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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


“O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente”
Sábado,  08 JUL 2017
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 As festas juninas esgotaram o calendário de junho, a solução foi estendê-las para o mês de julho. Em ruas centrais, em ruas dos bairros, nos condomínios, os moradores se organizam e fazem a sua festa junina na rua. É bom que isso se propague, afinal o homem é um ser gregário e não é nada difícil criar laços e fortalecer vínculos. E se não chegar à amizade, que se adote os cumprimentos: Bom Dia! Boa Tarde! Boa Noite!

Oi! Olá! São manifestações de atenção e carinho, não custam nada. Nossos compadres e vizinhos estiveram em Ibirá, uma cidade paulista, e voltaram encantados com os seus moradores, conhecidos ou não, todos se cumprimentam prazerosamente. Modelo fácil de adoção. E alívio do estresse.

“O PODER CORROMPE, O PODER ABSOLUTO CORROMPE ABSOLUTAMENTE”, É UM ENSINAMENTO DE LORD ACTON

Um ensinamento que se encaixa muito bem na vida dos políticos que se fazem donos do poder. Vamos completar: O poder seduz. Sedução essa alimentada pelo deus dinheiro. O quadro do momento político brasileiro reflete esse ensinamento, temos políticos que ocuparam ou ocupam cargos eletivos, hoje presos, encarcerados, presos domiciliares, denunciados, réus confessos, delatores, e ainda os que estão no aguardo de decisões. Pois é, estão correndo o risco de perder o poder, mesmo assim ninguém se propõe a renunciar.

Vide o Temer. O “coitado” trabalha horas a fio tentando convencer ou comprar os deputados federais mediante a liberação de emendas (dinheiro) para os seus redutos eleitorais, a troco de seus votos para livrá-lo da denúncia do Janot. Em resumo: para que ele não perca o cargo de Presidente, com certeza, muito vantajoso. E que vantagens! É assim a vida dos políticos empoderados, chegam às fartas tetas e delas não querem se desmamar nunca.

A ADMINISTRAÇÃO FEDERAL É LÁ, A ESTADUAL É ALI E A MUNICIPAL É AQUI. SOFREMOS REFLEXOS DAS TRÊS ESFERAS, OS BONS E OS MAUS. NO MOMENTO, NA ESFERA FEDERAL OS MAUS ESTÃO EM ALTA. NA ESTADUAL E NA MUNICIPAL HÁ MUITOS PONTOS CRÍTICOS

E quando falamos em esfera municipal, referimo-nos à nossa Bragança. Queremos acreditar que a crise financeira responde pela morosidade na solução de problemas, porque em outros tempos o prefeito atual já teria “consertado” os estragos do ex-prefeito. Ou será que muitos secretários municipais estão lentos demais, não trabalham com alternativas, estão reclusos nos seus gabinetes ou alardeiam muito e pouco fazem?

Isso compromete a administração municipal. Nas nossas “conversas”, percebemos um certo desaponto dos cidadãos. Por que não se tornam públicos os Planos e Planejamentos de cada secretaria municipal para conhecimento e avaliação dos cidadãos que se interessam pela nossa Bragança?

Aqui cabe uma pergunta: Como está a atuação dos Conselhos Municipais com as suas secretarias afins? Estão deliberando o que? Os Conselhos Municipais devem ser a ligação direta da comunidade com o Poder Executivo, levando seus pedidos e reclamações. Eles estão compostos?

Recentemente fomos a uma audiência pública para tomarmos conhecimento do projeto do diagnóstico referente à mobilidade urbana. Essa apresentação foi feita pelo representante da empresa Urba Engenharia, de Indaiatuba, contratada para esses feitos, em julho de 2016. Esse diagnóstico não trouxe novidades para nós, moradores de Bragança. Não foi abrangente, deixou pontos importantes sem abordagem.

Foi uma “audiência pública” expositiva, sem espaço para perguntas. Deu-nos a impressão de que não despertou o interesse dos presentes, mal terminou a exposição a plateia buscou a porta de saída.

Pois é, e 6 meses se passaram da criação da Secretaria de Mobilidade Urbana, mas ainda não sentimos a sua efetividade. Será que esse diagnóstico vai resultar num Plano Municipal de Mobilidade Urbana com proposições exequíveis que justifiquem o seu custo? Não nos cientificamos se são quase R$500 mil ou se ultrapassa R$700 mil. Será que o secretário está delegando atribuições demais a essa empresa, que demorou um ano para apresentar o diagnóstico?

Por que tantas contratações? A prefeitura tem no quadro do seu RH, servidores capacitados para elaborarem projetos e executá-los. Parece que o dinheiro público faz cócegas nas mãos dos administradores públicos. Daqui a pouco deixaremos de eleger governantes, passaremos a eleger “gerentões”. Entrou de vez a moda da terceirização, os governantes prestigiam o triplo P – Parceria Público Privada. Qual é o “por que”?

Será que a máquina administrativa composta por numerosos servidores não está sendo relegada nas suas competências e atribuições, nessas tais terceirizações? São servidores concursados e investidos nos cargos de suas especialidades, o que pressupõe habilitação.

Aqui na nossa Bragança, será que a Secretaria Municipal de Saúde, com o seu quadro de servidores, não tem condições de administrar o atendimento à saúde pública? Há real necessidade da contratação de uma Organização Social para gerenciar a Saúde Publica?

Será que o percentual destinado pelo orçamento municipal não será aplicado com melhor eficácia em circuito interno? Será que não se evitariam sérios problemas de gestão? Seguir a “moda” nem sempre é um bom caminho. Qual a manifestação dos nobres vereadores? Esse é de fato um assunto sério. Trata-se da preservação da vida dos cidadãos. Pois é, nas conversas, um assunto puxa outros, entramos pela mobilidade e chegamos à Saúde. Há outros focos, como Educação, Meio Ambiente, Esporte e Lazer, Turismo e por aí vai.

Por hoje, permanece o nosso refrão:

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !