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BragançaPaulista16 Jan 2018


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Poema Sinfônico Franz Liszt (1811-1886)
Sexta-Feira,  19 MAI 2017
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 Liszt foi o primeiro grande virtuoso do piano. Estudou composição com Salieri e piano com Czerny, morou em Paris e fez amizades fecundas com Berlioz e Chopin. As sinfonias “Fausto e Dante” e a espetacular “Sonatas para piano em si menor”, talvez tenham sido suas composições máximas que refletem influências desses compositores.

Na música, Liszt acrescentou a esses estilos uma brilhante técnica totalmente própria, simplesmente porque grande parte da sua música era difícil demais para que qualquer pessoa a interpretasse.

O “Poema Sinfônico” é uma composição para orquestra de enormes proporções, mais habitualmente num só tempo e que, de forma diferente ao que acontece com a sinfonia clássica, leva uma ideia extramusical, literária, mitológica, filosófica, que a música procura evidenciar. Descendente direto da música do programa, o “Poema Sinfônico” foi o produto típico da estética romântica, que queria abolir os limites das diversas artes.

Franz Liszt foi um dos seus precursores (Wagner, Schubert, Paganini), embora seguido por autores da categoria de Richard Strauss, Cesar Frank, Camille Saint-Saëns. Compositores como Smetana, Sibelius procuraram a sua inspiração em motivos nacionais e folclóricos.



“Os Prelúdios” é um poema sinfônico, Liszt compôs em 1848, experimentou várias e numerosas correções, até que em 1854 adaptou a versão definitiva. O título deriva de um poema do autor francês Lamartine, inspirador da obra. Portanto, o termo “prelúdio” não deve ser tomado no habitual sentido musical.

“Orfeu” é outro dos poemas sinfônicos, composto em 1854 por Liszt sobre a figura mitológica de Orfeu. De início, ele compôs como introdução para a produção da ópera “Orfeu e Eurídice” de Gluck, em Weimar, Alemanha, do mesmo ano.

Franz Liszt foi o músico mais famoso do seu tempo.