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BragançaPaulista21 Jan 2018


Colunistas


Drogas: teria três enfoques
Sábado,  10 JUN 2017
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 Seríssimo problema em todo o mundo, e também no Brasil, é a questão das drogas (lícitas e ilícitas).

Em relação às ilícitas, deveríamos ter três enfoques: o da prevenção, o da repressão e o da recuperação.

No Brasil, salvo raras exceções, só se aplica a repressão, prisão.

Temos mais de 30% do total dos presos no país por crimes ligados ao tráfico (muitos são pequenos traficantes, usuários), mas é como se “enxugar gelo”, o problema continua.

2 – Prevenção: o ideal

Como diz insistentemente o professor Mario Doro nas redes sociais e em palestras, “é fundamental que se faça um projeto de prevenção com técnica”.

A questão das drogas tem que ser encarada como questão de saúde pública e não como mero caso de polícia. Repita-se, normalmente só se prende traficantes de 3º e 4º escalões (que são imediatamente substituídos).

Daí, a insistência de se investir na prevenção e recuperação, que são formas de encarar a questão como de saúde, e não meramente policial.

3 – Bragança e as drogas

Entendemos que o município de Bragança deva tentar adotar um sistema mais eficiente de combate às drogas, com enfoque na saúde pública (prevenção principalmente, mas também recuperação). Senão... continuaremos com muitas prisões, e com a mesma incidência de consumo.

4 – Mortes no trânsito


No ano passado, tivemos 47 mil mortes no trânsito em nosso país. No território de Bragança foram 29 mortes. Na proporção de população (não de tamanho da área) nossos índices são razoáveis.

5 – Não misturar: situações diferentes


Depois daquele escândalo da JBS, envolvendo gravações com o senador Aécio Neves e o presidente Temer, surgiram várias outras notícias sobre tal empresa, e propinas para políticos (Serra, Kassab, Cabral etc.).

Posteriormente, uma notícia sobre nossa região e doações legais da JBS a políticos, foi erradamente equiparada a casos de propinas. Citou-se os ex-vereadores Toninho Monteiro e Miguel Lopes, que foram candidatos a deputado federal e estadual em 2014, e receberam doações legais e devidamente registradas de seus partidos.

As doações foram de 1.500 reais (para Monteiro) e 10.000 reais (para Miguel Lopes) e provavelmente os candidatos a receberam (legalmente, repita-se) de seus partidos, sem qualquer contato com a empresa doadora.

6 – Holambra: município rico

No final de semana passado, estive no município de Holambra, que tem cerca de 15 mil habitantes, um território de apenas 65,5 km², e um orçamento de quase 90 milhões por ano.

É um município lindo, cidade limpa, bem conservada, iluminada, estradas em ótimo estado e muitos turistas. Bragança tem 10 vezes a população de Holambra, um território de 514 km² (oito vezes maior) e tem orçamento de apenas 420 milhões, ou seja, se tivesse a mesma condição de Holambra, arrecadaríamos 900 milhões.

Por aí se vê nossa dificuldade econômica.

7 – Folclore

Eleição de 2004 (salvo engano).

Um cidadão pintou todo seu carro, dizendo que ninguém deveria votar nos então vereadores, candidatos à reeleição.

Colocou “não vote nessas pessoas” e escreveu o nome de todos os edis em vários locais do carro (lataria e vidros).

O fato chamou a atenção de todos. Eu era vereador e como sempre, encarei como democrática a manifestação.

Certa noite, o carro estava parado na praça, e ao lado de vários conhecidos. Eu cumprimentei a todos, e inclusive o dono do carro, um estudante de Direito.

Um gozador virou para o rapaz e disse:
- O nome do Marcus Valle está aí?

O rapaz me pegou pelo braço e disse:
- Tenho o maior respeito pelo senhor, professor. Venha ver, eu escrevi o nome de todos os vereadores. Mas o seu só coloquei no quebra vento.