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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


O Magnetismo e o Espiritismo - Ciências irmãs
Sábado,  03 DEZ 2016
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 Não há uma data específica em que se confirme a implantação do magnetismo no seio da humanidade. Os mais antigos registros feitos pela Sociologia e pela Antropologia demonstram comportamentos humanos onde o magnetismo humano é utilizado como método de cura e busca espiritual.

Franz Anton Mesmer, nascido na Alemanha em 1734, é apresentado como o responsável pela codificação e demonstração prática do magnetismo, por ele denominado como “Teoria do Magnetismo Animal”. Entre os seus discípulos diretos estão François Deleuze e Marques de Puységur, que juntamente com os seus sucessores deram grande contribuição para que o magnetismo fosse reputado como ciência e visto com o respeito que se deve às grandes coisas. O Barão du Potet (1796-1881), outro grande expoente do estudo do magnetismo, iniciou os seus experimentos em 1821, na França. Durante anos escreveu uma série de livros que mantiveram o tema do magnetismo animal em constante debate.

Atribui-se ao Barão du Potet a condição de orientador de Hippolyte Léon Denizart Rivail (que posteriormente utilizou-se do pseudônimo de Allan Kardec - o codificador da Doutrina Espírita). Kardec estudou e praticou o magnetismo durante 35 anos. Ele identificou os laços íntimos entre essa ciência e seus fenômenos com a essência do que os Espíritos vinham trazendo com a “Nova Doutrina”.

Desde a introdução de “O Livro dos Espíritos” à questão 555 da mesma obra, além de um sem números de artigos e anotações realizadas nos demais livros da Codificação e na Revista Espírita que editou ao longo de quase 12 anos, Kardec sempre deixou clara e inequívoca a existência de estreitos laços que unem as duas ciências a tal ponto que “se dela nos afastarmos ficarem paralisados”.

Mas, infelizmente, o magnetismo foi esquecido e foi no Brasil que encontrou no decorrer das últimas décadas um novo rumo. Foi pelas mãos de Paulo Henrique Figueiredo que os livros de Mesmer foram publicados no idioma português - “Livro: Mesmer - Paulo Henrique de Figueiredo - Conspiração do Silêncio - Editora Lachatre” e pelo esforço de Jacob Melo as obras dos mais importantes magnetizadores tem sido traduzidas gradualmente para o português. Detalhes dessas publicações podem ser encontrados no site: http://www.jacobmelo.com/. No site você também pode encontrar o Jornal Vórtice, editado sob a responsabilidade de Adilson Mota de Santana e sua equipe, em Aracaju/SE, que é o único jornal de Magnetismo do Brasil, publicado mensalmente e apenas na versão digital. O jornal também pode ser solicitado diretamente pelo email “jvortice@gmail.com”.

Mas o que é o magnetismo? No Capítulo 19 do Evangelho Segundo o Espiritismo, na lição denominada “A fé humana e a fé divina”, encontramos: “... O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres..... Encontramos ainda nesse mesmo capítulo a seguinte frase: Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamaram de prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. Um Espírito Protetor, em Paris, l863.”

O Magnetismo é a fé raciocinada e a caridade ativa!!!

Alguns praticantes da Doutrina Espírita por vezes me questionam se seria lícito alterar as provas de nossos irmãos encarnados em suas experiências evolutivas. Em resposta, costumo fazer referência ao Capítulo IX - Provas Voluntárias, o verdadeiro Cilício, de O Evangelho Segundo o Espiritismo que nos ensina que:

“Não digais, portanto, aos verdes um irmão ferido: “É a justiça de Deus, e é necessário que siga o seu curso”, mas dizei, ao contrário: “Vejamos que meios nosso Pai misericordioso me concedeu, para aliviar o sofrimento de meu irmão. Vejamos se o meu conforto moral, meu amparo material, meus conselhos, poderão ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar este sofrimento; se não me deu, como prova também, ou talvez como expiação, o poder de cortar o mal e substituí-lo pela benção da paz”.


Auxiliai-vos sempre, pois em vossas provas mútuas, e jamais vos encareis como instrumentos de tortura. Esse pensamento deve revoltar todo homem de bom coração, sobretudo os espíritas. Porque o espírito mais que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. O espírita deve pensar que sua vida inteira tem de ser um ato de amor e de abnegação, e que por mais que faça para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá o seu curso. Ele pode, pois, sem medo, fazer todos os esforços para aliviar o amargor da expiação, porque somente Deus pode cortá-la ou prolongá-la, segundo o que julgar a respeito.”

Lembrando ainda do nosso querido Chico que certa vez disse: “Se Deus quisesse que nós, seres humanos, sofrêssemos todas as dores, não teria permitido, em sua infinita bondade, que tivéssemos desenvolvido a anestesia!”

Voltaremos na próxima semana falando mais sobre o tema. ENVIE SUAS DÚVIDAS, COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES PARA O AUTOR: SILNEY DE SOUZA, PELO EMAIL: SILNEY.SOUZA@YAHOO.COM.BR