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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


E a estação de tratamento de esgoto? Não se ouve falar? Está tudo OK?
Sábado,  19 AGO 2017
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 As andorinhas anunciaram nos seus voos rasantes uma previsão certeira: chuva. E ela chegou mansa, devagarinho, quase uma garoa, na quarta-feira/16 e prolongou na quinta-feira num compasso mais ampliado e prossegue na sexta-feira. Mas chegou, de leve. Não encharcou a terra. Trouxe umidade no ar, que cala a sinfonia das tosses.

Apesar dos mais de 60 dias sem chuva, os urbanos nem desconfiaram de que é preciso economizar água. O nosso velho e desgastado Jaguari perdeu volume.

A SABESP vive da venda da água, isso não lhe tira o dever de conscientizar a população da necessidade do seu consumo regrado. Água é vida. Economizá-la é um ato de autopreservação.

E A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO? NÃO SE OUVE FALAR? ESTÁ TUDO OK?

E nós achávamos que com a construção da ETE os ribeirões que cortam nossa Bragança voltariam a ter suas águas límpidas, voltariam a ser piscosos, os nossos lagos também. Para nós, os emissários promoveriam um esgotamento sanitário total, transportando os dejetos até a estação de tratamento.

Parece que isso não aconteceu. É isso mesmo? Bem, não estamos em cidade europeia, onde governantes e governados primam pela educação ambiental. Aqui há um agravante: as terceirizações dos serviços públicos, que estão se multiplicando, nem sempre tem os seus contratos cumpridos. A omissão se faz presente entre os contratantes e os contratados. Reina uma acomodação.

Aqui na nossa Bragança temos a SABESP com o contrato vencido há anos, herança das duas administrações municipais anteriores. O que fizeram os Poderes? Gostam de ver a banda passar. É um assunto complicado, o prefeito Jesus vai solucionar. A SABESP é uma estatal. O Alckmin não é acionado e nem se manifesta?

E POR FALAR EM MEIO AMBIENTE, QUANDO VAI ACONTECER A COLETA SELETIVA DO LIXO? JÁ PASSOU DA HORA. O LIXO CONTINUARÁ SENDO PROBLEMA?

Ficamos entristecidos com as enormes lixeiras na beira das estradas rurais, das estradas intermunicipais, lixeiras essas com muito lixo orgânico, facilmente decomposto nas miniusinas de compostagem, lixos esses que se transformam num excelente adubo orgânico. A zona rural sempre cuidou do seu lixo.

Está faltando atuação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Agronegócios, para que essas lixeiras venham a ter apenas os não degradáveis, os plastificados e que sejam depositados nas lixeiras nos dias de coleta para não espalhar nas estradas. Está uma feiura só. Ninguém viu, nem os vereadores que são pagos para fiscalizar.

As estradas que cortam o nosso município precisam ser preservadas, essas lixeiras, sem os devidos cuidados, constroem uma imagem negativa da administração municipal e de todos nós moradores. Cabem aqui umas perguntas bem pertinentes: Nenhuma propriedade rural tem o seu biodigestor? Não há incentivo para essa instalação? E nem há incentivo para o uso da energia solar? E nem há estudos para adoção da energia eólica? E quando teremos um abatedouro para suínos e bovinos? Ou continuaremos utilizando abatedouros de municípios vizinhos?

A zona rural está carente e essas duas secretarias municipais têm campo vasto para gerar produção, associada à cultura, ao lazer, à economia, dando vida ao campo e promovendo a sua identidade e vocação. O resto vai acontecer na sua escola, na sua igreja, na Associação de Amigos da Comunidade . . . Resgate fácil, sem grandes gastos. A saliva é um bem renovável.

BRAGANTINOS E MORADORES DE NOSSA BRAGANÇA SÃO OBSERVADORES, ATENTOS E TÊM MEMÓRIA VIVA

Frequentemente nas rodas de conversa percebe-se uma grande revolta por parte da população em relação ao alto salário que os vereadores recebem: R$ 12 mil mensais e mais as mordomias que o cargo traz.

Se tivessem um pouco de sensibilidade, se olhassem as carências que existem no atendimento à saúde pública, baixariam drasticamente os seus salários, visto que nenhum vereador tem dedicação exclusiva e nem vemos atuações significativas nas suas atribuições e competências e levam R$12 mil mensais ! ! ! Fiscalizam o que? E o que legislam? Dão nomes às ruas, concedem títulos de cidadão, com o nosso dinheiro dão placas de prata.

É claro que a rotina legislativa eles precisam cumprir. Comparecem às sessões ordinárias e quase tudo que é debatido fica ali circunscrito. Pois é, R$12 mil mensais é uma afronta para todos nós que sabemos que a maioria dos cidadãos, numa jornada de 44 horas semanais, são muito poucos os que ganham R$2.500 mensais. Quanto ganha um professor que precisa ter nível universitário para dar aulas? Comparem.

Bem, ao fim das considerações, ao fim das conversas sem eco por parte dos nobres vereadores, que se fazem de ouvidos moucos, que ignoram o clamor dos cidadãos, a pergunta que sempre se faz: O Ministério Público não pode agir?

Afinal, é dinheiro público e o cidadão precisa do seu retorno para melhoria das condições de vida. Foi lembrado o nome do vereador Marcus Valle, que foi contra esse aumento, e não faltou a pergunta: E agora vereador: O que fazer?

Pois é, e aquela ação capitaneada pelo advogado e colunista Jésus Flávio Bueno, avalizada por milhares de cidadãos, no que deu? Dorme nos escaninhos? Nossos vereadores não devem seguir os exemplos de Brasília, nem da Assembleia de São Paulo.

A nossa realidade é dura, é chocante, está quase nas nossas portas. Sejam sensíveis. Respeitem o dinheiro da população. Ele é suado, os impostos são escorchantes. Vereador é cargo de relevância pública e não profissão.

Você leitor, ganha R$ 12mil mensais? O que tem a dizer? Segue abaixo a resposta:

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !


EM TEMPO: 22 de agosto, Dia do Folclore, data cheia de tradições. Não será comemorado nem pela Secretaria da Cultura e nem pela Secretaria da Educação? Ficará para o próximo ano, quem sabe, com a Semana do Folclore, recheada de eventos e com a criação de um Centro de Tradições lá na Zona Norte? É uma boa pedida!