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BragançaPaulista18 Jan 2018


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Raposão avisa: vá a pé que é mais rápido!
Sexta-Feira,  07 ABR 2017
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  Semana passada, Raposão disse que ia abordar o fato de terem mudado o limite de velocidade da estrada Bragança-Itatiba (oficialmente chamada de Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira) de 80 km/h para 60 km/h. Como nem sempre cumpro minhas promessas, essa eu faço questão de cumprir, só para contrariar! Vamos lá:

VOLTAMOS AOS ANOS 70 ?

Sim, é verdade! Antes que você tome uma multa ou até perca sua CNH (popularmente chamada de “carta”), tome cuidado, pois agora para ir a Itatiba ou Campinas por essa estrada, talvez seja melhor você ir a pé ou a cavalo, pois os veículos tidos como “leves”, que antes podiam andar a “absurdos” 80km/h, agora somente a 60 km/h, isso se você não pegar um caminhão carregado à sua frente e ter de ir na mesma velocidade que o Lula pretende ir até Curitiba, quando for chamado pelo juiz Sérgio Moro.

LÁGRIMAS NOS MEUS OLHOS

A verdade é Raposão chega até a ficar emocionado com a demonstração de preocupação que nossos dirigentes e governantes têm “para com” a nossa vida! Chego a pensar que não merecemos tanto zelo, tanta atenção da parte deles e tenho certeza de que não há outro país igual ao nosso, com tantos dirigentes, órgãos, governantes, deputados e senadores tão preocupados com o nosso bem estar! (essa semana, mesmo, vi o Renan Calheiros, presidente da Câmara, mudar seu discurso e a ficar contra a Reforma da Previdência, também, pudera, ele “sempre esteve tão preocupado com o povo”!).

Mas, voltemos ao assunto: Essa mudança de limite de velocidade é mais uma demonstração da preocupação que esse pessoal, que citei acima, tem com nossa vida. Fico triste ver certas pessoas dizerem que isso foi feito para arrecadar mais dinheiro com multas. Olha só quanta ingratidão dessas pessoas, que não notam a preocupação que esse pessoal, que faz leis e regras, tem com a gente!!! Ooooo gente sem consideração!!!

ARRECADAR MAIS OU PREOCUPAÇÃO COM A GENTE ?

A pergunta que fica é a seguinte: será que esse “pessoal ingrato”, citado acima, tem razão? Será que é tanta assim a preocupação que se tem para com nossas vidas ou será que a intenção disso é aumentar a arrecadação através do aumento de multas que, com certeza, ocorrerá???

Lembrando que tal estrada é o corredor mais “rápido”, ops, digo, mais “perto” para se acessar a cidade de Campinas e Jundiaí, destinos de muitos bragantinos. São cerca de 38 km de uma estrada com poucos pontos de ultrapassagem, de mão única e que “mata muito”, pois com muita frequência vemos notícias de acidentes fatais em tal rodovia, mas será isso suficiente para justificar tal diminuição de velocidade, a ponto de se estipular um limite de velocidade onde muitas avenidas de cidades tem limite bem maior que essa rodovia? Ou seja, hoje você anda mais rápido dentro da cidade do que na rodovia (vá entender!!!???)

NA CONTRAMÃO ?


Raposão, mesmo, cansa de reclamar por aqui, do perigo que é essa rodovia e clama há décadas pela sua “duplicação” (aí sim uma atitude que realmente demonstraria a preocupação dos nossos dirigentes para com nossas vidas), pois sempre vemos mortes nela.

Pô Raposão! Então você deve estar feliz com tal medida que, com certeza, vai aumentar a segurança nessa estrada? A resposta é: NÃO!

O fato de uma estrada ter muitos acidentes, nem sempre o excesso de velocidade é o principal motivo. Nesta estrada o principal fator de acidentes é a ultrapassagem em local proibido, pois ela é um longo trecho de quase 40 km sem pontos de ultrapassagem e que quando pega um caminhão lento à sua frente, faz o motorista praticamente andar ela toda sem ter oportunidade de ultrapassar, causando impaciência, e daí os abusos e irresponsabilidades!

Assim, o número de acidentes não é justificativa para que se implante um limite de velocidade “que acaba causando mais problema do que solução”. Raposão explica: nossos carros estão cada vez mais rápidos e seguros. Note que em 1970 ou 80, por exemplo, estaríamos andando em velocidade mais alta que hoje, pois era 80 km/h o limite nesta rodovia, isso com aqueles veículos com bem menos segurança que os atuais.

Assim, a velocidade a ser adotada em uma rodovia tem de levar em conta vários fatores, pois quando se adota uma velocidade baixa demais, o “efeito é justamente o contrário do que se quer ter”, ou seja, no caso em questão, ao adotar apenas 60 km/h como a velocidade permitida para a estrada Bragança-Itatiba, você aumenta, e muito, as ultrapassagens e, consequentemente, aumenta o perigo da estrada. Onde há mais ultrapassagem, há mais perigo (levando-se em conta que é uma estrada de mão simples).

Vimos, recentemente, o prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, adotar uma medida exatamente contrária e diferente desta que foi feita na estrada Bragança-Itatiba, ou seja, ele aumentou os limites de velocidades nas marginais de São Paulo de 50 km/ para até 90 km/h, inclusive usando o chavão “acelera São Paulo”.

O raciocínio de Dória é o mesmo que o meu (cadê a modéstia Raposão?), ou seja, utilizando um limite maior de velocidade você acaba prevenindo acidentes à medida que ao se adotar uma velocidade muito baixa, outros fatores acabam contribuindo para que acidentes ocorram, como, por exemplo, a “impaciência” dos motoristas, o aumento de ultrapassagens (citada acima) e, até mesmo, a “sonolência” dos condutores.

Acredite: o número de abalroamento traseiro nas marginais de São Paulo aumentou muito desde que o limite de velocidade havia sido baixado para 50 km/h, pois muitos motoristas dormiam ao volante!

Eu mesmo era um deles, pois como atravessar a marginal inteira (com praticamente o mesmo comprimento que tem a estrada Bragança-Itatiba) andando a “sonolentos” 50 km/h, sem sentir sono ao volante? (lembrando que nos carros atuais, andando a 50 km/h a sensação é que se está quase parado). Portanto, essa adoção de 60 km/h na estrada Bragança-Itatiba está na contramão da segurança.

ALÔ DEPUTADO EDMIR !

Sabemos da influência e penetração que o deputado Edmir Chedid, e outros, têm perante o DER e outros órgãos que regulamentam esse tipo de coisa. Refiro ao Edmir porque ele sempre está por Bragança, dando uma atenção maior à região.

Então, Raposão apela ao deputado para que tente reverter tal situação, fazendo tal rodovia voltar ao limite anterior que era de 80 km/h, afinal, os argumentos para tanto estão aí acima, dados de “mão beijada” por Raposão (olha a falta de modéstia aí gente!!!!).

Ciente da atenção e retorno que o deputado sempre dá, vamos aguardar. Em breve cenas dos próximos capítulos.

ANALÓGICO x DIGITAL


Essa briga da Record, Rede TV e SBT com as operadoras de TV por assinatura, “já já” acaba, pois as três não vão aguentar a possível queda de público telespectador (estimado em 60 milhões de pessoas) que as operadoras estimam ter.

A verdade é que tais canais sempre deram de graça seus sinais para as operadoras e agora resolveram cobrar. Entendo ser isso um direito desses canais, mas o argumento das operadoras também é plausível, pois alegam não ter interesse em pagar por algo que é aberto ao público (se a pessoa quiser, basta colocar uma anteninha digital de $40 e ter o sinal desses canais).

E se não tiver sinal digital na região, então as operadoras de TV por assinatura estariam até fazendo “um favor”, levando a imagem desses canais aos telespectadores.

A verdade é que o único que ficou triste mesmo com essa mudança do sinal analógico para o digital de TV, foi o bom e velho Bom-Bril, que deixou de ter 1001 utilidades e agora tem apenas 1000, pois não adianta colocar ele na antena digital que em nada melhora o sinal. Como Raposão só usava Bom-Bril para por na antena, já deixei de comprá-lo!

FRASE DA SEMANA

“Sucesso nesta vida é passar por ela angariando o menor número de inimigos possíveis”.