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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


A pergunta que mais se ouve, que retrata a indignação dos cidadãos brasileiros é: “Que país é este?”
Sábado,  03 JUN 2017
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 Junho se inicia, é o 6º mês do ano. Governo Temer, que de vice virou presidente, completou um ano em turbulência. Alckmin, governador de São Paulo, caminha para adentrar no seu último ano de governo.

Continua presidenciável? Aqui na nossa Bragança, a administração Jesus/Amauri está nos seus primeiros seis meses. Do seu secretariado, alguns gostam da mídia, outros nem tanto, outros nada. Essa é uma observação de cidadãos que vivem a nossa Bragança e que buscam resultados, soluções dos problemas, ações emergenciais. As reclamações estão pipocando nas rodas de conversas.

Em administração pública nada acontece no estalar dos dedos. Há uma burocracia necessária, mas há também interceptações na trajetória, e vale o ditado: “Quem pode mais chora menos”. Prioridade tem nome, chama-se “voto”.

A PERGUNTA QUE MAIS SE OUVE, QUE RETRATA A INDIGNAÇÃO DOS CIDADÃOS BRASILEIROS É: “QUE PAÍS É ESTE?”

Pois é, que país é este em que o seu Presidente, na calada da noite, fora da sua agenda, recebe no palácio residencial um abonado empresário que grava as conversas e as utiliza na sua delação? A defesa diz serem falsas essas gravações, que foram editadas. Teremos conclusões definitivas?

Meses atrás o ex-presidente FHC, no jornal Folha de São Paulo, numa referência ao Temer disse que o seu governo era uma pinguela e, desanimado, arrematou: “É o que tem”. Bem, do resto que infesta os Poderes estamos enojados de saber. E a nossa Constituição continua com o seu artigo 5º que reza: “Todos são iguais perante a lei”. Iguais! Que estranho!

Os miúdos estão na cadeia, os graúdos são inocentados, valem-se da delação premiada e voltam para as suas mansões, os julgamentos são estendidos, procuram-se fulcros nas leis para livrá-los das penas e eles continuam empoderados. Cadê a igualdade? E nós, cidadãos contribuintes compulsórios, perguntamos: Quando que todo o nosso dinheiro propinado, roubado, desviado, falcatruado voltará para os cofres públicos? Quando?

BEM, FALAR DE NOSSA BRAGANÇA AINDA É FALAR DE TRISTEZA, DE DESOLAÇÃO, DE BAIXO ASTRAL. NÃO SOBROU UM ÚNICO LUGAR BEM CUIDADO. SEGUNDO DIZEM, NEM O COFRE MUNICIPAL.

A recuperação é lenta, demanda tempo e dinheiro. Faltam equipamentos, maquinários, veículos, tudo está em situação precária. Nós, os moradores, queremos ver recuperado o que foi perdido nas administrações anteriores. O início do recapeamento das ruas centrais está dando um novo alento. Tomara que as calçadas sejam lembradas.

Agora, no quinto mês da administração, o secretário de Mobilidade Urbana, pasta criada pelo atual prefeito, fez algumas considerações, dando ênfase às carretas com carga pesada que circulam pelas nossas ruas e avenidas - muitas carretas fazem aqui um corredor de passagem. Para desafogar o tráfego na área central, há que se aproveitar a estrada velha Bragança/Atibaia para esvaziar o trânsito no Taboão. Como segunda proposta: tornar obrigatório o uso da Variante do Guaripocaba para os caminhões que prestam serviços aos distritos industriais.

Que se faça um trevo de acesso na Fernão Dias para a Zona Norte. E por falar em caminhões, carretas que aqui vem com cargas, temos que pensar numa estação de trasbordo onde as grandes lojas teriam os seus depósitos para redistribuir para a região.

Hoje fazemos compras pelo mostruário e chegamos a esperar uma semana para a entrega. Está aí uma oportunidade de fazer de Bragança sede de região de redistribuição de compras. O secretário disse que ainda não tem o Plano Municipal de Mobilidade Urbana.

Nós aguardamos a sua apresentação, com projetos inovadores. Veio-nos uma pergunta: Como está a mobilidade rural?Por que será que o homem do campo é costumeiramente esquecido?

É desrespeitado nos seus direitos básicos, tudo é precário, tudo é pela metade, até as escolas são pela metade, pelo visto os Planos Municipais de Educação não priorizam a escola da zona rural, não oferecem um 2º período com enriquecimento curricular, não se faz dela um Centro Comunitário de Cultura. A escola nos moldes atuais favorece o êxodo rural. Pois é, e quem sustenta o homem urbano é o homem do campo e quem sustenta o país é a agropecuária. Alguém reconhece?

NÃO PODEMOS ENCERRAR SEM FAZERMOS ALUSÃO AO EDITORIAL DESTE JORNAL “EM OUTRO PLANETA” PUBLICADO NO DIA 27/5/2017

Será que os ex-vereadores e os atuais vereadores conseguiram dimensionar os problemas criados pela rejeição de projetos do executivo que seriam facilitadores para as gestões futuras. O vereador precisa ter consciência da sua responsabilidade, precisa pesquisar, estudar as leis, votar visando o bem comum.

Será que a leitura do Editorial não causou constrangimento, consternação ao verem que os seus altíssimos salários se contrapõem a realidade atual, que fazem falta nas prateleiras das farmácias públicas? Será que eles têm noção do que representam os R$ 10 milhões que serão gastos com seus salários na atual legislatura?

E nós perguntamos: O que produzem os nobres vereadores? Altos custos sem retorno. Parece que tem vereadores que visam tão somente o salário. O vereador Cláudio Moreno manifestou-se favorável em diminuir o número de vereadores e ao corte de salários. Terá eco? E os salários dos servidores da Câmara Municipal, que chegam a R$27.000 mensais?

Como atingiu esse teto? Pois é, e pensar que o salário mínimo não chega a R$ 1.000? É, a velha França está em Bragança. Construíram o mundo da Maria Antonieta, que informada de que o povo não tinha nem pão, respondeu: “O povo não tem pão? Comam brioche”. Com R$ 12.000,00 de salário, os vereadores podem comer brioche, o pão amanteigado feito para poucos.

Se o Editorial não conseguiu sensibilizar os vereadores, nem causou um princípio de trauma ao pensarem nas necessidades vitais dos cidadãos eleitores, que sensibilize profundamente os eleitores para que na próxima eleição sejam criteriosos na destinação dos seus votos. Política é assunto sério.

Façam valer o nosso refrão:
A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !