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BragançaPaulista21 Jan 2018


Colunistas


Curiosidades sobre artistas e suas obras: Pedro Américo e a tela Tiradentes Esquartejado
Quarta-Feira,  10 JUN 2015
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 As telas mais famosas de Pedro Américo de Figueiredo e Mello são: “Independência ou Morte” e “Tiradentes Esquartejado”. Lembro-me bem, quando criança, que essas duas obras eram integrantes das cartilhas escolares, ilustrando livros de história do Brasil.

Sobre a tela de Tiradentes esquartejado, temos algumas considerações: Tiradentes foi executado na forca em 21 de abril de 1792, seu corpo esquartejado e seus restos mortais espalhados pela localidade, servindo de exemplo aos que ousassem conspirar contra a soberania Portuguesa.



Como naquela ocasião o Brasil era colonia de Portugual, logicamente ele foi “esquecido” por quase cem anos, pois era um combatente do regime e considerado um traidor da pátria. Após a proclamação da República, em 1889, os Republicanos precisavam de um heroi nacional e Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi proclamado o martir. Em 1893, Pedro Américo pintou a tela com o tema, em uma composição fria e chocante ao mostrar o heroi da Inconfidência Mineira, após o esquartejamento.

A imagem de Tiradentes é desconhecida, porém o artista o associou à imagem de Jesus Cristo, com cabelos compridos e barbas longas; suas vestes também, não por acaso, eram brancas, contrapondo, habilmente, com partes da vestes em azul, produzindo uma coloração harmoniosa.

A composição geométrica tem ainda madeiras em forma de cruz, lembrando novamente Jesus; o corpo fragmentado remete a telas de outros artistas, como Theodore Géricalt e suas pinturas de “corpos supliciados”; seu braço estendido lembram “Pietá” e “Cristo Morto”, esculturas de Michelangelo. Tomado como um heroi republicano, o “Tiradentes” de Pedro Américo foi exposto no Rio de Janeiro em 1893, sendo considerada por alguns, como um “matadouro” ou um “açougue de carne humana”.

Pedro Américo declarou, defendendo a obra: “Creio ter oferecido à opinião pública um espetáculo próprio para tornar patente a hediondez da barbaria humana, no tempo em que viveu, cheio de angélicas esperanças e heroicas ilusões patrióticas, o martir de cuja grandeza moral ainda alguns duvidam”.

A tela foi exposta no edifício da Câmara de Juiz de Fora, em 1893, que acabou adquirindo-a. Hoje ela faz parte da Fundação Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora-MG.

Pedro Américo de Figueiredo e Mello, nasceu em Areia, na Paraíba, em 29 de abril de 1843. Aos 10 anos de idade, sua genialidade precoce em desenhar encantou o cientista Louis Jacques Brunet e o pintor Bindsel, que integravam uma expedição cientifica na Paraíba.

O menino, então, é convidado a integrar a expedição, que registrava, em desenhos e relatos, a fauna e flora, além do cotidiano dos brasileiros. Em 1855 muda-se para o Rio de Janeiro e passa a estudar na Academia Imperial de Belas Artes, conquistando várias medalhas. Em 1859 recebe uma bolsa do Imperador e vai a Paris estudar na École Nationale Supérieire des Beaux-Arts.

Voltou da Europa e foi professor na mesma Academia Imperial de Belas Artes, em que se destacou quando jovem; foi ainda escritor, publicando romances. Também foi deputado pela Paraíba, na Assembleia Nacional, em 1890. Faleceu em Florença, na Itália, em 7 de outubro de 1905 e seus restos mortais foram trasladados para cidade de Areia, onde nasceu.

Exposição de Joan Miró

Continua no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a exposição de Joan Miró, aberta em 24 de maio. Uma exposição imperdível do grande mestre catalão.

São 112 obras, entre pinturas e esculturas, sob o título de “Joan Miró – a força da matéria”.

Miró nasceu em Barcelona em 1893 e faleceu em Palma de Maiorca, em 1983, perto dos cem anos. Teve em sua carreira, períodos no Surrealismo, Arte Moderna e Dadaísmo. Ao lado de Pablo Picasso, Salvador Dalí, foi um dos maiores artistas do século XX.

Centenário do nascimento de Padre Aldo Bollini

A Sociedade Ítalo-Brasileira promove, dia 19 de junho, às 20 horas, no Teatro Santa Terezinha, a apresentação da Orquestra de Metais Lyra Bragança, sob a regência de Marcus Bonna, em comemoração ao centenário de nascimento do Padre Aldo Bollini. A Orquestra de Metais arrasta sempre excelente público, pois suas apresentações são contagiantes e emocionam os ouvintes. A entrada será franca. Com certeza o Teatro estará lotado, portanto é bom chegar cedo para garantir lugar.

Exposição “Tempos Dourados”

O Artista Plástico Moraes, integrante da ABAP, Associação Bragantina de Artes Plásticas, expõe suas telas no Museu Oswaldo Russomano, de 16 a de junho.

A produção de Moraes é segmentada. Somente produz pinturas a óleo sobre tela com o tema de automóveis antigos. Uma belíssima exposição para quem é apaixonado por carros que marcaram o mercado automobilístico.