BJD
33 máx 20 min
BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Conversa Necessária
Sábado,  29 JUL 2017
Tamanho dos caracteres

 As férias escolares da rede municipal terminaram. Daqui a pouco a rede estadual retorna também. Vocês sabiam que o calendário escolar deve ter somente 200 dias letivos de 4 (quatro) horas diárias, que totalizam tão somente 800 horas anuais? E que, para compor esses 200 dias letivos, chegam a ser contadas atividades extra-classe?

Continuemos: O ano civil tem 365 dias, com 24 horas diárias que, totalizam 8.760 horas. Excluindo 2.920 horas de repouso (8 horas diárias), sobram 5.840 horas e desse total as escolas devem utilizar apenas 800 horas em “sala de aula” para ensinar, informar e formar cidadãos com condições de exercerem em plenitude a “cidadania”. Matematicamente falando: missão impossível.

E muitos pais ainda cobram dos professores a obrigação que é exclusivamente deles: “a de educar seus filhos”. Como??? Esquecem-se que seus filhos permanecem com eles em período integral 165 dias anuais (24 horas diárias) e o restante dos 200 dias letivos seus filhos permanecem sob sua responsabilidade 20 horas diárias. Será que todo esse avanço tecnológico da informação atrapalhou a educação domiciliar? Os pais perderam a ascendência sobre os filhos. A materialidade embotou a escala de valores. Tudo isso reflete na sala de aula.

Fáceis as conclusões: 1ª “A nobre missão de educar os filhos é responsabilidade dos pais”. 2ª “ A nossa escola, no contexto atual, em especial a escola pública, o professor engana que ensina e o aluno engana que aprende”. O resultado é evidente, a EDUCAÇÃO está nivelada por baixo. 3ª “Os governos, das três esferas: federal, estadual e municipal mentem quando dizem que na sua gestão EDUCAÇÃO é prioridade.

Todos praticam o desmonte da educação do país. Não lhes interessa povo culto, educado, cumpridor dos seus deveres e cobrador dos seu direitos. Aliás, os governantes pouco ou nada conhecem sobre o básico do processo ensino/aprendizagem. Não possuem nem uma linguagem um pouco técnica, é comum vermos prefeitos inflando os peitos e prometendo a construção de “escolas”. E quase sempre se assessoram muito mal. O aleatório faz parte da EDUCAÇÃO.

Bem, a verdade precisa ser dita, o mundo mudou, o mundo evoluiu, o mundo está na telinha guardada no bolso e a qualquer momento, num simples toque, descortina-se o possível e o impossível. E como estão as nossas escolas? Lá atrás, em “mil e novecentos e nada”. Nem o melhor professor, com a sua saliva e com aquele giz que sulca o quadro-negro, consegue manter a criança, o adolescente, o jovem “disciplinados”.

Há um conflito de gerações. A escola continua fiel no seu velho modelo. É muito triste assistir a cena da velha professora visitando a velha escola em que trabalhou, e após um olhar pausado, exclama: “tá tudo igualzinho quando eu trabalhei aqui”. Que tristeza! Sinal de que este prédio escolar é daqueles que se construíam antigamente, porque os de hoje são meros galpões de blocos, com acabamento de terceira ou sem classificação, tudo descartável, sujeitos a ruírem com chuvas mais intensas.

Deu para perceber que EDUCAÇÃO é um assunto sério, profundo, diz respeito ao desenvolvimento, à respeitabilidade, à soberania do país no contexto “mundo”? Nas avaliações o nosso Brasil está mal. E a nossa Bragança? Está miúda. As escolas particulares constroem os seus mundinhos, priorizam o seu status; as públicas tocam a música conforme a batuta municipal ou a estadual. A rede física está descompensada.

E nós esperamos por um Plano Municipal de Educação maiúsculo, abrangente, que envolva a Rede Particular e a Rede Pública nos seus diferentes níveis e que tenha por busca a velha questão: “Que cidadão nós precisamos formar”?

E como vai a Secretaria e o secretário de Mobilidade Urbana? Por enquanto não sentimos firmeza nas ações. Estão mornas, incipientes. A questão do tráfego dos caminhões de carga, a construção da perimetral resolveria para os de fora e para os da nossa Bragança. São essas questões maiores que precisam ser resolvidas.

Tem que se resolver as causas e não ficar combatendo os efeitos. E quanto essa Secretaria está custando para os cofres públicos municipais? Muitos cidadãos estão insatisfeitos. É hora de conter gastos. Vamos pensar juntos?

Pois é, está faltando a criação de um Comitê da Cidadania, para que exerçamos de fato o Controle Social sobre os atos e fatos que acontecem por aqui, como por exemplo o alto salário que pagamos para os vereadores. Por quê? Para que essa insanidade?

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !