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BragançaPaulista21 Jan 2018


Colunistas


Exposição com o tema "Pantanal nas Telas"
Terça-Feira,  21 ABR 2015
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 Hassib Abraão está expondo suas telas no Museu Oswaldo Russomano, com a temática sobre o Pantanal Matogrossense, produção feita através de fotos reunidas pelo artista naquele Estado. Muitos animais, passaros, vegetação, rios, barcos e etc..A exposção vai até 3 de maio próximo. Bem colorida e diversificada, a produção, na técnica acadêmica clássica, vale a pena ser vista.

MERCADO DA ARTE, BONS NEGÓCIOS!

Colecionar bons quadros é um ótimo investimento. Esse mercado sempre está em atividade, mesmo nas crises. Em analogia às finanças, considera-se a um “CDB” de longo prazo. Muitas pessoas possuem obras de bons artistas com destaque nacional, como Guignard, Mestre Justino, Benedito Calixto, Aldo Cardarelli, Luiz Pinto, Carmelo Gentil, Ettore Federighi, Alexandre Reide, Manabu Mabe, Aldemir Martins, Tomie Ohtake dentre outros. Na nossa cidade os artistas mais valorizados são: Luiz Gualberto, José Bertolaccini e Victório Panuncio (já falecidos).

Os mais experientes, Milan Horvat e Hélvio Santiago, ainda em atividade. Há também os “emergentes” Sérgio Prata e Djalma Fernandes, premiados em salões de artes, e também Paulo Cubero, bem aceitos no mercado. Comprar diretamente com o artista é um bom negócio; nas Galerias o preço é mais alto; já no Mercado Livre (web) se tem excelentes oportunidades. Conheço muita gente em nossa cidade, ligadas nisso, que possuem obras de arte como investimento.

MAPA CULTURAL PAULISTA

Todo ano tem. Este ano a fase municipal deve ocorrer até 10 de junho. A Secretaria de Cultura irá escolher seus representantes para a posterior fase regional. As expressões artisticas são: Artes Visuais (artes plasticas, desenho de humor e fotografia), Canto e Coral, Dança, Literatura (Conto, poema e crônica), Música (solista e conjunto), Teatro e Vídeo.

O Município pode ter representante em uma, algumas ou em todas as categorias. Faz uma seleção prévia, escolhe seus representantes e os apresenta para a “competição”.

Quem passar da fase regional, vai para a fase final. A premiação na fase final garante ao vencedor, alem de trofeu e prêmio, um bom destaque na mídia artistica e uma inserção importante no seu curriculo.

Vale bastante a pena participar. Já o fiz por três vezes. Os artistas interessados devem procurar a Secretaria de Cultura para se informarem das seleções prévias, cada qual em sua área de atuação.

Curiosidades sobre artistas e suas obras
Picasso é o resumo da representação. A síntese do essencial



Nos fins dos anos 1800 avançando no século XX, imperava o supérfluo. Na arte arquitetônica, os ricos exigiam que suas mansões mostrassem um frontispício cheio de volutas, pilastras, falsas molduras, que ostentassem sua opulência. Para muitos, isso era puro mau gosto. Foi a época da “Art Nouveau”, a “Belle Époque”, que durou de 1890 a 1910, com vertente no rococó, no barroco.

Antes de novos conceitos atingirem as artes plásticas, pelas mãos da arquitetura mais voltada ao “funcionalismo”, do conforto, do que daquela falsa aparência da “Art Noveau”, revelou-se um novo conceito na arquitetura. A fachada deu lugar à boa funcionalidade na disposição dos quartos, na sala, na cozinha, boa iluminação e boa aeração. Conceitos esses introduzidos pelas mãos de um renovador, um engenheiro autodenominado arquiteto, Frank Lloyd Wrigth (1869-1959).

A “Art Noveau” surgiu em comtraposição às correntes conhecidas como artes experimentais. Na época em que proliferavam os diversos “ismos” dessas artes, a definirem essas novas tendências emergentes e que se sucediam umas às outras com grande celeridade: o impressionismo, o expressionismo, o pós-impressionismo, o pós-expressionismo, mas que tinham uma característica comum, a renegação do modo de se fazer a arte apenas para se reproduzir ou se copiar o que se via, que caracterizou o classicismo.

Sucedeu aos “ismos” a “Art Noveau” e a essas, as ideias funcionais de Wrigth, enquadradas que foram como Arte “Déco”, derivada do termo “décoratif”. O cubismo, o futurismo, o fauvismo, o neoplasticismo são ainda prevalentes na “Art Noveau”, mas o funcionalismo da arte “déco” agregou ao cubismo novos valores: a simplicidade, o essencial. Abstraiu-se a superfluidade. Valorizaram-se as cores fortes, as combinações cromáticas, a espacialidade, enfim, a composição. Um artista que exerceu grande influência no pós-arte “déco”, foi, sem a mínima dúvida, Pablo Picasso, que desenvolveu sua arte com maestria dentro da escola cubista.

Picasso nasceu na Espanha, em 1881. Tornou-se o expoente no cubismo, expressão pictórica caracterizada, entre outras coisas, como pintura sem amarras do “de como se vê”, distante da reprodução fotográfica, pontuando-se por uma pintura livre.

Pintura que mostrava o essencial, nos traços e nas cores, e na mensagem. E Picasso foi o artista que melhor explorou essa “liberdade” de linhas, usadas para transmitir mensagens repletas de sensibilidade. Ele não só conseguia transmitir sua sensibilidade artística nos contrastes e combinações formidáveis das cores, mas também, como foi dito, pela linguagem metafórica da imagem, com a força das mensagens pujantes.

Como exemplo, uma de suas obras que é considerada a principal e a mais marcante, a mais representativa, elaborada como um grito de indignação pelo massacre de um povoado de seu país imposto pelos aviões da Alemanha nazista: o povoado de Guernica, na região Basca.

Picasso pintou Guernica (foto), sob encomenda, em 1937, feita pelo governo republicano da Espanha. O painel foi inspirado no terrível bombardeamento dessa vila basca, perpetrado naquele mesmo ano, 1937, pelas forças nazistas. Embora fosse Guernica uma região sem nenhuma importância estratégica, as Forças Aéreas Alemãs se valeram desse massacre como teste de operação de “guerra total”, que era o que chamavam de “saturação”, ou o aniquilamento total das cidades bombardeadas e de seus habitantes. Este teste foi usado em futuros bombardeamento das forças aéreas alemãs sobre cidades dos países inimigos, na Segunda Guerra Mundial.

Palavras do escritor E. H. Gombrich ao descrever o quadro: - “A estrutura da composição baseia-se num triângulo onde se inscrevem as oito figuras que criam a ação. No centro, um cavalo mortalmente ferido com o pescoço tenso pela dor e por baixo dele o cavaleiro destruído pelas bombas.

Ao lado uma mulher volta-se em direção ao cavalo, enquanto outra, com o braço estendido, sustenta uma candeia que ilumina a macabra cena, simbolizando as próprias explosões; do lado direito, uma figura feminina grita e uma outra mulher, prostrada, segura o filho morto nos braços, constituindo isso nada mais do que uma revisitação do tema da Pietá.

Dominando o conjunto, um touro orgulhoso, que se pode entender como símbolo do país ou então como representante das forças do mal. Várias são as referências simbólicas presentes, desde a já referida Pietá, a influência da Estátua da Liberdade no desenho da mulher que segura a candeia ou o braço cortado cuja mão agarra uma espada, símbolo da resistência”. (Colaboração de Isnard Câmara de Oliveira)

Djalma Fernandes é artista plástico, professor de desenho e pintura, Vice-Presidente da ABAP (Associação Bragantina de Artes Plásticas), comerciante de materiais artísticos e colunista do Bragança Jornal Diário.