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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


A expansão do Clube de Regatas Bandeirantes - (Parte II)
Quarta-Feira,  29 MAR 2017
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 Bragança Paulista de nossa mocidade foi agraciada, especialmente na década de 1940, por grande progresso na área esportiva.

Anteriormente rememoramos neste espaço o surgimento do até hoje importante e imponente Clube de Regatas Bandeirantes, palco de tantas competições de natação e remo.

Continuando o registro dos primeiros anos e realizações dos dinâmicos presidentes que passaram por este Clube, comentamos que em 1939 recebeu seu logotipo que existe até hoje.

Em 1940, o Clube adquiriu uma “jardineira” para atender aos associados. O veículo recebeu o nome carinhoso de Nhá Rita e era dirigido por Benedito Augusto de Mello, mais conhecido por Dito Sapo, um misto de motorista e instrutor de natação, que além de grande nadador, conhecia detalhadamente o Tanque do Moinho.

A partir das 05h00 o Dito começava a recolher os desportistas e os transportava para o clube onde, além da natação, também era praticado ‘bola ao cesto’ pelos freqüentadores do recinto.

A Nhá Rita fazia o percurso Cidade-Tanque do Moinho e vice-versa, várias vezes ao dia, para transportar os costumeiros passageiros e aqueles que iam simplesmente para passear à volta do Tanque ou andar de barco.

Para atender os associados, foi necessário encontrar um lugar na cidade onde os sócios do clube pudessem frequentar, sendo o local escolhido o prédio do antigo Cine Teatro Bragantino, na Rua do Comércio, esquina com a Rua Exp. Basílio Zecchin Jr., onde hoje se encontra construído o Edifício Santo Antônio. O local tornou-se o ponto de encontro dos associados, uma vez que ali eram promovidas festas, bailes, bem como jogos de basquete, onde pontuaram vários craques desse jogo.

Tempos depois, a diretoria do Clube de Regatas Bandeirantes alugou um outro local para instalar sua sede na cidade, à Praça Raul Leme, nº 126, na parte dos fundos da casa onde existia a Farmácia São Vicente, hoje ocupado por uma sorveteria.

Lá ficavam expostas as taças, as medalhas e os demais troféus que pertenciam à sociedade e havia jogos de baralho, xadrez, damas e pingue-pongue. Era então seu presidente o sr. Chateaubriand Leme, que diariamente víamos freqüentando o clube e tomando providências inerentes ao seu cargo.

Dali, o salão de jogos do Clube de Regatas Bandeirantes passou para o 1º andar do então Cine Bragança, e tinha como responsáveis pela parte social na cidade os senhores Áureo Rosa e seu irmão Urias Rosa, tendo o salão ali funcionado durante vários anos.

Na década de 1950, quando era prefeito da cidade o dr. Lourenço Quilicci, sendo presidente do clube o sr. David Picoli, foi construído um então moderno trampolim e foram efetuadas várias benfeitorias na sede social, as quais foram inauguradas por ocasião do aniversário do clube com grandes solenidades, na qual tomaram parte, além do prefeito, autoridades locais e associados. Nessa ocasião foram homenageados vários dos seus fundadores e os membros da diretoria da época e das anteriores.

Com o decorrer do tempo foram criadas junto ao Tanque do Moinho uma quadra de basquete e um campo de futebol, e paulatinamente, foram feitas novas benfeitorias, entre as quais quadras de bocha, que ainda são usufruídas pelos sócios.

Quando o clube tinha como presidente o sr. Lucio Nicolatti e tesoureiro o sr. Omair Fagundes de Oliveira, foi adquirida do sr. José da Silva Pinto, mais conhecido por Zé Pedrinho, antigo morador do bairro do Matadouro, uma área contígua ao clube, destinada à sua expansão. Hoje, divisando com esse terreno existe o loteamento Jardim do Lago.

Esta é, portanto, parte da história do Clube de Regatas Bandeirantes desde sua fundação, que foi relembrada na parte I deste texto até algumas décadas atrás. Por sua diretoria passaram pessoas de relevo social e político e, graças ao empenho de seus diretores, esse clube atualmente é um local de lazer dos mais concorridos de nossa cidade. Possui uma bela sede social e sua diretoria não mede esforços com o fito de fazer dele um clube à altura dos melhores existentes no país.

Assim, com estas considerações, visamos homenagear os idealizadores do Clube de Regatas Bandeirantes, encabeçados pela figura ilustre do dr. José de Aguiar Leme, bem como todos os diretores e associados e, principalmente, os abnegados sócios fundadores, cuja relação já publicamos sem os quais o portentoso clube certamente não existiria.

E por terem possuído tamanho amor e desvelo pelo Clube de Regatas Bandeirantes, todos eles fazem parte da nossa história.

JOSÉ CARLOS CHIARION é advogado, escritor e membro da Associação dos Escritores (ASES). Foi vereador; colunista do Bragança-Jornal Diário; participou da fundação e foi presidente da Associação Bragantina de Imprensa (ABI). É autor do livro “Um Pouco da Nossa História”.

EM TEMPO: Acompanhe toda sexta-feira, no “Altiora Jornal” exibido pela nossa TV Altiora, às 19:00 horas, a “Agenda Cultural”, onde cada semana um assunto dos aqui por nós abordado é comentado pelo jornalista Fabio Silverio, com a colaboração fotográfica de Luis Antonio Palombello.