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BragançaPaulista18 Jan 2018


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Conversa Necessária
Sábado,  12 AGO 2017
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 Quem não leu, leia o excelente artigo: “Quanto vale a Educação?” do articulista deste Jornal ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA, publicado no sábado, dia 5 do corrente. Ele aproveita a abertura de Concurso Público para preenchimento de vagas no cargo de escrevente do Tribunal de Justiça e de Diretor de Escola da Secretaria de Estado da Educação/SP para considerações.

Traça um paralelo entre as atribuições do cargo de escrevente, que requer tão somente a conclusão do Ensino Médio e nenhuma experiência, com a do candidato a Diretor de Escola, que deve ser formado em Pedagogia ou pós graduado em Educação, ser efetivo e comprovar 8 anos de exercício no magistério.

Analisemos as grandes diferenças de atribuições e de competências dos cargos: as atividades do escrevente são rotineiras, trabalha em grupos sob orientação e supervisão imediata de chefes e diretores. O Diretor de Escola deve ser líder nato na comunidade e na sua escola.

Deve ser conhecedor de Administração Escolar, que envolve recursos humanos, e ser um excelente Administrador Pedagógico, capaz de criar e coordenar projetos pedagógicos que tragam avanços no processo ensino/aprendizagem que repercutam no progresso do país. Isso é Educação. Mudar para melhor, lapidar a matéria prima mais valiosa desde a tenra idade.

O que realmente nos surpreende é a diferença salarial. “Para os escreventes da Justiça é anunciado um salário bruto, soma de vencimentos, vale alimentação, vale transporte e outras verbas, de quase R$6 mil. Aos diretores de escola, a mesma soma não chega a R$4mil”. Não podemos ignorar que o salário é uma forma de valorizar o profissional. Por essas colocações, é fácil concluir o quanto a EDUCAÇÃO é desprestigiada pelos “nossos” governantes.

É por isso que a carreira do magistério está sendo ignorada, hoje já temos falta de professores. Os governos conseguiram acabar com o “status” do professor, fez dele um ‘pé de chinelo’, acabou com a escola pública nos níveis iniciais e já atinge as universidades. Onde se quer chegar? Onde? Bem, o articulista ANTONIO CARLOS arremata a sua coluna citando exemplo, que se tivéssemos “governos” sérios, de imediato fariam da EDUCAÇÃO o ícone da sua administração. Reproduzimos abaixo o último parágrafo do artigo “Quanto Vale a Educação?”

“Muitos países, em passado recente, fizeram da educação o grande impulso para o seu desenvolvimento acelerado e sustentável. Ângela Merkel, chanceler da Alemanha, pensa o que segue a respeito da educação e de professores: “É isso. Professores não são pessoas comuns e pessoas comuns não são professores.

Por favor, não escolha ser professor até que você esteja preparado para isso”. Professores na Alemanha recebem os maiores salários do país. Pelo menos 60 mil dólares anuais. E quando juízes, médicos e engenheiros reivindicam à chanceler equiparação salarial, ela responde: “Como posso comparar vocês com quem ensinou vocês?””

E nós aqui no Brasil, a Educação cai ano a ano na avaliação. Não há seriedade na aplicação das verbas. Nossas escolas não se atualizaram. Professores são desestimulados. A violência adentrou nas escolas. Há falta de especialistas e de funcionários. Período integral inexiste. Prédios escolares não condizem com a realidade. Na zona rural ainda existem escolas multisseriadas (aqui na nossa Bragança também).

A educação virou um “jogo do faz de conta”: O professor engana que ensina e o aluno engana que aprende. E assim prosperam a corrupção, a ganância, a mentira, a desonestidade, o individualismo, a miséria etc. etc. etc.

Que tristeza chegar a essa conclusão.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !