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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


E a nossa Bragança? Aqui o “Deus dinheiro” continua sendo o determinante das nossas penúrias
Sábado,  24 JUN 2017
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 Já faz algum tempo que Ruy Castro, colunista da Folha de São Paulo, publicou: “O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, comparou a corrupção a um assassinato em série, que mata sorrateiramente milhares de pessoas em estradas esburacadas, hospitais sem remédios e ruas sem segurança. Significa que o dinheiro desviado para bolsos partidários ou particulares, resulta em desassistência, pobreza e morte.

Para Dallagnol, e com razão, o corrupto equivale a um serial killer”. E quem produz tudo isso? As leis que são feitas em conluio entre eles, para privilegiar essa casta que se faz dona do Poder. A afirmação “O poder corrompe” é verdadeira, mas, mais verdadeira é: “O dinheiro corrompe o Poder”.

Em sã consciência podemos dizer que existem “bonzinhos”? Quem? Quais? Observem que as leis feitas “por eles” têm embutidos privilégios para eles próprios, e se não basta, criam outros privilégios, distorcem sem pejo algum o que reza o art. 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza ...”.

Onde está essa igualdade neste Brasil tão diferente? É escandaloso assistirmos a soltura um a um, dos ladrões de milhões do nosso dinheiro, que vão para suas mansões usufruir de todo conforto, com a justificativa mais sem vergonha de “prisão domiciliar”. Quanta falcatrua corre por detrás de tudo isso? Quais as moedas de troca?

É verdade que nunca tivemos o Poder Judiciário tão exposto, tão chão, tão sem “classe”, saiu da redoma inatingível, os debates que deveriam ser em alto nível, esclarecedores, informadores, formadores, acabam por ser discussões mesquinhas, de baixo nível.

De que vale a toga sustentada nos seus ombros? Todo esse aparato perde a validade. Parece que não se discute a Justiça e sim os interesses de cada um. São poucos os que se conseguem desvencilhar dos seus padrinhos de nomeação.

Por todo este quadro escancarado, como se diz “ao vivo e a cores”, podemos concluir que a corrupção campeia às soltas, sem limite, está em todos os cantos, nas três esferas: federal, estadual, municipal. Será que existe “além” do fundo do poço? Numa análise bem genérica dos presidentes, dos governadores, dos prefeitos, dos ministros presidentes, dos presidentes legislativos, das últimas três décadas, qual será a nossa avaliação?

E A NOSSA BRAGANÇA? AQUI O “DEUS DINHEIRO” CONTINUA SENDO O DETERMINANTE DAS NOSSAS PENÚRIAS. POR QUE SERÁ? OU ATÉ QUANDO?

E nós cidadãos temos o direito de darmos nossas opiniões e o dever de fiscalizarmos e fazermos cobranças. Nas relações de trabalho a regra é: quem paga, manda. Nós pagamos muito mais do que queremos e do que podemos. A nossa cobrança em relação ao alto salário dos vereadores é mais do que justa.

O vereador ocupa cargo eletivo, não é profissão, o seu “subsídio” deveria ser apenas uma ajuda de custo e não R$12.000,00 mensais, que equivalem a mais de doze salários mínimos mensais. Quantas horas semanais de trabalho efetivo prestam o vereador?

Enquanto isso, o atendimento à saúde pública continua carente em termos de consultas, cirurgias, exames laboratoriais, remédios e aparelhos suficientes para diagnósticos, até os menos sofisticados. Quebrou o aparelho de audiometria, pelo o que soubemos continua quebrado. Não existe um plano B? A fila de espera vai aumentando, a insatisfação também e o cidadão continua tendo o seu direito desrespeitado. E por aí segue.

Após longos seis meses, o Plano de Mobilidade Urbana terá audiência para discutir o seu diagnóstico. Esse diagnóstico “será apresentado pela empresa Urba Engenharia e Design, contratada para a elaboração do projeto para o município de Bragança Paulista”. (vide BJD de 22/6/17).

Pois é, enquanto se faz o diagnóstico, depois o projeto, depois a implantação, a operacionalização etc. etc, não dá para fazer o básico e necessário tanto para o pedestre como para o motorista, começando pela pintura das faixas e das lombadas que estão pondo em risco a vida dos cidadãos.

Será que o secretário de Mobilidade Urbana atentou para as rotatórias que visam apenas os motoristas? Elas não têm uma calçada que dê um pouco de segurança para o pedestre. Será que o secretário observou a travessia dos pedestres no Lavapés, palco de rotatórias e da Escola “José Guilherme? Será que nesse bairro vamos ter um elevado? Será que o secretário já presenciou a saída da Escola Municipal “Jorge Tibiriçá”? Será que ele já conversou com o secretário municipal da Educação sobre esse assunto.

É um assunto de mobilidade urbana do pedestre e do motorista. Há solução perfeitamente viável, chama-se setorização da rede física escolar. Estamos no aguardo da solução. Há necessidade que os agentes do trânsito fiscalizem a lateral da escola Tibiriçá na hora da entrada e saída dos alunos, para evitar acidentes.

A mobilidade rural vai ficar para quando? Seis meses já se passaram. Cada vez que se contratam serviços, equivale a aumentar o quadro de servidores municipais, que segundo se fala conta com 4.500 servidores. Onde estão abrigados? É um grande contingente.

Por hoje, basta!
A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !