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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Absurdo
Sábado,  17 JUN 2017
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 Chamou a atenção da mídia, o fato de dois homens (um deles tatuador) terem detido um adolescente que pretensamente tentava furtar uma bicicleta, tatuando na testa do rapaz a frase: “Eu sou ladrão e vacilão”. Os dois filmaram e publicaram nas redes sociais a sua proeza, e foram presos acusados de tortura. Obviamente eles jamais poderiam ter feito o que fizeram.

Deveriam ter entregue o “ladrão” à polícia.

O mais chocante é que muita gente aprovou a ação dos tatuadores, dizendo que eles agiram corretamente. É... sinal dos tempos.

2 – Uniformes

Uniformes e tênis escolares terão sua licitação só em julho. Esse enorme atraso está sendo “justificado” como falta de recursos na Secretaria. E o ano que vem? Teremos a entrega no tempo correto?

Ou será que esse é um problema crônico no município?

3 –Direito Penal: Delação

Como sou advogado e milito na área criminal, muita gente me pergunta sobre o instituto da Delação. Ela é rara nos casos cotidianos, dos “criminosos comuns”, acusados de tráfico, extorsão mediante sequestro, roubo etc. Mas se tornou “muito comum” nos casos envolvendo políticos e empresários, nessas operações tipo Lava Jato, etc.

4– Delação: proibida entre presos


Há duas razoes para explicar o porquê dos “criminosos comuns” não se utilizarem da delação:

1º - O Ministério Público não demonstra tanta necessidade (ou interesse) em fazer acordos de delação;

2º - Delatar em crimes comuns é assinar sentença de punição entre os demais (e até de morte). No meio prisional ninguém aceita os “alcaguetes”, “caguetas”.

5 – Retrocesso ambiental


Nessa confusão toda que passa o país (escândalos e mais escândalos), passam despercebidas algumas coisas extremamente importantes.

Por exemplo: verdadeiro atentado (e retrocesso) à preservação do Meio Ambiente com a Medida Provisória nº 756/2016, que reduz áreas de vários parques nacionais, e a Medida Provisória nº 758/2016, que reduz APAs na Bacia Amazônica e Tapajós (modificações feitas no Congresso). O presidente ainda pode (e deve) vetar essas MPs.

Os ambientalistas e setores mais progressistas pedem que Temer vete essas alterações absurdas.

6 – Parque


O parque atrás do Fórum (Parque Natural Refugio das Aves), no Jardim América, está necessitando de uma limpeza no mato que cresce próximo à calçada e a pista. Necessita ainda, ser concluída a ponte que está faltando.

7 – Ponto de encontro


No Jardim Santa Helena, entre a Salvador Markowicz e os loteamentos Portal e Portal Horizonte, na Alameda Horizonte, que liga os bairros, o local se tornou ponto de encontro de jovens.

É preocupante o fato de que lá há declividade e muitas pessoas descem a rua de skate em alta velocidade, o que pode gerar acidentes. É necessário que o policiamento faça rondas no local.

8 – Perigo continua


Continua perigoso, pois nada se faz, o cruzamento entre a Rua Rinzo Aoki com a Alameda Quinze de Dezembro, proximidades do Tanque do Moinho, em frente ao campo de futebol.

Lá os acidentes são constantes.

9 – Rápidas


1 – Mais uma vez a Prefeitura procedeu limpeza nas águas do Lago do Taboão, com barcos. Infelizmente todo tipo de lixo (garrafas, latas, cocos, plásticos etc.) é jogado lá. Falta de civilidade.

2 – Nas últimas duas semanas, houve dois acidentes graves com motocicletas (um fatal) e dois com bicicletas. Sem ciclovia e sem sinalização adequada, os motoristas desses veículos ficam mais vulneráveis.

10 – Folclore: novo conselheiro


Às vezes sou um pouco desligado.

Recentemente, meu sobrinho contava numa roda, que nos anos 80 eu o levei pescar na represa, mas antes resolvi convidar um amigo que precisava se distrair (havia se separado da esposa e estava muito... muito mal).

Ele relembra que o rapaz estava muito triste, falava até em fazer besteira, e que eu o consolava e pedia para se acalmar.

Em determinado momento ele conta que eu resolvi nadar, e deixei os dois juntos, 40 minutos, antes recomendando:
- Robertinho... dá uns conselhos pra ele.

Eu me lembrei da história e perguntei:
- Mas o que isso tem de especial?

Meu sobrinho respondeu:
- Que experiência eu tinha para aconselhar o cara? Eu tinha dez anos de idade!