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BragançaPaulista18 Jan 2018


Colunistas


100 anos do Samba
Sexta-Feira,  02 DEZ 2016
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 A gravação mecânica possibilitou a propagação do trabalho de vários compositores que criaram músicas com ritmos e temas populares, condições para a origem do “samba”. Sabe-se que na Bahia, provavelmente berço das primeiras sessões, a palavra samba já era usada em fins do séc. XIX para designar as festas de dança de negros escravos.

A ampliação do novo ritmo deveu-se a um movimento migratório de velhas baianas em direção ao Rio de Janeiro. Entre elas, as chamadas “tias”, estavam: “Tia Ciata (doceira e festeira); Tia Amélia (mãe de Donga - Ernesto Joaquim Mariados Santos); Tia Prisciliana (mãe de João da Baiana) e a Tia Mônica (mãe de Pendengo e de Carmen do Xibuca). Passaram a viver no Rio de Janeiro e aos poucos, algumas dessas famílias foram se espalhando pelo centro.

E o “samba” como música estava nascendo na casa da “Tia Ciata”. Evoluiu de um ritmo inicialmente amaxixado e passou pelo samba de primeira parte, com a segunda em versos improvisados na hora, ganhando, aos poucos, força e identidade.

O samba se formou com sensíveis e variadas influências musicais de época, incluindo o “lundu”, “polca” e “maxixe”. Reunia-se então uma jovem geração de compositores e ritmistas negros, entre eles, Pixinguinha, Donga e João da Baiana, justamente na casa da Tia Ciata.

E em 1917, Donga (violonista) registra o samba “Pelo Telefone”, que marcou o começo da profissionalização na música popular e o nascimento oficial do “Samba”, considerado oficialmente o primeiro samba gravado no Brasil. Primeiro pela Banda Odeon e logo em seguida por Baiano, para a Casa Edsom do Rio de Janeiro.