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BragançaPaulista18 Jan 2018


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Conversa Necessária
Sábado,  21 OUT 2017
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 Vamos falar o óbvio? O Brasil não muda porque a maioria da população é desinformada, é despolitizada, é apática, é omissa. Aprendeu a ser subserviente, contenta-se com miséria, nada cobra, o medo sufoca a voz. Abdicou dos seus direitos, de comandante passou a ser comandada, igual a uma boiada que obedece o toque do berrante do boiadeiro assentado no lombo do cavalo.

A sua missão é tanger a boiada. Bem, o boi é um animal irracional, por isso, não sabe avaliar a sua força, o seu poder, e sem “estouro” atravessa o rio, sem saber que companheiros seus, aqueles mais “fraquinhos” foram destinados a serem bois de piranha. Enquanto isso, a boiada e a comitiva atravessam o rio livres dos ataques das piranhas. É assim mesmo, muitos morrem sem saber a causa.

Pois é, lá, bem mais adiante, instalados confortavelmente numas belas mansões ou até nuns pomposos palácios, estão os donos dessas boiadas, cujas preocupações maiores consistem em somar e multiplicar seus bens. Não direcionam seus olhares para a imensa maioria da população que lhes dá sustentação e que faz malabarismos para sobreviver. O destino é viver em corda bamba, ter por companheiras as angústias, as depressões, as insatisfações. Em resumo, essa maioria vive na eterna busca, subtraindo e dividindo miséria. Isso é viver?

Esse é um quadro simbólico do nosso Brasil desigual, sufocante, criminoso, violento, vampiresco, desenhado pela classe política que se assenhorou do “Poder”, usando e abusando do dinheiro, por vezes de origem duvidosa, nas campanhas eleitorais, para se manterem nas gordas tetas.

Legislam em causa própria. A reeleição sem limites dos deputados, dos senadores, dos vereadores é uma vergonha. A culpa maior é deles que usam dos seus cargos como palanques políticos e fazem dos eleitores despolitizados (a imensa maioria) presas fáceis de manipulação.

As estratégias utilizadas são as mesmas nas três esferas, o “jogo do faz de conta” domina e tem a força de enganar por longos anos, pois alimenta a esperança. Situemo-nos aqui na nossa Bragança, facilmente enumeramos promessas de longas datas que vêm sustentando reeleições e reeleições.

Poucas coisas acontecem, até as rotineiras falham, vejam a situação degradante que as administrações municipais anteriores deixaram nossa Bragança e a atual ainda não conseguiu reverter. São pequenos serviços, mas que geram bem estar.

Bem, enquanto isso, no Federal o presidente teima em se manter no cargo às custas das malfadadas emendas parlamentares (politicagem) distribuídas aos deputados a troco do voto. Nós pagamos! E para completar, vem o Presidente com uma Portaria que facilita o trabalho escravo, como se já não existisse até nas capitais.

Que retrocesso! Aqui em São Paulo, ouvimos em noticiários que o Conselheiro do Tribunal de Contas de Estado de São Paulo Robson Marinho, afastado por indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso Alstom (governos PSDB), continua recebendo seus salários mensais de R$ 30 mil. Mais uma vez a injustiça social se faz presente.

E aqui na nossa Bragança o georreferenciamento causou abalo na estrutura financeira do contribuinte, provou falta de competência dos seus organizadores, eles não tiveram dimensão do estrago.

E continuam nos seus postos. A situação está “brava” na área da saúde: consultas, exames, cirurgias, tudo represadas. A insegurança domina a população, vivemos com medo, assaltos, roubos acontecem friamente. O transporte coletivo está um caos, reclamações são constantes.

O trânsito está caótico, nada foi feito. Na Av. Plínio Salgado ou Capitão Barduíno o trânsito está um sufoco: nas entradas do Jd. S. Miguel, da estrada de Tuiuti/Amparo, do Parque dos Estados/Jd.Fraternidade e segue por aí. Cadê os feitos do Secretário de Mobilidade Urbana?

E para completar o nosso quadro de incoerências, mais uma vez lembramos que os dezenove vereadores continuam firmes no recebimento dos seus salários de R$ 12mil mensais, acrescidos de mordomias.

Apenas um vereador fez ressalva: Cláudio Moreno. Os demais estão na base do “Venha a nós”. A insensibilidade é grande. A produção é diminuta. Não faz mal que o povo fique sem remédio, os seus bolsos estão fartos.

Enquanto isso as obras do antigo Colégio São Luiz mofam. O Lago do Taboão vai se assoreando, as construções ao seu redor crescem: até um posto de gasolina, não é estranho? Um imenso supermercado numa área de captação de águas pluviais.

Por certo, virão outras torres residenciais e comerciais. O destino do Lago é ficar espremido até sumir. Realmente o que não existe na nossa Bragança são áreas de lazer. Pobre Bragança, pobre.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !