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BragançaPaulista18 Jan 2018


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Desigualdade das riquezas
Sábado,  28 JAN 2017
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 Esse, com certeza, é um tema bastante complexo que, novamente, exige muito cuidado e discernimento em seu desenvolvimento. Refiro me a ele nesta semana, em decorrência de um questionamento que recebi em uma conversa cotidiana....

A pergunta a mim dirigida foi a seguinte: “Você sabe dizer por que há tanta violência, roubos, homicídios, vícios etc no mundo?” Sem que houvesse tempo para reflexão, a resposta em tom de afirmação a mim dirigida foi: “Desigualdade Social”.

Raciocinando posteriormente, com mais calma e atenção, ponderei que, sem dúvida, as desigualdades sociais existem nos “quatro cantos” do planeta; isso é inquestionável; porém, não são motivos justificáveis para a delinquência, a violência e os vícios de toda ordem. Eles decorrem de desvios morais e não necessariamente das condições econômicas e sociais de um cidadão.

A questão seguinte que se coloca, porém, é........ Por que Deus, soberanamente justo e bom, em sua infinita bondade, permite então que tais desigualdades sociais, tais diferenças de “poder aquisitivo” e de “distribuição de riqueza” existam em nosso mundo? Automaticamente me vem a “voz da consciência” lembrando que tudo que Deus “permite”, tem uma finalidade útil.

Recorro ao Evangelho Segundo o Espiritismo e me deparo com a seguinte lição no Capitulo XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon – Item 8 – Desigualdade das Riquezas....

“A desigualdade das riquezas é um desses problemas que se procura em vão resolver se não se considera senão a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que todos os homens não são igualmente ricos? Não o são por uma razão muito simples: é que eles não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem moderados e previdentes para conservar.

Aliás, é um ponto matematicamente demonstrado que a fortuna, igualmente repartida, daria a cada qual uma parte mínima e insuficiente; que, supondo-se essa repartição feita, o equilíbrio estaria rompido em pouco tempo, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, cada um tendo apenas do que viver, isso seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da Humanidade; que, supondo-se que ela desse a cada um o necessário, não haveria mais o aguilhão que compele às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é porque daí ela derrama em quantidade suficiente segundo as necessidades.

Admitindo isso, pergunta-se por que Deus a dá a pessoas incapazes para fazê-la frutificar para o bem de todos. Aí ainda está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus.

Dando ao homem o livre-arbítrio, quis que ele alcançasse, por sua própria experiência, a distinção do bem e do mal, e que a prática do bem fosse o resultado dos seus esforços e da sua própria vontade.

Ele não deve ser conduzido fatalmente, nem ao bem nem ao mal, sem o que não seria senão um instrumento passivo e irresponsável, como os animais.

A fortuna é um meio de prová-lo moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso. Deus não quer que ela fique muito tempo improdutiva e, por isso, a desloca incessantemente.

Cada um deve possuí-la para experimentar servir-se dela, e provar o uso que dela sabe fazer; mas como há a impossibilidade material de que todos a tenham ao mesmo tempo; que aliás, se todo mundo a possuísse, ninguém trabalharia e o aprimoramento do globo com isso sofreria, cada um a possui a seu turno: quem não a tem hoje, já a teve ou terá numa outra existência, e quem a tem agora, poderá não tê-la mais amanhã.

Há ricos e pobres, porque, Deus, sendo justo, cada um deve trabalhar a seu turno; a pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação”.

Desta forma podemos concluir então, que a fonte do mal encontra-se, portanto, no orgulho, no egoísmo e na vaidade, independente das condições econômicas e sociais de quem as pratica; os abusos de toda espécie cessarão por si mesmos quando os próprios homens se regerem pela lei da caridade.

Envie suas dúvidas, comentários, críticas e sugestões para o Autor: Silney de Souza, pelo email: silney.souza@yahoo.com.br. Não se esqueça de clicar em “curtir” logo abaixo.