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BragançaPaulista16 Jan 2018


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Raposão e o “hábito das multas"
Sexta-Feira,  14 JUL 2017
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 Quem pensou que Raposão ia “falar” da condenação do “Luiz Inácio”, se enganou! Isso já era esperado, então o assunto a ser abordado hoje é algo que afirmo, sem medo de errar: não existe outro órgão público no Brasil que seja mais “caça níquel” do que o DETRAN!

Aliás, de caça níquel ele não tem nada, pois há tempos que arrecada milhões e esses milhões que seriam e deveriam, pela lei, ser aplicados no próprio trânsito, mas vão para outros setores da administração, quer seja municipal, estadual ou federal, e ninguém fala nada sobre isso! (alô Ministério Público: se fizer uma análise nas contas das Prefeituras, vai descobrir essa aplicação inadequada desse dinheiro em todas, pois duvido que haja uma Prefeitura no Brasil que aplique todo o dinheiro arrecadado com as multas no próprio trânsito, como manda o Código Brasileiro de Trânsito!).

Já que multar virou “hábito” no Brasil, que ao menos o dinheiro seja revertido em prol do trânsito. E se puder aplicar em pavimentação, melhor ainda!

SEGURANÇA É A DESCULPA ?


No Brasil são criadas inúmeras leis de trânsito, muitas delas que até Deus duvida, e Raposão afirma sem medo de errar: o principal motivo disso é o intuito de “arrecadar”. Isso mesmo: arrecadar dinheiro!!!

Não, não pense que as autoridades de trânsito estão preocupadas com sua segurança, pois não estão! Mas, o que leva Raposão a afirmar isso? Simples: caso nossas autoridades de trânsito estivessem interessadas com a segurança e bem estar dos cidadãos, manteriam nossas ruas com pavimentação adequada; não permitiriam esses inúmeros buracos que se espalham pelas ruas; instalariam lombadas com a altura e comprimento corretos; pintariam e sinalizariam as lombadas adequadamente; iluminariam melhor as faixas de pedestres; instalariam menos radares e mais “lombo-faixas” (estas, bem mais adequadas, pois fazem o “duplo efeito”, ou seja, dão aos pedestres a possibilidade de atravessar a rua com bem mais segurança e também coíbem a velocidade), enfim, se a preocupação fosse realmente a “segurança” do cidadão, as medidas tomadas pelas autoridades de trânsito seriam bem diferentes dessas que vemos, como de ficar criando leis e regras de trânsito para “tudo” e espalhando agentes, quer sejam “máquinas” que fotografam tudo ou pessoas com “a caneta na mão”!

AGENTES MULTAM A DISTÂNCIA !?

Como Raposão afirmou lá em cima, multar virou “hábito”. Tenho saudades de antigamente, quando chegava para pegar meu carro e lá “no para-brisas” tinha um “papelzinho amarelo” porque eu tinha parado em algum lugar errado ou proibido. Ali a gente já sabia o que tinha feito de errado e já ficava ciente para não fazer mais.

Hoje, não é mais assim! Hoje a multa chega “em casa” e você nem sabe o que aconteceu, pois nem se lembra de ter cometido aquela infração e fica até em dúvida se cometeu!? O negócio é multar, como se fosse uma “meta” a ser atingida.

Sobre os agentes de trânsito, infelizmente, há uma febre no Brasil, onde há uma orientação errada, um sistema inadequado e que, inexplicavelmente, acaba sendo aceito pela sociedade. Qual é o sistema? O sistema é o seguinte: o agente de trânsito multar à distância, sem ter de parar o veículo e multa-lo!

Desta forma, multam e não educam, afinal, quando o carro do infrator não é parado, quando ele vê, a multa chega a casa dele e ele nem lembra onde foi aquela infração ou se aquele ato ele realmente cometeu!

Países realmente preocupados com a segurança do cidadão, como, por exemplo, os Estados Unidos, os agentes param o veículo ou “sinalizam” para o motorista para só depois multar, pois este ato também serve para “educar” o motorista, que se vê ali no ato da infração advertido e ciente porque foi multado.

Aliás, esse fato do agente de trânsito multar sem ter de parar o veículo é mais uma prova de que nossas autoridades de trânsito não estão preocupadas com a nossa segurança, pois, se estivessem, a regra deveria ser parar o veículo, mostrar ao motorista o ato errado que cometeu e aí sim multá-lo, pois assim esse motorista estaria, como já citei, sendo “educado” para não cometer mais aquela infração.

Essa história de multar “na surdina” (refiro-me ao carro passar e o agente multar, sem sequer ser visto) é um ato absurdo e que a sociedade brasileira precisa começar a reagir, cobrando de nossas autoridades que “a abordagem ao motorista seja a regra e não a exceção”, como era antigamente.

Aliás, sobre multar “na surdina”, você acredita que Raposão uma vez foi multado por “andar de moto sem capacete”, em plena luz do dia (às 11h30 da manhã), de um sábado, em frente ao Mercadão Municipal!!???

Ou seja, ou eu estava maluco de andar sem capacete na rua mais movimentada da cidade e no horário de maior movimentação de pessoas (e de “guardas”), ou o agente que multou estava vendo coisas! A única hipótese é que meu capacete não fosse adequado (sem viseira, etc), o que não era o caso.

A verdade é que esse “hábito” de multar sem abordagem tem de ser revisto, do contrário veremos continuar esse “caça níquel”, essa verdadeira e milionária indústria de multas, algumas até um “antro de corrupção”, mas sobre isso Raposão já escreveu aqui há alguns anos, e até o Fantástico da TV Globo fez uma reportagem, mostrando “o que há por trás dos radares”.

O Brasil tem de mudar para melhor!

BRAGANÇA-ITATIBA

Outra prova que nossas autoridades de trânsito não estão preocupadas coisa nenhuma com nossa segurança. Essa estrada precisava ser duplicada há mais de década e o que elas fazem? Simplesmente diminuem a velocidade permitida para 60 km/h, aumentando ainda mais o perigo nessa rodovia, pois com essa atitude aumentaram, e muito, o número de ultrapassagens nela (já apresentei um “estudo” sobre isso, há algumas semanas, aqui mesmo).

Raposão volta a pedir a união de todos os deputados da região, para que juntos tentem mostrar ao nosso governador quanto é importante a duplicação dessa estrada urgentemente, pois ela é uma verdadeira “estrada da morte”, onde quase toda semana pessoas perdem a vida ali.

Fica a pergunta: até quando?

PRIMEIRO “BURACO”

O asfalto novinho e lisinho que a Prefeitura fez no centro da cidade teve o primeiro “carimbo” da Sabesp: um cano estourou ali no semáforo próximo ao Jardim Público e o primeiro “remendo” foi feito por lá!

Uma “manta” asfáltica de cerca de 1,50m x 1,50m foi colocada por lá, dando início à famosa “colcha de retalhos” que a Sabesp costuma espalhar pela cidade, que, com o passar do tempo, torna-se um “solavanco” (que Raposão chama de “buraco elevado”), pois esta não é a melhor maneira de reparar o asfalto.

Mais uma vez fica a pergunta: até quando vamos ver isso ser feito sem tomar nenhuma atitude?

Uma cláusula obrigando a reparar boa parte da rua, tem de ser colocada nesse novo contrato que está para ser renovado com a Sabesp urgente!

Alô vereadores!

LOMBADAS E SINALIZAÇÃO

Raposão insiste o “dito” em outras colunas: coisas básicas, em matéria de mobilidade urbana, não temos em Bragança! Raposão se refere às lombadas, muitas com altura e comprimento inadequados (e isso eu já abordei há mais de década, quando na época algumas acabaram sendo “arrumadas”), e quase todas sem qualquer pintura e sinalização.

As duas lombadas, por exemplo, que antecedem a chegada ao Nosso Teto (sentido cidade-bairro) e também as duas do sentido contrário (bairro-cidade) são simplesmente “criminosas!!!”. Duvido que haja outras no Brasil com aquela altura!? Elas mais podem causar acidentes do que prevenir! Basta dar uma andada por lá!

Decididamente, a mobilidade urbana começa por coisas simples, que estão em falta em Bragança. Óbvio que sonhar alto é preciso (trevos, viadutos, pontes, etc), mas que tal ver essas “coisas básicas” primeiro?

Um bom final de semana a todos, lembrando que esta Coluna é meramente fictícia, com verdades e inverdades (cabendo a você, leitor, descobrir qual é qual?), e na sexta-feira que vem tem mais (se Deus assim consentir), lembrando que Raposão aceita dicas, opiniões, críticas e, é lógico, elogios (desde já, os agradeço), que podem ser feitos via e-mail, telefone (ver ambos abaixo), “sinais de fumaça” ou cartas para redação do BJD, situada à Av. Antônio Pires Pimentel nº 957, Centro, Bragança Paulista, CEP 12914-000.

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