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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


Mães bíblicas: nunca foi fácil ser mãe
Sábado,  13 MAI 2017
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 No princípio, na criação do céu e da terra, lá estava Eva, mãe de Caim, Abel e Sete. Sofreu a escolha errada do filho: Caim matou seu irmão Abel. Mais adiante nas páginas bíblicas, Sara, esposa de Abraão, sendo estéril, esperou em Deus durante muitos anos até gerar Isaac, disposta a oferecer seu filho em sacrifício, tornou-se mãe de muitas gerações. Rebeca, mulher de Isaque, também não podendo ter filhos, por meio da oração, tornou-se mãe de Jacó e Esaú.

Joquebede, mãe de Moisés, sabendo que seu recém-nascido estava ameaçado de morte, colocou-o em um cesto para ser encontrado e criado por alguém que não fosse do povo israelita. O menino foi encontrado pela filha do faraó que escolheu Joquebede para lhe amamentar e criar. Criado no palácio do faraó, tornou-se líder do povo de Israel rumo à terra prometida.

Ana é outra mãe bíblica que não podia ter filhos, mas orava constantemente e sabia que um dia teria. Foi abençoada com o nascimento de Samuel, consagrando-o a Deus. Bate-Seba, esposa do rei Davi, foi forte, valente e fiel a seu marido, dando à luz a Salomão, um dos homens mais sábios que o mundo já conheceu.

Essas 6 mães do Antigo Testamento - Eva, Sara, Rebeca, Joquebede, Ana e Bate-Seba -revelam que os filhos desejados que não chegam são transformados em insistentes pedidos a Deus, demonstram que mães sempre sofreram por causa dos rumos que os filhos dão à sua própria vida, evidenciam que toda mãe está disposta a sacrifícios em favor dos filhos e, sobretudo, ensinam que os filhos não são propriedade particular da genitora, pelo contrário, todas elas conduziram seus descendentes para missões especiais em favor do povo e em conformidade com a vontade de Deus.

No Novo Testamento encontramos duas mães: a idosa Isabel, mãe de João Batista, e a jovem Maria, mãe de Jesus. O Evangelho de Lucas relata que Maria, já grávida de Jesus, vai visitar sua prima Isabel. Embora na simplicidade, foi um encontro espetacular, revelador do mistério da encarnação do Filho de Deus e do anúncio da salvação: “E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá.

E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.

E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas”. Lucas 1:39-45.

Nesse mesmo encontro entre os céus e a terra, Maria entoou o Magnificat: A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque atentou na baixeza de sua serva, pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque me fez grandes coisas o Poderoso (...)Lucas 1:46-55.

A partir de então, Maria não aparece muitas vezes nos textos evangélicos, mas cada aparição tem alto significado materno. Permanece 3 meses na casa da prima Isabel, ajudando-a. Para cumprir a lei, viaja para a sua cidade natal, onde dá à luz numa manjedoura. Para salvar o menino Jesus da perseguição aos inocentes, viaja ao Egito.

Conforme a orientação judaica, apresenta o Menino no Templo. Doze anos depois, em nova visita ao Templo, vive momentos de apreensão ao perceber que o adolescente não está com eles, mas entre os doutores, a quem impressiona com o seu conhecimento da história da Salvação. Apresenta a Jesus a dificuldade vivida pelos noivos das Bodas de Caná, quando ocorre o milagre da transformação de água em vinho. Está aos pés da cruz, quando Jesus a confia a João.

No contexto bíblico, fica dessa forma evidenciada a intimidade das mães com o próprio Deus, o cuidado das mães para com os filhos e que o principal papel das mães é conduzir os filhos para o seu projeto de vida, para a missão que devem desempenhar junto aos seus e diante de Deus. Nunca foi fácil ser mãe, mas é uma missão divina. Que Deus abençoe hoje e sempre à nossa mãe querida e todas as mães com as quais convivemos.