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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Placas: falta
Sábado,  26 AGO 2017
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Há anos que se reclama a falta de placas indicativas na entrada da cidade.

Todos os dias no Posto do Lago, Taboão, dezenas de motoristas param só para pedir informações (caminho para Socorro, Serra Negra, Águas etc.). É impressionante.

2 – Criminalidade

Criminalidade tem diversos fatores que devem ser analisados.

Querer resolvê-la só com policiamento e prisão (que também são necessários) é simplificar demais. Combater só o efeito, sem enfrentar as causas, é paliativo.

Há o criminoso habitual e, ou, profissional que migra de local, ou de crime, conforme o grau de dificuldade de sua ação (policiamento eficiente, vigilância, alarmes etc.).

Há o criminoso eventual, que teria reduzido seus atos ilegais com uma política social eficiente (saúde pública, habitação, educação, esporte e cultura).

Nos momentos de crise... os crimes aumentam e muito.

3 – Ideia polêmica

Nos contaram que, numa reunião entre vereadores da base de apoio do prefeito, o líder (edil Paulo Mario), sugeriu que os projetos de lei que os vereadores pretendem fazer, passassem pela liderança e pelo grupo antes de serem apresentados. Isso nos parece uma forma de submissão, que não será aceita por todos.

4 – Número de vereadores

Pela Constituição Federal (lei maior) Bragança Paulista pode ter, devido a sua população (cerca de 165 mil habitantes), de 11 a 19 vereadores. Quem decide é a própria Câmara, pela maioria de 2/3. Consequentemente, poderíamos ter 11, 13, 15, 17 ou 19 vereadores (número ímpar).

Atualmente, já por decisão tomada desde 2012, são 19 os vereadores.

Houve tentativa de reduzir o número, mas o plenário rejeitou a proposta na legislatura passada.

5 – Qual o número ideal?

A maioria diria que 11 seria o número suficiente de vereadores. A Câmara já teve essa composição e funcionou razoavelmente. Teoricamente teríamos menos despesas.

No entanto, se 19 vereadores é muito, com 11 o quociente eleitoral seria altíssimo (cerca de 8,5 mil votos) e na legislação atual, só os partidos grandes elegeriam alguém. Não haveria renovação e os eleitos seriam sempre os mesmos. A representatividade seria menor. Teríamos candidatos eleitos com 850 votos e não eleitos com 2.000 votos.

6 – 15 seria bem razoável


Na minha opinião, o número ideal de vereadores em Bragança seria 15 (quinze).

Com esse número, a população teria mantida a representatividade nos vários bairros e setores, e haveria possibilidade de renovação, já que o quociente eleitoral seria 6 mil votos (para o partido eleger 1) o que é difícil, mas não impossível.

Para haver a redução do número de vereadores, o que se aplicaria somente na próxima legislatura, seria necessário que a atual Câmara aprovasse a modificação por 2/3 ou mais de seus membros (13 votos), o que, no momento, é difícil, por falta de consenso.

7 – Excesso de peso e obesidade

No Brasil, 56,9% das pessoas têm excesso de peso.

20,8% são obesos. IMC – Índice de Massa Corporal igual ou maior que 30,0 é obesidade. O peso normal é IMC 25,0 ou menos.

Para se aferir o IMC divide-se o peso pela altura ao quadrado.

Exemplo, alguém com 1,90 que pesa 89 kg. A conta é: 89 dividido por 1,90 x 1,90 = 24,65 (peso normal).

Mas alguém com 1,90 e peso de 109 kg, já é obeso, 109 dividido por 1,90 x 1,90 = 30,2.

8 – Aves na área urbana

Em Bragança, na zona urbana podemos ver muitas espécies de aves. Lembro-me de algumas que sempre observo.

1 – pardal; 2 – canário da terra; 3 – joão de barro; 4 – tiziu; 5 – sabiá laranjeira; 6 – sabiá poca; 7 – sanhaço; 8 – anu; 9 – anu branco; 10 – pintassilgo; 11 – jacu; 12 – tico-tico; 13 – coleirinha; 14 – corruíra; 15 – bem te vi; 16 – paturi; 17 – jaçanã; 18 – biguá; 19 – frango d´água; 20 – martim pescador; 21 – bico de lacre; 22 – lavadeira; 23 – garça; 24 – tuim; 25 – maritaca; 26 – pica-pau; 27 – carcará; 28 – bigodinho; 29 – seriema; 30 – pombo; 31 – saira; 32 – revira do brejo; 33 – chupim; 34 – gavião caboclo; 35 – tucano.

Um grupo, cuja dirigente é a Viviam Feres, tem uma página no Facebook, chamada Observação de Aves Urbanas. Lá se vê notícias e vários eventos no sentido de se proteger e visualizar aves.

9 – É o fim: cheque sem fundo

Meses atrás, o Ginásio de Esportes Rubens Batazza, localizado na Planejada II, foi usado por universitários de Medicina para jogos esportivos. A Prefeitura o cedeu mediante cheque como caução. Tivemos muitos danos no local (piso, redes, grama, banheiros, pintura etc.). O cheque voltou... era sem fundos. Quem vai pagar o prejuízo?

10 – Folclore: do Papai Noel não!

Outra história espetacular que vi como advogado.

Um rapaz bebeu demais numa festa de fim de ano e, ao sair pra rua, “tomou à força” de um transeunte um maço de cigarros e um isqueiro.

Na casa do lado, um investigador de polícia que participava de uma reunião de família, estava vestido de “Papai Noel”. A vítima começou a gritar.

O policial foi ver o que estava acontecendo, se identificou e foi agredido pelo “ladrão de cigarros”, que foi preso.

O cara foi acusado por “roubo” e “resistência”, e eu fui contratado para defendê-lo.

Ao falar com ele disse:
- Nossa! Você exagerou. O fato era contornável, e explicável. Por que você foi agredir o policial?

A resposta foi marcante:
- Ah... eu não aceitei levar dura do Papai Noel... Seria o “fim da picada”. Não sou criança.