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BragançaPaulista16 Jan 2018


Colunistas


A cadeia parece não assustar os grandes endinheirados
Sábado,  14 OUT 2017
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 São ipês rosa essas árvores que se despem de suas folhas e as substituem com flores rosa? Em vários pontos da cidade elas estão marcando presença e são lindas. Não deixem de apreciar mais essa obra da mãe Natureza. Pode se dizer que esses ‘ipês rosa’ chegaram para reforçar a campanha Outubro Rosa, destinada às mulheres. Flor e Mulher ou Mulher e Flor, as duplas que dão certo.

A CADEIA PARECE NÃO ASSUSTAR OS GRANDES ENDINHEIRADOS, ELES SABEM QUE SUAS PENAS NUNCA SERÃO CUMPRIDAS

Não causará espanto algum se o Lula, o Aécio, o Moreira Franco, o Padilha, o Serra e outros ainda camuflados, terem decretadas as suas prisões. Eles e todos nós sabemos que será por pouco tempo, as suas celas são uma amostragem irreal de uma cela carcerária onde ficam amontoados os presidiários ‘pés de chinelo’.

Eles terão tratamento diferenciado, a alimentação vem da casa, não quebrarão seus hábitos alimentares, por certo, não usarão uniformes de presidiários, manterão os seus passatempos, se ficarem doentes terão atendimento vip, conhecem a regra do jogo, sabem ser simpáticos, afáveis aos funcionários da ‘Casa’. E a Constituição diz que: “Todos cidadãos são iguais perante a lei”. Onde está essa lei? A injustiça social faz-se presente até nas prisões.

DEIXEMOS BRASÍLIA COM A SUA TEMPERATURA QUENTE, APORTEMOS NA NOSSA BRAGANÇA ONDE A SURPRESA DO GEORREFERENCIAMENTO TIROU O SOSSEGO DOS CIDADÃOS ATINGIDOS

Quem deu o início ao georreferenciamento foi o ex-prefeito Fernão, em julho de 2016. Ele contratou uma empresa a um custo de mais de R$5 (cinco) milhões, para a realização de todo o levantamento da área construída dos imóveis da zona urbana e rural, mediante fotografias aéreas. Com o término dos trabalhos, a empresa registrou a existência de mais de 60.000 imóveis, dos quais mais de 20.000 disse estar com situação irregular. Vamos às considerações:

O Poder Legislativo Municipal com 18 vereadores, excluindo-se o ocupante do cargo de presidente, compõe 4 (quatro) comissões que devem tratar de assuntos específicos para posterior apresentação ao Plenário.

Os assuntos das Comissões tem suas Secretarias Municipais correspondentes que servem como fonte de pesquisa, de esclarecimentos, de propostas. Em relação ao georreferenciamento, os vereadores da Comissão de Finanças, Orçamento, Obras, Serviços Públicos e Desenvolvimento Urbano, se tivessem mantido contato com os secretários municipais das pastas correspondentes, com certeza, teriam debatido o assunto na hora certa, teriam proposto a sua divulgação junto aos cidadãos e teriam achado uma forma justa para o seu equacionamento.

Pois é, não teria gerado essa ‘convulsão’ entre os cidadãos, que num período curto de três meses teriam que efetuar o pagamento da complementação do IPTU. E com um agravante: nem toda medição da área construída apresentada pela empresa condiz com a realidade. Mais uma ‘dor de cabeça’ para se resolver.

Pois é, diante do caos que se instalou, mais uma vez, aos moldes das administrações Jango/Fernão, a ‘sanfona’ voltou a funcionar na Prefeitura: o ‘vai e volta’, as três parcelas de pagamento foram tornadas sem efeito e o pagamento foi ampliado para 12 parcelas. Agora os prazos para impugnação e pagamento tornaram a ser prorrogados, notícia do BJD de 11/10. Politicamente esse fato gera um desgaste geral que pode refletir nas eleições de 2018. Parece que essa situação é irreversível, está igual ao leite derramado.

A competência de servidores agregados é indispensável, se não for a ‘caneta’ precisa funcionar. Os resultados parecem pífios e já estamos no 10º mês da administração municipal.

Errou a Prefeitura, nas pessoas dos seus secretários e demais envolvidos que não tiveram a sensibilidade de avaliar a execução da medida e a reação negativa dos cidadãos envolvidos, a começar pela não divulgação antecipada do georreferenciamento, que valeria como um preparo para detonar a ‘bomba’.

Erraram os vereadores, principalmente aqueles que compõem a Comissão de Finanças, em não procurar pelas Secretarias Municipais correspondentes para se inteirarem dos assuntos que estão sendo tratados, especialmente dos que interferem diretamente na vida financeira dos cidadãos.

O georreferenciamento era “O ASSUNTO” que poderia agregar pontos positivos nos seus currículos. Esse foi mais um fato que deixou claro que apesar dos vereadores serem regiamente pagos com um salário de R$ 12 mil reais mensais, não estão sendo os representantes do povo. Se de fato um vereador quiser desempenhar as funções e atribuições do cargo, basta um planejamento bem elaborado, tendo por base o bem estar dos cidadãos e a sua agenda de trabalho será produtiva e dará a tão necessária credibilidade.

Por enquanto, a atuação dos nobres vereadores permanece ‘chocha’, as sessões são tediosas, o que se discute por lá, por lá se encerra, não há atuação. E nós pagamos os revoltantes salários. Cadê a produção?

Há uma afirmação bastante antiga e verdadeira: “Uma boa Câmara Municipal faz uma boa Prefeitura”. Por isso, as críticas que os vereadores fazem ao Poder Executivo (ao prefeito) são autocríticas das suas inépcias.

Bem, o resumo deste assunto (georreferenciamento) é mais uma forma de extorquir o já combalido bolso dos cidadãos contribuintes. E nós não vemos frutificar em bens e serviços para a população o imenso volume de dinheiro arrecadado via impostos. Saúde, segurança, mobilidade urbana são pontos críticos citados pelos contribuintes.

Urge melhoras. Urge competência. Urge alternativas. Prefeito e vereadores não podem ‘estar’ no cargo, precisam assumir o verbo ‘ser’. Ser prefeito. Serem vereadores. Entre o ‘estar’ e o ‘ser’ há uma grande diferença.

O nosso refrão vale para os poderes constituídos e para todos nós cidadãos.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! !