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BragançaPaulista18 Jan 2018


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Raposão entre o poder da oração e o “bode”
Sexta-Feira,  15 SET 2017
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 Começo, é claro, pela oração (o “bode” vou abordar a seguir, mas hoje a oração é mais importante para mim, por isso abordo ela agora, bem como ao final desta coluna).

A verdade é que Raposão, raras vezes, abordou assuntos pessoais ou usou esta coluna para fazer qualquer pedido pessoal. Mas, hoje peço licença a todos, especialmente a você, meu querido leitor e minha querida leitora, pois te convido a fazer parte dessa corrente de fé e de oração e fazer parte de um pedido especial, que está lá no final desta coluna.

Creio que o amor move o mundo, que a fé remove montanhas e que a oração conduz a isso, ou seja, a oração é responsável por tudo isso acontecer!

Como citei acima, lá no final desta coluna você irá entender esta minha colocação, por enquanto Raposão lhe pergunta...

...VAI UM BODE AÍ ?

Desde pequeno (apenas para efeito de cálculo, Raposão hoje tem 52 anos) escuto essa “história” e confesso que o máximo que consegui foi checar no Google (no passado nem isso tinha!). Dizem que na antiga União Soviética, no auge do comunismo, o governo fazia um levantamento das casas onde cada família morava e, se coubessem mais pessoas, mandava mais famílias morarem sob o mesmo teto.

Obviamente que a família, então proprietária da casa, reclamava bastante, afinal via-se de um dia para o outro com a casa cheia de gente que nunca vira antes. Conforme a reclamação aumentava, o que o governo fazia era mandar um “bode” e amarrava o mesmo na sala da casa e mandava a família “cuidar”, dizendo que viria buscar mais tarde.

Aquilo fedia e deixava uma sujeira insuportável e como o governo não ia buscar, a família, que até então reclamava por “hospedar” mais pessoas na casa, ficava ligando e pedindo pelo amor de Deus para tirar o bode de lá. Ou seja, “esqueciam” da outra família que fora posta lá morando no mesmo teto, e a preocupação passou a ser o “bode”.

Pois é...se essa história é verdade ou não, o que sei é que ela corre o mundo há décadas, algumas um pouco diferentes das outras, mas o “bode” sempre está nelas! E não é que TEMOS UM BODE AQUI EM BRAGANÇA!!!???

De décadas para cá, a estrada Bragança-Itatiba virou uma autêntica estrada da morte, ela necessitava ser duplicada há muito tempo e é essa a reivindicação que o povo clama. As reclamações são de tudo quanto é jeito e de tudo quanto é lado. O governo, por sua vez, dá uma ajeitada num acostamento aqui, uma pintada de faixa ali, mas duplicar que é bom, nada!!!

E o que fizeram recentemente? Simplesmente diminuíram a velocidade da rodovia para 60 km/h, assim, o que outrora já fora 100, 90, 80 km/h, agora é 60 o limite, o que, para os carros atuais, fica difícil andar por ela e não levar multa. Mas, você pensa que parou por aí?

Nããããooooo parou! Pois numa crise de “burrice” (perdão, mas o outro termo que eu queria usar, não posso publicar aqui) pintaram várias “retas” com “faixa dupla”, ou seja, você tem aquela “retoooona” pela frente para ultrapassar e não pode! (cuidado que a multa é muito alta para esse tipo de infração – ultrapassar em faixa contínua). Enfim, “parece” que querem transformar essa rodovia em um longo corredor, sem direito a nenhuma ultrapassagem. Na verdade, o que fizeram foram por um “bode” na estrada.

O jeito é ser irônico: a verdade é que eu chego até ficar emocionado com a demonstração de preocupação que nossos dirigentes e governantes têm “para com” a nossa vida! Chego a pensar que não merecemos tanto zelo e tanta atenção da parte deles, pois esse “bode” posto nessa rodovia foi com esse intuito: nos proteger!

Fico triste ver certas pessoas dizerem que isso foi feito para arrecadar mais dinheiro com multas. Quanta ingratidão dessas pessoas, que não notam a preocupação que esse pessoal, que fazem leis e regras, tem com a gente!!! Ooooo gente sem consideração sô!!!

Lembrando que tal estrada é o corredor mais “rápido”, ops, digo, mais “perto” para se acessar a cidade de Campinas e Jundiaí, destinos de muitos bragantinos. São cerca de 38 km de uma estrada com poucos pontos de ultrapassagem (atualmente quase nenhum), de mão única e que “mata muito”, pois com muita frequência vemos notícias de acidentes fatais em tal rodovia.

Mas, será isso suficiente para justificar a diminuição de velocidade, a ponto de se estipular um limite de velocidade onde “muitas avenidas dentro de cidades têm limite bem maior” que essa rodovia? Ou seja, hoje você anda mais rápido dentro da cidade do que na rodovia (vá entender!!!???).

O fato de uma estrada ter muitos acidentes não quer dizer que o excesso de velocidade é o principal motivo. Nesta estrada, por exemplo, o principal fator de acidentes é a ultrapassagem, muitas em local proibido, pois como ela é um longo trecho de quase 40 km, sem pontos de ultrapassagem, e que quando se pega um caminhão lento à frente, o motorista praticamente anda ela toda sem ter oportunidade de ultrapassar, causando impaciência, e daí vêm mais abusos e mais irresponsabilidades!

Assim, o número de acidentes não é justificativa para que se implante um limite de velocidade “que acaba causando mais problema do que solução”. Nossos carros estão cada vez mais rápidos e seguros. Note que em 1970 ou 80, por exemplo, estaríamos andando em velocidade mais alta que hoje, pois era 80 km/h o limite nessa rodovia, isso com aqueles veículos com bem menos segurança que os atuais.

Assim, a velocidade a ser adotada em uma rodovia tem de levar em conta vários fatores, pois quando se adota uma velocidade baixa demais, o “efeito é justamente o contrário do que se quer ter”, ou seja, no caso em questão, ao adotar apenas 60 km/h como a velocidade permitida para a estrada Bragança-Itatiba, você aumenta, e muito, o número de ultrapassagens e, consequentemente, aumenta o perigo da estrada. Onde há mais ultrapassagem, há mais perigo (principalmente pelo fato que a estrada é de mão simples).

Vimos, recentemente, o prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, adotar uma medida exatamente contrária e diferente desta que foi feita na estrada Bragança-Itatiba, ou seja, Dória aumentou os limites de velocidades nas marginais de São Paulo de 50 km/ para até 90 km/h, inclusive usando o chavão “acelera São Paulo”.

O raciocínio de Dória é o mesmo que de Raposão, ou seja, utilizando um limite maior de velocidade você acaba prevenindo acidentes, à medida que ao se adotar uma velocidade muito baixa, outros fatores acabam contribuindo para que acidentes ocorram, como, por exemplo, a “impaciência” dos motoristas, o aumento de ultrapassagens (citada acima) e, até mesmo, a “sonolência” dos condutores.

Acredite: o número de abalroamento traseiro nas marginais de São Paulo aumentou muito desde que o limite de velocidade baixou para 50 km/h, pois muitos motoristas dormiam ao volante! Eu mesmo era um deles, pois como atravessar a marginal inteira (com praticamente o mesmo comprimento que tem a estrada Bragança-Itatiba) andando a “sonolentos” 50 km/h, sem sentir sono ao volante? (lembrando que nos carros atuais, andando a 50 km/h a sensação é que se está quase parado).

Portanto, essa adoção de 60 km/h na estrada Bragança-Itatiba e a pintura de faixa dupla nas retas estão na contramão da segurança. Apenas serviu para o povo parar de reclamar pela duplicação e passar a reclamar dessas medidas. É O AUTÊNTICO “BODE NA SALA!!!”

EU CREIO !


Voltando ao assunto da “oração” que abordei no início desta Coluna, Raposão sempre teve uma “santinha” que rezasse por ele. Aliás, ainda tenho essa santinha que reza por mim. E, digo mais, eu acredito na força da oração. Eu creio que orar só faz bem e faz milagres também!

Hoje, essa santinha que ainda reza para mim, é ela que está precisando de oração, é ela que está precisando que eu reze por ela, de que eu ore para a cura dela. E se você também acredita no poder da oração, lhe peço que reze por todos os enfermos e que reze também por minha mãe, a “santinha” a quem me referi no início desse tópico.

Hoje eu oro por você mãe! Só espero que minha oração tenha a mesma força das orações da senhora. E, é verdade sim, Raposão crê em milagres! Afinal, o que seria dessa vida se só o óbvio ocorresse? E agradeço de antemão a você que irá orar por minha mãe, atendendo a este meu pedido.