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BragançaPaulista16 Jan 2018


Colunistas


Sinfonia em Dó Sustenido menor - Gustav Mahler - (1860-1911)
Sexta-Feira,  09 JUN 2017
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 Mahler terminou sua “Quinta Sinfonia” no outono de 1902: mas, revelou a continuidade até um ano antes de sua morte. Foi uma etapa quase feliz para o músico.

Os dois primeiros movimentos formam um bloco. O tema principal centra-se na marcha fúnebre. A visão vulgar da morte aparece, assumido por Mahler, a mesma vulgaridade, a disposição deste movimento evoca a típica banda que acompanha o cortejo fúnebre, época em que inventa para a ostentação as chamadas “honras fúnebres”. O segundo movimento evoca novamente o tema da morte, mas de uma maneira diferente.

De uma alternância doce e do extraordinário surge uma riqueza de matizes, aguçando os timbres tanto para surgir a agonia, como certas expressões poéticas que são como pressentimento de ressurreição.

O terceiro movimento entra num novo mundo, mais amplo, poderoso, de grande energia. O típico ritmo vienense, o das ruas, intercala-se com a intimidade e o sossego do “lieder” (canção) tão cultivado por Mahler.

A música mais popular de Mahler é usada constantemente o “Adagietto” (ritmo lento). Este movimento é uma exceção na obra do compositor austríaco, porque é apenas para orquestra de corda e harpa.



No quinto movimento (Rondó-final) há uma referência contínua ao início do “Adagietto”. Mahler exigia uma orquestra de solistas. A parte de “fuga” fez-se justamente famosa: o virtuosismo desta técnica - seria importante compará-la com os procedimentos do compositor Richard Strauss.

O final engrandece o típico rondó-sonata, o que pode ser chamado de re-exposição, porque volta a apresentar-se o tema religioso do segundo movimento, mas de uma maneira muito triunfal.