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BragançaPaulista17 Jan 2018


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A semeadura é livre, mas a colheita é certa...
Sábado,  14 JAN 2017
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 Essa é uma “frase” que muitos de nós já ouviu diversas vezes..... Até mesmo as suas variações que por vezes são ditas ou ouvidas principalmente em momentos em que os ânimos estão mais exaltados, em tom de certo desejo de “vingança”.... o famoso “deixa estar, aqui se faz, aqui se paga”.

Não é incomum que essas palavras sejam proferidas imaginando ou até mesmo desejando que Deus aplique a sua (ou a nossa) justiça imediatamente, fazendo com que o nosso desafeto colha instantaneamente o mal que nos causou.

Creio, no entanto, que a correta interpretação do “colhemos o que plantamos” ou do “aqui se faz, aqui se paga”, exige um pouco mais de reflexão, filosofia e aprofundamento.

Primeiro porque nem tudo que interpretamos ou tomamos como um mal feito a nós, efetivamente o seja. Quantas e quantas vezes aquela pessoa que identificamos como uma causadora de um mal terrível contra nós sequer pensou nisso ao praticar determinado ato.

Segundo porque a cada ação corresponde uma reação. Isso é uma lei da física. E nem sempre a ação ou a reação é favorável a nós, independente de avaliarmos se certa pessoa teve, efetivamente, a intenção de nos prejudicar praticando tal ação.

Terceira, porque o nosso espírito de sobrevivência, o nosso orgulho, o nosso egoísmo e a nossa vaidade (todos tão difíceis de admitirmos até para nós mesmos, diga se de passagem), não nos permitem avaliar os atos praticados com altruísmo, mas sim sempre pesando na balança lucros ou prejuízos, privilégios ou dissabores a nós causados.

A limitação de um artigo como este não nos permite aprofundarmos essa linha de raciocínio, porém certo é que raras são as situações nas quais colocamos em nossas análises o elemento “vida infinita” da qual somos detentores e responsáveis.

Deus criou leis imutáveis, aplicáveis a todo o universo (imutáveis sim, caso contrário o universo não teria estabilidade) e, consequentemente, a nós que somos os seus filhos infinitos (Só Deus é eterno - não teve começo e não terá fim. Nós somos infinitos, pois fomos criados por Deus para vivermos infinitamente).

Sendo Deus soberanamente justo e bom, assim como o hábil médico que ministra o remédio amargo para cura do seu paciente, ministra doses dos remédios necessários à nossa evolução e ao nosso aprendizado nos momentos por Ele entendidos como sendo os mais adequados. Sendo Ele a inteligência suprema, teríamos nós condições de questionar os seus desígnios?

Certamente que não e isso inclui também a avaliação do momento em que o aprendizado nos é ofertado. Seja, portanto, na existência atual, seja na vida futura. Seja qual for o tamanho da dose amarga de remédio ministrado a nós pelo criador, a pergunta a ser realizada seria então: Para que estamos passando por isso? E nunca porque!

Para que, significa compreender qual o aprendizado que deve ser retirado daquela lição, sempre lembrando que vivemos em razão do nosso atual grau de evolução, em um mundo de provas e expiações assemelhado a uma escola e a um hospital. O aluno só passa para a série seguinte quando a lição está aprendida e o doente só sai do hospital quando está curado.

Por mais difícil que seja o momento vivido, lembremos sempre que a causa de nossos males se encontra em nós mesmos, e se a origem não se encontra nessa vida, certamente se encontrará em vidas passadas. Caso contrário, estaríamos pondo em cheque a inteligência, a bondade e principalmente a justiça de Deus.

“Plantar” e praticar o amor ensinado pelo Cristo me parece, portanto, o único preservativo capaz de nos livrar de sofrimentos futuros.

Sempre lembrando que a dor e o sofrimento são métodos didáticos quando nos recusamos a aprender pelo amor. Quem está preparado para fazê-lo?

Envie suas dúvidas, comentários, críticas e sugestões para o Autor: Silney de Souza, pelo email: silney.souza@yahoo.com.br