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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Para ler e refletir (I) - A verdade e o espelho
Sábado,  08 JUL 2017
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 ERA UMA VEZ um príncipe que se encontrava insatisfeito. Escolhido para governar um grande território conquistado com acirrada luta, no entanto, descontente com vários projetos que desmotivavam a população. Seus propósitos eram nobres, porém, nem sempre os resultados colhidos eram os aguardados. Ele sofria com a decepção.

Com bom senso procurou descobrir o que é que estava ocorrendo. As reuniões com seus auxiliares eram frequentes, no entanto, as dificuldades não eram resolvidas. Assim, necessário fazer algo para reverter aquela sensação desagradável.

No reino alguns insistiam em reclamar que nem tudo estava como fora planejado. Aí, depois de muitas reflexões, tomou uma atitude. Após um período de recesso e quando seus auxiliares retornavam ao Palácio, assustados se depararam com o príncipe, que anunciou: “Ontem faleceu a pessoa que infelizmente atrapalhava o desenvolvimento de nossos projetos e o velório acontece no Salão principal.

Todos estão convidados para uma prece final: não posso culpá-la e faltava-lhe apenas vocação para o desempenho de sua tarefa!” No início a tristeza invadiu o recinto e todos ficaram entorpecidos com uma morte no grupo e, ainda assim, encabulados queriam saber quem estava emperrando o governo. Uma fila foi organizada e conforme as pessoas se aproximavam do caixão, enorme a excitação: quem será que estava atrapalhando? Como morreu? Algumas pessoas sussurravam: ainda bem que o infeliz partiu... Aproximavam-se do caixão.

Olhavam... Estarrecidos... Muitas engoliam a seco a saliva. No amargo e absoluto silêncio, era como se uma boa parte tivesse sido atingido na alma por uma adaga. Já é possível adivinhar que no visor daquele caixão havia apenas um espelho. A verdade foi escancarada: fácil culpar os outros pelos problemas. Ali mesmo foi realizada a reunião: alguns não participaram!

PARA LER E RELETIR (II)
O SUCESSO INCOMODA O ADVERSÁRIO

ERA UMA VEZ
uma serpente que começou a perseguir um belo vagalume. O pequeno inseto fugia rápido, com terrível medo da feroz predadora. A serpente nem imaginava em desistir. Fugiu mais um dia e nada da serpente desistir. No terceiro dia, quase sem forças, o pirilampo cessou seu vôo e disse à serpente: posso lhe fazer duas perguntas?

Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas como vou te matar mesmo, pode perguntar... Pertenço a sua cadeia alimentar? Não. Então por que você quer acabar comigo? A serpente arrematou: porque não suporto ver você brilhar.... Moral da história Pense nisso e selecione muito bem as pessoas em quem confiar.

O HOJE NÃO É ETERNO...

MUITOS JÁ OUVIRAM
“A vida voa na sua cara, esbarra no seu rosto, suja sua vaidade, corrompe suas certezas e você não pode fazer nada. A não ser lavar o rosto e começar tudo de novo”. Não se pode ignorar que a vida nunca nos assegurou de que seríamos tratados com irrestrita justiça ou que outras circunstâncias ruins não nos afetariam. É pretender o impossível.

O título acima é a expressão da mais autêntica realidade. Afinal, quando somos tomados de surpresa ou quando levamos um golpe que julgamos não merecer, por certo, é como se o mundo nos devorasse. No caso, resta apenas lavar o rosto e começar tudo de novo> contar mais histórias.

Apesar de tudo que possa ter acontecido, um horizonte se abre aos nossos olhos, principalmente quando temos a nítida razão de que nada pode mudar o passado e o futuro exige a coragem para superar os nossos sentimentos dolorosos de oportunidades perdidas, escolhas inadequadas e até amizades e relacionamentos irrecuperáveis. Todos nós temos um sinal de aviso que pisca incessantemente quando você está ficando com pouco combustível: é um sinal protetor!

Eu já atentei para o meu. Mário Quintana não errou> “a noite acendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão”. Não o sentido de medo comum, porém, o sinal de muita força para viver. Sou um contador de histórias para meus anjos de vida: Isadora, Helena, João, Gabriela e Carolina e, revelo-me inspirado neles, até mesmo quando o assunto é política.

Eles me encorajam. Invoco Chico Xavier: “(...) Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro Dia.” Hoje, amanhã fará parte do passado. Entendeu?

RESPOSTA

OUTRO DIA
fui questionado sobre os direitos dos pacientes com câncer. A palavra câncer causa arrepios, entretanto, apenas um caranguejo. Pessoas com câncer têm sim amparo jurídico nacional, estadual e municipal.

A doença assegura direitos, tais como: amparo assistencial intransferível, recebimento do saldo de todas as suas contas, resgate total do seguro de vida e previdência social com isenção de imposto de renda, saque de quotas do PIS, aquisição de carro com isenção de IPI no caso de câncer com sequela limitante e nessa circunstância, no Estado de São Paulo lei que concede também isenção do IOF, ICMS e IPVA e ainda, dispensa do rodízio de veículos na cidade sede da capital.

Mais informações serão úteis no site do A. C. Camargo – SP> http://www.accamargo.org.br/cartilha-dos-direitos-do-paciente-com-cancer. Também http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/orientacoes/site/home/direitos_sociais_cancer e ainda http://www.hospitalsjose.com.br/ (Beneficência Portuguesa-São Paulo)

ATÉ A PRÓXIMA