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BragançaPaulista18 Jan 2018


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“Brasil país continente”: afirmação constante na fala dos políticos
Sábado,  25 MAR 2017
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 “BRASIL PAÍS CONTINENTE”: AFIRMAÇÃO CONSTANTE NA FALA DOS POLÍTICOS E DOS GOVERNANTES, PRINCIPALMENTE NA HORA DOS PROBLEMAS

Territorialmente o Brasil está dividido em regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Brasil Central, onde se localiza Brasília, o nascedouro das nossas crises e dos nossos problemas. Ali está a capital financeira, a sede central do nosso dinheiro, arrecadado via impostos, de todos cidadãos.

Ali se lavram as normas de como sugar o produto do nosso trabalho e a forma desumana de distribuí-lo nos altíssimos salários da classe política e dos ocupantes dos altos cargos públicos ditos relevantes, por exemplo, os ministros e os seus “derivados”.

Pois é, essa exuberância salarial regada a altas mordomias desce até aos municípios sob o efeito cascata e, naturalmente, é absorvido de bom grado pelos atingidos que em qualquer questionamento se redimem da “culpa”. Dizem-se amparados na nefasta lei vampiresca, não são capazes de olhar ao seu redor e são dotados de uma insensibilidade total.

Estamos nos referindo à classe política que, neste momento de crise geral, não se propõe a abrir mão dos seus absurdos salários e das suas odiosas mordomias. Por certo, aprovarão as mudanças na Previdência, nas leis do trabalho e no aumento dos impostos.

Daqui a pouco o atendimento à saúde pública será taxado. Tudo isso, em nome do “déficit” que eles próprios, que se fazem donos do poder, causaram. E nós pagamos! E ainda condenamos os insurgentes, os que enxergam as injustiças.

Cadê a Educação? Cadê os professores cujo teto salarial não chega a R$ 3 mil? Cadê as entidades da classe do magistério? Estão amorfas, acomodadas nas suas sedes, promovendo festinhas, agendando turismo pago pelos associados e só. Cadê a mobilização da classe do magistério? Cadê? Os médicos seguem pelo mesmo caminho, numa jornada semanal de 20 horas ‘trabalhadas mesmo’, o salário proposto não chega a R$3 mil.

E o vereador de nossa Bragança, que recebe de salário mensal R$ 12 mil mais mordomias? E quantas horas trabalham efetivamente no cargo? Sabemos que a maioria continua nas suas atividades particulares. Cabe a nós cidadãos o dever de acompanhar e de cobrar dos eleitos o trabalho nas suas funções.

PELO ANDAR DA CARRUAGEM, PARECE QUE A MAIORIA DOS CIDADÃOS BRASILEIROS NÃO SE DÁ CONTA DO QUANTO SOMOS ESPOLIADOS

Parece que não conseguimos eliminar a pecha de “Brasil-Colônia”, a estratificação em castas sociais insistem em persistir até nas camadas menos favorecidas que olham para os bem “situados” com um certo temor, com passividade, com senso de obediência total. Nas famílias, nos bancos escolares e nos meios de comunicação não se ensina o tripé norteador de uma sociedade: igualdade, fraternidade e humanidade, lema da Revolução Francesa.

O que se percebe por aqui é um menosprezo das classes menos categorizadas como se elas não fossem revestidas de total importância dentro do contexto. Por que essa discriminação? Por que essa injustiça social? Em pleno século 21 a vigência medieval continua existindo. Todo ser humano é dotado de potencialidades e ninguém tem o direito de cortá-las. Tem o dever de fazê-las desabrochar!

A ANGÚSTIA NOS FAZ DESVIAR DO ASSUNTO: FALÁVAMOS DO TAMANHO DO BRASIL, DAS SUAS REGIÕES

Pelas nossas contas, temos uma meia dúzia de brasis, cada um com suas características próprias, com suas necessidades peculiares, com demandas diferenciadas. Impossível querer padronizá-los. Por que não se estabelecer uma sede governamental em cada região para que os problemas detectados sejam ali solucionados? Em se tratando de saúde pública, que acaba sendo sinônimo de preservação da vida humana, parece que estamos diante de uma situação que extrapolou fronteiras.

Estamos falando da febre amarela, que pelos noticiários pode estar presente na nossa região, no aguardo da comprovação de exames laboratoriais em macacos encontrados mortos. Não culpemos a internet, o pernilongo não é virtual. Será que ele desviou Brasília e a Praça do Três Poderes e veio para a nossa região? O sangue daqui é depurado?

Pois é, precisamos mudar a letra da canção: “Moro num país tropical, abandonado por Deus e bonito por natureza! ‘Abandonado’ em vez de ‘abençoado’, pois Deus se cansou. É assim que estamos nos sentindo. As corrupções campeiam às soltas, já perdemos as contas de tantas operações da Polícia Federal, da Lava Jato.

Estamos agora na operação “Carne fraca”, que detectou 21 frigoríficos de renome que propinavam fiscais para a liberação de carnes impróprias para o consumo. E perguntamos: o que estará por trás disso? Num país desgovernado, geram muitas suposições. O Paraná virou o Estado guardião da nação.

UM POUQUINHO DE NOSSA BRAGANÇA, A NOSSA CIDADE QUE AOS POUCOS COMEÇA A RESPIRAR LIMPEZA NAS RUAS E PRAÇAS

Nós moradores de Bragança estamos no aguardo de medidas efetivas que venham a resolver de vez e de fato a circulação de caminhões enormes, carretas com inúmeros eixos pelas nossas ruas e avenidas, que causam desgastes no asfalto e acabam por congestionar as estradas intermunicipais. Alô, senhor secretário municipal de Mobilidade Urbana! Seus planos e projetos precisam sair do papel!

Há uma solicitação permanente a respeito dos estacionamentos por parte dos usuários e da vizinhança. Existe regulamentação própria? Todos tem alvará de autorização da Prefeitura acompanhado do laudo do Corpo de Bombeiros?

Quais as normas de segurança? Tem ligação de água, hidrante, ligação de luz, pisca alerta, cabine controladora, alarme, guarda noturno? Há espaço permanente para evacuação? Existem estacionamentos que são simplesmente ‘amontoamento’ de carros, que põem em risco os proprietários dos veículos e a vizinhança. Temos certeza de que o prefeito Jesus tomará as devidas providências.

Todos nós sabemos do estado lastimável que o ex-prefeito deixou nossa Bragança, onde tudo é urgente, tudo é necessário. Como é necessário refazer a pintura das faixas de pedestres. Os motoristas costumam não observá-las e sem a pintura a desculpa é inevitável. O pedestre corre risco de atropelamento.

Acreditamos que estamos no caminho certo: apoio do deputado Edmir Chedid nos âmbitos federal e estadual e a ‘dupla dinâmica’ prefeito Jesus e vice Amauri fazem crer que teremos um fechamento de ano realizador. Tomara que os secretários municipais saibam acompanhar os ‘acordes da banda’. Estamos já no 3º mês e muitos ainda não deram visibilidade.

A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !