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BragançaPaulista17 Jan 2018


Colunistas


Conversa Necessária
Sábado,  05 AGO 2017
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 Agosto é o mês que soma muitas tragédias de políticos brasileiros. Uma dessas tragédias que marcou a vida do país foi o suicídio do então presidente Getúlio Vargas no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede do Governo Federal da época, hoje Museu do Catete, aberto à visitação pública. Esse fato parece que guarda um dedinho de dúvida: suicídio ou assassinato?

E neste mês de agosto de 2017, quem vive a tragédia política brasileira somos nós, cidadãos brasileiros, visto que os políticos deputados federais da situação e os da oposição transformaram a Câmara numa arena e se digladiaram buscando tão somente os seus próprios interesses.

Mais uma vez, a votação pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia contra Temer foi constrangedora, eles se esqueceram de que esse espetáculo indecoroso vai para a mídia internacional. Para eles o que importa é justificar o seu “sim” ou o seu “não” na tentativa de manterem a sua reeleição.

E só! O resultado, apesar de apertado, provou o uso indevido do dinheiro público na compra de votos. No atual contexto de corrupção, que contamina situação e oposição,o ditado: “ Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” reflete a situação em que nos encontramos. É o fundo do poço?

Pois é, qual legislador que proporia e que aprovaria a extinção da reeleição dos “Excelências”, os deputados, e dos “Nobres”, os vereadores, numa tentativa de expurgar as viciadas Câmaras Legislativas e as viciadas Assembleias Legislativas? Ninguém. A maioria virou político profissional, faz dos seus cargos palanques eleitoreiros.

Dinheiro não lhes falta, o salário é gordo, as mordomias também e ainda contam com assessores legislativos, cuja incumbência é manter e ampliar o seu “plantel” eleitoral. Está aí o uso intenso da máquina administrativa que, encontrando campo fértil, criam-se os cargos vitalícios, resquícios claros do Coronelismo.

Deu para perceber como é difícil para um candidato iniciante romper essas estruturas e chegar à sua eleição? Só carisma não basta. Tem que haver cacife financeiro que leve à divulgação do seu nome, do seu currículo, das suas propostas para conquistar os eleitores. A barganha política começa aí e se concretiza ao chegar ao poder de decisões.

E o novato legislador engoliu a isca, aprimorá-la ou rejeitá-la é a sua opção. Esses fatos são escancarados, as Leis Eleitorais são mansas, permissivas. São feitas por eles. A “independência” que se prega existir entre os “Poderes” inexiste. Tudo isso estamos vivenciando no momento atual, a cor partidária está explícita nas ações, nas falas dos ministros, dos procuradores. Exemplo: o Gilmar Mendes, descaradamente.

Bem, para os cidadãos que vivem a política e para os que vivem “da política” nossas considerações são simplistas demais diante da trama que envolve os “Poderes”, mas para os cidadãos que votam sem nada questionar, é uma chamada de atenção para a responsabilidade que se deve ter ao direcionar os votos.

O mundo político é construído pelos nossos votos, é preciso saber usá-los. O voto é uma arma democrática “obrigatória”, o “controle social” que deveria ser parceiro do voto, entretanto, nenhum político faz questão da sua adoção. Controle, fiscalização, questionamento, cobrança, são palavras que governantes e legisladores querem distância. E nós nos esquecemos que somos os pagantes.

De mandantes, acabamos sendo simples mandatários, recebemos ordens com a chancela: “cumpra-se”, e o cumprimento será feito. A imposição dos “impostos”, que fere nossos ombros para manter os altíssimos salários e mordomias da cúpula política, acrescida das corrupções, dos desvios, dos roubos, do dinheiro na cueca, na mala, tudo com provas cabais e diante desse quadro macabro somos conduzidos a chegar à conclusão que, apesar dos pesares, é preferível deixar as coisas como estão e esperar pelas eleições de 2018. E eleitor despolitizado, descontextualizado, votará nos mesmos. E nós somos obrigados a concluir: “O Brasil não tem jeito”.

O Brasil só muda quando o professor descobrir que ele é um agente de mudança, que ele tem a capacidade de formar cidadãos plenos, começando trabalhar essa ação lá na Educação Infantil, com conceitos palpáveis de deveres e direitos.

A Educação é transformadora, o Brasil está precisando disso. É urgente. Professor, não queira combater o efeito da indisciplina do seu aluno, combata a sua causa, combata o agente gerador da grande injustiça social. Faça-se dono da sua voz, a cátedra é sua, crie esperança e transforme em realidade.

E nós, moradores de nossa Bragança, estamos contentes com o asfaltamento das nossas ruas, com a lavagem das nossas praças e calçadas, com o resgate da verba para recuperar o Lago do Taboão, com a atuação dos secretários municipais de Segurança, de Serviços, de Cultura e Turismo, de Desenvolvimento Social, da Saúde.

Muitos parecem que ainda patinam, não conseguiram elaborarum plano B para driblar as dificuldades. A Secretaria de Mobilidade Urbana ainda não nos convenceu para que veio. E o prefeito procura cumprir o prometido.

E a Escola Municipal “Dr. Jorge Tibiriçá”, prédio centenário tombado pelo patrimônio histórico, está com as paredes do seu entorno e da sua entrada administrativa pintadas de amarelo.

A ideia foi de quem? Do secretário municipal de Educação? Do seu Diretor? Ou foi aproveitamento de sobras de tintas? Destoou totalmente da pintura original. Houve uma desfiguração de cores: nem contraste, nem harmonia. O que dizem os Conselheiros do CONDEPHAC acerca desse fato?

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !