos e do então vereador Jorge Luís Martin (não reeleito), o projeto simplesmente proibia a “exposição” dos saleiros nas mesas, ou seja, se o consumidor quisesse usar mais sal em seu prato, deveria pedir ao garçom (ou seja, o projeto simplesmente criava “uma certa” dificuldade na obtenção do sal, o que já ajudaria bastante na prevenção de males de saúde).

Na vizinha Argentina, por exemplo, onde é lei coibir o uso de sal, houve até um acordo entre o Ministério da Saúde, empresários do ramo da gastronomia e o sindicato dos padeiros, onde foi proposta uma solução para diminuir o consumo do sal, proposta essa que mexeu com os hábitos à mesa dos nossos amigos e hermanos: por lá os saleiros foram retirados das mesas e só são oferecidos caso o cliente peça, depois de provar o prato.

VEREADORES ZOMBARAM

Por aqui, muitos vereadores e muitas pessoas, na ocasião, “zombaram” de tal projeto, sendo que alguns vereadores chegaram a dizer que havia assuntos “mais sérios” a serem discutidos.

A verdade é que foi uma pena que tal projeto não tenha sido “entendido” pelos pares desses dois vereadores que, talvez, naquela ocasião, estavam à frente do seu tempo.

Algo que causa dezenas de doenças e que mata milhares de pessoas todos os anos, parece ser muito importante e muito mais sério do que muitos assuntos que vemos a Câmara discutir.

Raposão toma por base ele mesmo, pois quantas vezes consume mais sal simplesmente pelo fato dele estar ali à sua frente, bem na “fuça”, e quantas vezes não o consome porque simplesmente “não viu o saleiro”!? Ou seja, o saleiro ali bem na frente da pessoa, ali na mesa, é fundamental para que ele seja mais consumido. E isso merece uma mudança, afinal todos nós sabemos dos inúmeros malefícios que o sal causa.

Fica aqui uma dica: muitas vezes, uma simples atitude dessas, que esse projeto previa, pode diminuir muito o movimento em hospitais e em postos de saúde.

Alô Paulo Mário: que tal tentar novamente ingressar com tal projeto? Quem sabe os atuais vereadores sejam mais evoluídos?

Aguardemos...

EXAGERADO

Entrou em vigor nova regra que aumenta a suspenção da Carteira Nacional de Habilitação (a famosa “carta para dirigir”) para quem atingir os 20 pontos “de multa”. De agora em diante, quem atingir essa pontuação será suspenso por 6 (SEIS) meses (antes era um mês).

Óbvio que isso é uma aberração de nossas autoridades. Chego a considerar até mais que uma aberração, mas sim uma “diarreia” de nossas autoridades de trânsito.

No Brasil está instalada uma verdadeira indústria de multas, que transforma o motorista em uma presa fácil dela, pois além das regras não serem claras, há inúmeras “pegadinhas” que tornam praticamente impossível alguém sair dirigindo por aí e não voltar com alguma multa para casa.

Raposão vai dar uns exemplos: Marginais da cidade de São Paulo, onde as faixas têm limite atual de 90 km/h para veículos leves e, no entanto, na primeira faixa da direita o limite é de 50 km/h, e isso nem sempre está bem sinalizado. Resultado: multa!!!

Outro exemplo: avenidas com diferentes limites de velocidade (semelhante a este caso das Marginais de São Paulo). Assim, quando você adentra tal avenida, “tá” lá a placa de 60 km/h e durante o percurso os índices de velocidade vão mudando e lá vem placa de 40 km/h, depois muda para 50 km/h e depois volta para 60 km/h, ou seja, fazem um “emaranhado” na cabeça do motorista de tal forma que ele ou olha “para a” frente para não bater ou atropelar alguém, ou olha para os postes onde ficam as placas de velocidade. Adivinhe o que acontece? Multa!!!!

VENDER FACILIDADES

Essa nova regra, em um país como o Brasil que não lhe oferece transporte público nem de qualidade e nem de facilidade (às vezes, para chegar a uma cidade com 100 km de distância precisamos pegar TRÊS ônibus), bem como dispõe inúmeras “armadilhas” que multam motoristas “distraídos com tantas pegadinhas”, transitando a “perigosíssimos” 42 ou 62 km/h (os motoristas que “matam” não são estes; estes são “os que dão dinheiro” ao governo), parece muito claro que criaram uma fórmula de criar dificuldades para vender facilidades, escolinhas, cursos, etc, etc.

Raposão não está aqui defendendo infratores não! Tenho certeza que mais de 90% das multas aplicadas são sobre motoristas que não significam “potencial lesivo” nenhum, ou seja, não estavam colocando em risco a vida de ninguém, são aqueles que Raposão citou acima, que transitavam a meros 62 km/h ou 43 km/h.

Tudo isso aliado ao aumento de pontos por determinadas multas, logo teremos uma legião de “cartas” suspensas, ou seja, deram uma “turbinada na indústria”!

Até quando teremos essas “diarreias” de nossas autoridades?

ESCURIDÃO

Uma das maiores vergonhas que ocorre em Bragança é a falta de luz na Variante do Taboão, justamente para quem chega à cidade! Quando alguém chega pela Fernão Dias à nossa querida Bragança, a pessoa dá de cara com uma “escuridão”, e isso perdura até após o primeiro radar e até parece que é de propósito para que o motorista não enxergue e seja multado.

E olha que essa escuridão está lá há mais de ano!

Pergunta: o que ocorre que não solucionam o problema do local? Se são lâmpadas queimadas ou problema de fiação, não importa!! Já se passou muito tempo para esse problema ser solucionado!

Um bom final de semana a todos, lembrando que esta Coluna é meramente fictícia, com verdades e inverdades (cabendo a você, leitor, descobrir qual é qual?), e na sexta-feira que vem tem mais (se Deus assim consentir), lembrando que Raposão aceita dicas, opiniões, críticas e, é lógico, elogios (desde já, os agradeço), que podem ser feitos via e-mail, telefone (ver ambos abaixo), “sinais de fumaça” ou cartas para redação do BJD, situada à Av. Antônio Pires Pimentel nº 957, Centro, Bragança Paulista, CEP 12914-000.

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João José Raposo de Medeiros Jr. é advogado e colaborador do BJD desde 1982. Contatos pelo e-mail joao_raposo@terra.com.br (por “leitor Raposão” no assunto do e-mail) ou pelo tel. 9-8353-5626 (cel. TIM) (digite o número 9 mais a palavra “TELEJOAO” no teclado do tel que dá esse número, bem mais fácil de guardar, não?) ou pelo Whats App (ZapZap) 9-9903-4555 (cel. VIVO).