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BragançaPaulista18 Jan 2018


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Raposão e a ingenuidade
Sexta-Feira,  17 MAR 2017
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 Nem todos foram ingênuos, e isso já é um bom sinal!

Movimento convocado para o último dia 15 contra a reforma da Previdência tinha claro cunho político, visando o apoio à candidatura Lula para presidente, e, ainda bem, nem todos embarcaram nessa e por isso o movimento foi bem menor do que se previa.

Só para “se ter” uma ideia da real finalidade e do sentido político do movimento, o ápice dele foi o discurso do ex-presidente lá na Avenida Paulista (ele, aliás, continua “sem saber de nada”, pois deu um depoimento esta semana, onde afirmou não saber quanto ganha por mês), falou as mesmas “papagaiadas e balelas” para quem ainda acredita nele ou, se não acredita, espera por uma vaguinha ou um carguinho num suposto novo governo do PT.

Novo governo do PT? Mas será que toda essa crise que estamos passando, fruto do governo mais corrupto da história desse país, do maior esquema de corrupção da história da humanidade, que ocasionou essa crise que estamos passando (que é a maior da história dessa nação!), com milhares de empresas e lojas fechando a cada dia, e milhões de desempregados, enfim, será que tudo isso que estamos amargando ainda não nos ensinou o bastante? O tempo dirá...

REFORMA

Esse pessoal é assim: usa algo relevante para incutir na cabeça das pessoas antigos males, afinal, convocar a gente para protestar contra a reforma da Previdência e ter de engolir um discurso do chefe de muita gente que se encontra presa??? (Zés Dirceus e Paloccis da vida). Aaaaa, isso já é demais!

Quanto à reforma da Previdência, Raposão acha o seguinte: quando todos pararem de olhar para o próprio umbigo e todos aceitarem uma forma única de se aposentarem, com as mesmas regras PARA TODOS, isso dará certo! Mas, com sistemas diferentes para políticos, polícias, judiciário, legislativo, etc, etc, essa reforma será apenas mais um fardo que poucos carregarão.

Por enquanto, o Brasil continua sendo a terra de “cada um por si”!

CARA DE PAU

Vejo os políticos lá de Brasília se “movimentarem a cada movimento” da Lava Jato, na tentativa de tentar escapar dela. Tem deputado e senador falando que “nem todo caixa 2 é corrupção”; tem uns querendo mudar a próxima eleição (onde não se votaria em um único deputado, mas sim numa lista indicada pelo partido, pois assim um deputado corrupto tem mais chance de se eleger, pois vai na esteira dos outros), enfim, é tanta “proposta suja” que faz até Raposão pensar que em muitos países que conhece, já teriam posto fogo no Congresso há muito tempo!!!

Espanta, e muito, a cara de pau desses políticos e a tremenda falta de medo que eles têm de propor tanta “bandidagem” (não encontro outro termo para nomear esses atos). Eles demonstram não ter medo nem da Justiça, nem da população que os elegem e nem vergonha de se sujar perante a própria família.

REFORMA AONDE ?

Voltando ao assunto da reforma da Previdência, creio que se fizer uma “reforma política”, tirando os milhões que os deputados e senadores (e aqui incluo, também, os deputados estaduais e vereadores) recebem para “fazerem política”, cortando tudo (funcionários, papel, envelopes, correios, passagens, assessores, gasolina, carros, motoristas, adicional de terno e gravata e de moradia e de sei lá o que mais!!!??), tenho “certeza absoluta” (perdão pela redundância) de que nem essa reforma da Previdência seria necessária.

O Brasil joga bilhões no lixo dando dinheiro para esses políticos “fazerem política”, pois é isso que eles fazem com esse dinheiro.

DINHEIRO JOGADO FORA

Sobre esse assunto, ou seja, sobre os milhões que os políticos recebem para “fazer política”, somando-se tudo (salário, carros, motoristas, passagens, gasolina, envelopes, correio, etc, etc, etc), estima-se, por exemplo, que um deputado estadual tenha cerca de 1,5 milhão disponível para fazer sua campanha de reeleição. Já um deputado federal teria cerca de 2,5 milhões.

Ora, isso fere a princípio de igualdade, pois o político cumprindo mandato, com toda essa “dinheirama”, sai na frente e ainda conta com a máquina governamental na mão, transformando a eleição em algo desigual.

A solução para isso “será que seria” haver financiamento público para a campanha ou voltar à época antiga, onde políticos não recebiam salários e nem nada? Será que aí teríamos gente verdadeiramente interessada no bem estar da sociedade?

PROVOCAÇÃO OU CONSTATAÇÃO ?

Raposão até se emocionou com as dezenas ou centenas de manifestações que recebeu no último sábado, quando o tricampeão mundial do Morumbi enfrentou o vice-campeão mundial do saudoso Parque Antártica (aquilo sim era estádio!!!). Foram tantos amigos palmeirenses que me ligaram ou mandaram mensagem ou “zapzap”, que citar algum nome aqui seria uma grande injustiça.

Lembrando que foi um jogo para “cumprir tabela”, enfim, um joguinho sem importância alguma e nem levado muito a sério pelas equipes, pois ambas jogaram bem desfalcadas.

Na verdade, “descobriram” que Raposão foi conhecer o tal do “Allianz Parque”, o novo estádio “da W Torre” (parece que ele “voltará a ser” do Palmeiras daqui uns “30 anos” – lembrando que o Engenhão começou a cair após 5 anos de uso) e confesso que fiquei muito decepcionado. Local bonitinho, mas extremamente apertado (acredite, para um sentar todos os demais da fileira de bancos têm de se levantar – nunca levantei e sentei tanto na vida!!!

Nem em culto religioso ou na missa de domingo Raposão sentou e se levantou tanto assim!!!), com ângulo de visão ruim (parece que está assistindo a partida de “helicóptero”, ou seja, a gente vê o jogo de cima do gramado – obs: sentei-me atrás do gol) e muito pequeno, ideal para jogos com até 29 mil pessoas, o que me causou espanto, pois “parece” que a torcida do verdão (como eles próprios chamam o time) é “um pouco” maior que isso.

Estacionamento??? Xiiii...esqueça!! Tem vaga apenas para 1.500 carros e nem sei como a Prefeitura de São Paulo deu alvará para funcionar diante de tão poucas vagas!!?? (lembrando que só em um “terreno baldio” que tem bem em frente ao estádio do Morumbi, cabem uns 2.500 carros e é a metade do preço do estacionamento do Allianz!!!). Acredite: Raposão teve de parar num posto de gasolina próximo ao campinho, digo, próximo ao estádio, e ainda pagar R$50 para deixar seu “pois é-Benz” lá parado!).

Nada como o confortável e espaçoso estádio do Morumbi! Ali sim se joga futebol de verdade, como na época dos nossos pais e avôs!!! Nada de frescura, como vi no Allianz, com pipocas embaladas e cachorros quentes lacrados no plástico (prá que isso?). Enfim, o que salvou mesmo no campinho da W Torre foram as escadas rolantes que facilitam o acesso às arquibancadas (muito útil, afinal Raposão anda bem gordinho), pois o restante, Deus que me livre!!!! Não volto nunca mais!!! Nada como o bom e confortável Morumbi!!!

Um bom final de semana a todos, lembrando que esta Coluna é meramente fictícia, com verdades e inverdades (cabendo a você, leitor, descobrir qual é qual?), e na sexta-feira que vem tem mais (se Deus assim consentir), lembrando que Raposão aceita dicas, opiniões, críticas e, é lógico, elogios (desde já, os agradeço), que podem ser feitos via e-mail, telefone (ver ambos abaixo), “sinais de fumaça” ou cartas para redação do BJD, situada à Av. Antônio Pires Pimentel nº 957, Centro, Bragança Paulista, CEP 12914-000.

Acompanhem também Raposão na Internet, pelo site www.bjd.com.br e no Facebook (Raposão João Raposo Advogados Associados). João José Raposo de Medeiros Jr. é advogado e colaborador do BJD desde 1982. Contatos pelo e-mail joao_raposo@terra.com.br ou pelo tel. 9-8353-5626 (cel. TIM) (digite o número 9 “mais” a palavra “TELEJOAO” no teclado do tel que dá esse número, bem mais fácil de guardar, não?).