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BragançaPaulista16 Jan 2018


Colunistas


Falemos de nossa Bragança. Falemos da 7ª Festa da Linguiça
Sábado,  16 SET 2017
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 Que tal uma retrospectiva? Comemoração do Dia 7 de Setembro ,o “Dia da Pátria”. Que “Pátria? Pátria brasileira, em que os corruptos e corruptores confiam na impunidade que existe para os ladrões-mor, que sabem que os eleitores são possuidores de memória curta, o que faz com que eles se eternizem no “Poder”.

Eles se assenhoram do dinheiro público, isto é do nosso dinheiro, pois sabem que a maioria dos eleitores brasileiros é despolitizada, é desmemoriada, o que garante que na próxima eleição esse eterno candidato, apesar dos “roubos” divulgados, estará na telinha das casas com a maior cara de pau, com as desgastadas promessas, pedindo votos. O eleitor contaminado, conhece o seu potencial de votos e para se sentir um “ganhador” estufa o peito e vota nele.

Sacramenta-se aí a eternização “dos sempre os mesmos” no poder. Vide os programas partidários, é fácil constatar que nos Partidos Políticos estão sempre “os mesmos donos”, “os mesmos vice-donos” e aquela turma de sempre, “treinada” para lhes dar sustentação.

Pois é, a primeira eleição é mais complicada, requer alguém que lhe dê aval. A partir da segunda,o candidato à reeleição já aprendeu as “manhas”: conquistar amizades influentes, dar emprego aos cabos eleitorais, mostrar prestígio, vestir-se de “salvador da pátria”, caprichar nos afagos, nas solicitudes e usufruir tranquilamente do nosso dinheiro que rola solto em forma de altos honorários, auxílios moradia, auxílios paletó, carro, motorista, viagens nacionais e internacionais, Planos de Saúde, correio, telefone, cartão etc.etc.etc. Para os espertalhões, os cargos eletivos viram uma banca de altos negócios.

A corrupção se instala numa hierárquica organização criminosa que estende os seus tentáculos nas estatais, no alto empresariado, nos Poderes. O que importa é juntar dinheiro e direcioná-lo aos paraísos fiscais ou tentar escondê-lo em malas num apartamento, como fez o baiano Gedel Vieira Lima com os seus mais de R$ 51 milhões. Só pode ser fruto de corrupção.Quando todo o dinheiro roubado voltará para os cofres públicos? Quando? Corrupções acontecem nas três esferas e nos três Poderes.

Bem, diante do quadro político aqui instalado, diante da pouca vontade do Legislativo em fazer uma reforma política que moralize os nossos Poderes (eles não querem perder suas regalias),cabe a nós cidadãos eleitores, conscientes, responsáveis, que queremos acabar com as corrupções, fazermos a reforma política com o nosso voto. Não votemos em candidatos denunciados, investigados, com os nomes envolvidos em falcatruas.

A mudança está em nós. Muda se nós mudarmos. Só assim poderemos comemorar a nossa tão almejada INDEPENDÊNCIA, de fato e de direito. Por enquanto o rufar dos tambores não tem eco, não gera emoções. O verde-amarelo está desbotado.

FALEMOS DE NOSSA BRAGANÇA. FALEMOS DA 7ª FESTA DA LINGUIÇA

É uma festa que, se bem organizada e bem implementada, pode se tornar numa grande festa que extrapolará a nossa região. O Posto de Monta é o local ideal para esse tipo de evento, que evoca o sertanejo, a tradição rural das famílias de terem o porco na ceva como sinônimo de fartura de carne, de linguiça, de toucinho, de banha, da feijoada, do chouriço, dos miúdos.

Tudo isso é um bom motivo para ser explorado, visto que nos dias de hoje muitos adultos e muitas crianças nunca viram um porco “em pé” (vivo), nem sabem o que é um “chiqueiro”. E nossa Bragança tem um bom número de suinocultores, que vivem com as intempéries da economia. Poderiam ser convidados a participar. Quem sabe foram e participaram.

Voltemos para a Festa da Linguiça realizada no último domingo. Sabemos que todo evento, em especial o de grande porte, dá trabalho, traz preocupações com a presença significativa ou não de pessoas, com as condições meteorológicas, com a organização das barracas, a infraestrutura, a segurança dos alimentos, o atendimento ao público e por aí vai.

Como já dissemos: local ideal, estava tudo muito limpo, os galpões oferecendo espaços com temperatura amena, os sanitários muito bem higienizados, espaços vagos sombreados pelas árvores. Pois é, e aqui vai a nossa observação: Um espaço tão amplo, tão acolhedor e as “barracas” das linguiçarias instaladas num espaço ínfimo, apertado, uma colada com a outra, mesas e cadeiras se misturavam, sentava quem tivesse sorte.

A hora que chegamos estava um calor intenso e não tinha mesa desocupada e ninguém para orientar. Nas barracas as filas estavam enormes. Não havia espaço para circulação e muito menos para acomodação. Será que a proposta era essa? Confinamento.

Bem, como a nossa “Conversa” é socializada, propomos para que no próximo ano haja uma melhor redistribuição dos espaços: espaço amplo para os pratos salgados, dando oportunidade para que as pessoas escolham a sua preferência; espaço amplo para as sobremesas, com mesas e cadeiras e um melhor atendimento; e o espaço devidamente coberto para instalação dos brinquedos infantis. Esperamos que as nossas poucas observações façam-se construtivas, para que as pessoas que comparecerem à festa fiquem satisfeitas e com a promessa de voltarem no ano seguinte.

Nós precisamos perder o estigma de: “Pobre Bragança, pobre”.

A C O R DA B R A G A N Ç A ! ! !